Viva a Vida !

Este blog destina-se aos meus amigos e conhecidos assim como aos visitantes que nele queiram colaborar..... «Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Humor / Amor, Alegria e Fantasia» ! Ah ! E não esquecer alguns trocos para os gastos (Victor Nogueira) ..... «Nada do que é humano me é estranho» (Terêncio)....«Aprender, Aprender Sempre !» (Lenine)

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Maria Mamede - 4 sonetos

* Maria Mamede
.
.

ESPERA

.

A aconpanhante dor, a dor serena

que bate em gelosia, no meu quarto

é doce feiticeira que me acena

com paraísos, pra onde não parto...

.

e vem ao meu olhar mostrar a cena;

promessas de sucessos retumbantes

que minh'alma crente e tão alhena

consegue acreditá-la, por instantes!

.

Porém chega, forte, a realidade

e meus olhos distinguem a verdade

contida na ilusão que ela dá;

.

e ficam olhando o paraíso

da verdade que sonho, que preciso

à espera que ela chega, amanhã!...

.

.

.

DIZER DO AMOR

.

Não te amo no acto consciente

de rubros amores, paixões tardias

amo-te naquelas sinfonias

que irmanam corações, taõ de repente...

.

não te amo no acto resistente

de querer o amor, a todo o custo

amo-te no remorso e no susto

de ser pecador e penitente...

.

não te amo em actos de paixão

antes, serena, te pego pela mão

e te levo a campos verdejantes

.

onde os dois, libertos desta vida

somos a Natureza e de seguida

regressamos ao que fomos, antes!...

.

.

.

ALÉM DA MORTE

.

Ergo minha taça aos meus amores!

e brindo por quantos me disseram

que me queriam bem, por suas dores

que pude aliviar, quando as tiveram...

.

ergo minha taça transbordante

de desejos de Paz de eterno Amor

que a vida, tal como o espumante

perdendo a espuma, perde seu sabor...

.

brindemos todos, taças levantadas

pelas vidas, perdidas e achadas

nas fronteiras da Luz, sem passaporte...

.

brindemos! Tudo passa de repente

e amanhã, já não seremos gente

só almas, que vão além da morte!...

.

.

.

AMANHÃ

.

Quando em mim se enrosca esta agonia

de dor lancinante e sem sossego

é a ti que me agarro e apego

para ouvir:-"Amanhã é outro dia!"...

.

Quando a noite chega e é fantasia

Num sonho que não quero e que renego

tu dizes:-"Amanhã, é outro dia!"

E a ti me agarro e apego.

.

Não tires a mão da minha mão

não deixes de ser a condução

que necessito pra seguir confiante...

.

não te apartes de mim, ando sem norte

nesta vida sê meu braço forte!

Vai negra a noite plo futuro adiante!...


.

Maria Mamede
De Amor e de Terra
seg 27-08-2007 14:47
.
.



.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Ao Sabor do Olhar (31) - Fotografia - Convite de Alex Gandum


é aqui que estão algumas das fotos com que vou concorrer ao Premio Visão de Fotojornalismo deste ano.
.
Se quiserem dar uma olhada, todas as opiniões são bem vindas!!! Obrigado!!!


Alex
qua 27-02-2008 14:58
.
.
Nota do EDITOR
.
Naturalmente que as vossas opiniões devem ser deixadas no blog do Alex, cuja hiperligação está mais acima
.
.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Ao Sabor do Olhar (30) - Grafitti

12/Fev/2008



* Lírio Roxo

.
.

A Finalidade deste Lugar (clique nesta hiperligação depois de ler o texto)


Este lugar tem a finalidade de mostrar trabalhos de "graffitis" que encontrei, que muitas vezes passam despercebidos ou irritam quem passa, por considerar que sujam muros sem vida, muitos deles abandonados e degradados, não parando para ver o que de trabalho e arte está para lá daqulilo que está à vista.
.
Antigamente eram os mosaicos e frescos nos muros e paredes de edifícios públicos e particulares, como nos nostram escavações tais como Miróbriga e Conimbriga, os mais conhecidos, e que nos surpreendem pela sua beleza de cores e desenhos.
.
Exemplo também, os frescos que ornamentam palácios pombalinos e nos deixam maravilhados, a maior parte de artistas desconhecidos e que se encontram em quase todos os palácios e palacetes de Lisboa.
.
Agora são os graffitis que tornam os muros e recantos sem vida, verdadeiras galerias de arte.
.
Não me refiro ao grafitti que nos sujam as paredes das casas e monumentos como uma contestação que, sem arte irritam quem os vê e a nada leva, mas a estes, de verdadeiros artistas, com significados profundos e cheios de beleza.
.
Áqueles que os encontrarem, espalhados por tantos lugares escondido por vezes, peço que não os destruam e que, se lhes for possível os fotografem, ou indiquem a quem possa fazê-lo, o lugar onde se encontram, pois seria bom ficar o registo do trabalho dos jovens de hoje, para ser visto pelos jovens de amanhã.
.
Como nem sempre é possível fotografá-los como desejaria e tenho de fazê-lo a pouco e pouco, no título das fotografias existen hiperligações que poderão levar a outras fotografias para melhor compreensão, da sequência dos temas fotografados, quando for caso disso .
(...)
.
A pouco e pouco vou descobrindo onde os graffitis se encontram.
.
Nem sempre eles são obras de artistas, mas não só esses me interessam, precisamente porque, a imaginação, as cores, o que escrevem são por vezes uma surpresa, interessando incentivá-los.
.
Por vezes encontram-se motivos enternecedores e de bom gosto que me deixam entusiasmada a procurar mais e mais.
.
Espero poder ainda mostrar algo que certamento irão gostar.

.
.
Fotografia da editora do Blog Lírio Roxo
Escolha da responsabilidade de Victor Nogueira
.
* Victor Nogueira
.
Li a badana lateral do Lírio Roxo e lembrei-me que nas minhas photoandices, especialmente nos edifícios medievais, há algumas pedras «marcadas»: mal se dá por elas, mas é o «grafitti» em que poucos reparam, uma «anomalia» que é a assinatura do pobre e analfabeto canteiro que a «história» não regista, mas apenas se sabendo o nome do «arquitecto» ou do senhor que seu nome ao palácio ou da terra ao castelo.
.
.
Sobre este tema ver também, se quiser:
-
Riscos nas Paredes? - 25 comentários

Grafittis - Galeria de videos

.
.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Ao Sabor do Olhar (29) - Ao (es)correr da pena e do olhar

The image “http://www.caminhodesantiago.com/fgaziro/images/vieira%20dourada%20simbolo%20do%20peregrino.jpg” cannot be displayed, because it contains errors.
.

.
Convite
para viajar, se quiser, apanhado a estrada aqui, em
.

Boa viagem !

.

Foto de Gaziro, retirada daqui

caminho de santiago

.

,

Bandas de Garagem - The Fake

The Fake



One Hundred Steps



Fotos - Autores não identificados
.
Nelas o Rui, que aparece em cada uma destas fotos, era letrista, guitarra e vocalista.
.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Maria Mamede - dois poemas sobre a Liberdade

* Maria Mamede
.
.

O AMOR É LIBERDADE E URGÊNCIA


.

Que mistérios se enroscam

Nas árvores da tua memória?!

que delícias se perdem

nos musgos da tua alma?

que mariposas brancas

andarão saltitando

de girassól em girassól

no jardim da tua existência?!

cada vida um jardim

tantas vezes sem flores

ou um barco sem remos

ou um rio sem pontes...

e se o caudal é fote

como atravessá-lo?

melhor ficar olhando

e sonhando

na outra margem

e viver, imaginando

como seria esta vida

ambos, do mesmo lado do rio...

a magia das palavras

no entanto

transporta-nos além

dos rios sem pontes

cujas margens se desvanecem

como a névoa

quando o sol acorda...

e não importa o que somos

nem como somos

o que amamos ou desejamos

porque só o Amor importa;

o Amor e nada mais!

e o AMOR, com maiúsculas

não precisa de pontes

porque dentro dele

tudo é existência e olvido

tudo é ser e não ser;

o AMOR, precisa somente

do seu jardim interior

dos seus girassóis de segredos

das suas mariposas brancas de esperanças

dos seus musgos de recordações

para existir e nos fazer felizes!

abençoado AMOR

prenhe de vivências

que nos faz amar serenamente

"amar só poa amar", como diria Flobela

a um, a outro, a muitos, esta, outra

e muitas outras vezes

de modo igual e cada um diferenciadamente

mas com a mesma intensidade.

Por isso é urgente a Liberdade

como o AMOR é urgenta!...

M.M.

.

.

CHORINHO

.

Ó minha flor dos cansaços

No cansaço das esquinas

do coração em ruínas

nos mistérios de viver

ó minha lua de prata

da prata-dor da tristura

da prata-dor de morrer

quem disse que é verdade

o amor sem a saudade

de o viver em liberdade

na verdade de o não ter?!...

.
Maria Mamede
XANGRILAH
sáb 25-08-2007
.
.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Ao Sabor do Olhar (28) - a oratória e actualidade do Padre António Vieira, s.j.


.
.

Aqui, no Kant_O e suas crias ...
.
... visitando geocities - sermoes
.

ABRAÇA O MUNDO A SORRIR

* Carla Granja

.

myspace layouts, myspace codes, glitter graphics

Abraças o mundo a sorrir

E com teu olhar sedutor

Encantas a todos os que olhas

E soltas um grito de amor.

Teu olhar chama por mim

E eu me aproximei

Foi quando vi teu corpo

E logo ali chorei.

Teu corpo tinha asas

E uma delas estava quebrada

Mas com o abraço que te dei

Ela ficou curada.

Foi então que percebi

A mensagem que trazias

ABRAÇA O MUNDO A SORRIR

E PODES SALVAR UMA VIDA...

.

Carla Granja.

dom 13-01-2008
.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Ao Sabor do Olhar (27) - Zeca Afonso



O homem das palavras livres!

.

Tributo a Zeca Afonso no 21º ano da sua partida.

.
O que faz falta é avisar a malta...O que faz falta é acordar a malta...O que faz falta...
--

Ludo Rex

.

"O que importa é transformar o mundo - A Blogosfera é o nosso meio!"

.

O que faz falta é avisar a malta...O que faz falta é acordar a malta...O que faz falta...

.

Momentos & Documentos [http://momentosydocumentos.wordpress.com/]

.

Foto retirada daqui

Convívio do Movimento .... (1) - Extra (1) - Abertura Ligeira

.

Convívio do Tempo, Estação, Mudança e Memória ou Registo

.
.
Convívio do Tempo ... Extra (20) - Cerâmica Alentejana
Sobre a blogosfera, o «mercado» e o que mais se ve...
Convívio do Tempo ... Extra (19) - Fábula
Convívio do Tempo ... Extra (18) - Orgia da Ampulhe...
Convívio do Tempo ... Extra (17) - Ampulheta
Convívio do Tempo ... Extra (16) - Ampulheta ...
Convívio do Tempo ... Extra (15) - Espectáculo de en...
Convívio do Tempo ... (30) - Fotógrafos ambulantes
Convívio do Tempo ... (29) - paz no mundo
Convívio do Tempo ... (28) - Belisa disse .... «...
Convívio do Tempo ... (27) - «O que é afinal o te...
Convívio do Tempo ... (26) - Laranjas
Convívio do Tempo ... (25) - " FOTOGRAFIA " Á LA ...
Convívio do Tempo ... Extra (14) - 2 textos de Victo..
Convívio do Tempo ... Extra (13) - Convite Hoje há m...
Convívio do Tempo ... (24) - «memórias»
Convívio do Tempo ... (23) - «É impossível ... »
Convívio do Tempo ... (22) - «Migrantes» e «Sidad...
Convívio do Tempo ... (21) - «Tarde de Verão.»
Convívio do Tempo ... Extra (12) - Convite - Festa d...
Convívio do Tempo ... Extra (11) - 1 de Fevereiro: o...
Convívio do Tempo ... Extra (10) - 31 de Janeiro e o...
Convívio do Tempo ... (20) - «Cartas de Amor»
Convívio do Tempo ... (19) - «Mano»
Convívio do Tempo ... Extra (9) - Convite -
Convívio do Tempo ... (18) - Mudança
Convívio do Tempo ... (17) - Pedra sobre pedra .....
Convívio do Tempo ... (16) - sem nome
Convívio do Tempo ... (15) - «CANÇÃO DO OUTONO»
Convívio do Tempo ... Extra (8) - A Cobardia do An...
Convívio do Tempo ... Extra (7) - Manifesto pelo D...
Convívio do Tempo ... Extra (6) - Convite
Convívio do Tempo ... (14) - «HOJE E AMANHû
Convívio do Tempo ... (13) - 3 poemas de Maria Mam...
Convívio do Tempo ... (12) - Inexorável Cronos......
Convívio do Tempo ... Extra (5) - Convite à Portug...
Convívio do Tempo ... (11) - «MULHER É INTELIGENT...
Como é? Ninguém fala?
Convívio do Tempo ... (10) - «Rio de Gente» e «Li...
Convívio do Tempo ... Extra (4) - Convite
Convívio do Tempo ... (9) - «TEMPO SEM TEMPO»
Convívio do Tempo ... (8) - «ULTIMAS CHUVAS»
Convívio do Tempo ... (7) - À espera ....
Convívio do Tempo ... (6) - Belisa disse .... Olá...
Convívio do Tempo ... Extra (3) - Convite para «a...
Convívio do Tempo ... (5) - «MEIA IDADE»
Convívio do Tempo ... (4) - O tempo contra o temp...
Convívio do Tempo ... (3) - «Não Paras?»
Convívio do Tempo ... (2) - «Agarra o tempo»
Convívio do Tempo ... Extra (2) - Ampulheta
Convívio do Tempo ... Extra (1) - Areia da Ampulhe...
Convívio do Tempo ... (1) - Abraço de Amizade
.
O corte da fita
Uma abertura - Tempo, Estação, Mudança e Memória o...
Abertura solene do Convívio do Tempo, Estação, Mud...
Convívio do Tempo, Estação, Mudança e Memória ou R...
.
.
Clique na ampulheta e veja o que sucede
.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Convívio do Movimento e do Contraste - Convite


.
* Victor Nogueira
.

O tempo, a vida e o que nos cercam ou rodeiam mudam sempre, mesmo que disso nos não apercebamos. Como terminou mais um Convívio, o do Tempo, Estação, Mudança e Memória ou Registo (cujo resumo pode ver atrás), vai sendo hora de iniciarmos outro.

.

Ao dia sucede-se a noite, à luz o negrume, ao amor ou amizade o ódio, a distração ou a indiferença, à Quaresma das Cinzas o explodir da cor e da vida na Páscoa, ao cinzento chuvoso, nublado e de neve do inverno o verde e a claridade suave da Primavera. Ao verde multicolor da estação quente, por vezes com súbitos e relampejantes aguaceiros segue-se o cinzento sombrio da estação fria e do cacimbo.

.

A consciência disto marca o contraste e o movimento no quotidiano. Assim, o Tema proposto é Convívio do Movimento e do Contraste, sejam estes súbitos ou gradativos.

..

O Convívio é aberto a quem quiser participar (podem e devem dar conhecimento a eventuais interessados) e o tema é suficientemente vasto e passível de tantas leituras e formas de expressão quantas a vossa imaginação alcançar: prosa, poesia, fotografia, pintura ...

.

A participação é livre, sem prémios nem classificações ou ordenações, mas com as seguintes restrições: devem ser identificadas e enviadas por e-mail, pessoal ou através do blog Ao Sabor do Olhar, mas não nos «comentários», indicando que se destinam ao Convívio do Movimento e do Contraste.

.

O material deverá ser de autoria do participante, não tendo de ser necessariamente inédito. Não se aceitam participações anónimas. Se a forma de participação for a escrita, esta deverá ser nas línguas portuguesa, galega ou castelhana. Também se aceita o mirandês. Tal como nos anteriores, cada conviva é livre de apresentar mais de uma «obra», se quiser.

.

Todos teremos muito gosto na tua participação e na dos teus amigos e conhecidos, a quem podes re-enviar este mail. As contribuições devem ser enviadas até 5 de Março de 2008 da era cristã. O que não impede a vossa colaboração extra-convívio nem que a participação no blog fique restrita a Portugal. Afinal, estamos no Ao sabor do olhar, aberto a todo o mundo (pode clicar nesta hiperligação).


Dê asas e libertação ao seu pensamento e pessoa, desde que respeite o Outro.
.
imagem retirada de

Oficina das Ideias

de Victor Reis, um interessante um blog a visitar. Foto de Olho de Lince
.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo, Estação, Mudança e Memória ou Registo - Resumo

.
.
Convívio do Tempo ... Extra (20) - Cerâmica Alentejana
Sobre a blogosfera, o «mercado» e o que mais se ve...
Convívio do Tempo ... Extra (19) - Fábula
Convívio do Tempo ... Extra (18) - Orgia da Ampulhe...
Convívio do Tempo ... Extra (17) - Ampulheta
Convívio do Tempo ... Extra (16) - Ampulheta ...
Convívio do Tempo ... Extra (15) - Espectáculo de en...
Convívio do Tempo ... (30) - Fotógrafos ambulantes
Convívio do Tempo ... (29) - paz no mundo
Convívio do Tempo ... (28) - Belisa disse .... «...
Convívio do Tempo ... (27) - «O que é afinal o te...
Convívio do Tempo ... (26) - Laranjas
Convívio do Tempo ... (25) - " FOTOGRAFIA " Á LA ...
Convívio do Tempo ... Extra (14) - 2 textos de Victo..
Convívio do Tempo ... Extra (13) - Convite Hoje há m...
Convívio do Tempo ... (24) - «memórias»
Convívio do Tempo ... (23) - «É impossível ... »
Convívio do Tempo ... (22) - «Migrantes» e «Sidad...
Convívio do Tempo ... (21) - «Tarde de Verão.»
Convívio do Tempo ... Extra (12) - Convite - Festa d...
Convívio do Tempo ... Extra (11) - 1 de Fevereiro: o...
Convívio do Tempo ... Extra (10) - 31 de Janeiro e o...
Convívio do Tempo ... (20) - «Cartas de Amor»
Convívio do Tempo ... (19) - «Mano»
Convívio do Tempo ... Extra (9) - Convite -
Convívio do Tempo ... (18) - Mudança
Convívio do Tempo ... (17) - Pedra sobre pedra .....
Convívio do Tempo ... (16) - sem nome
Convívio do Tempo ... (15) - «CANÇÃO DO OUTONO»
Convívio do Tempo ... Extra (8) - A Cobardia do An...
Convívio do Tempo ... Extra (7) - Manifesto pelo D...
Convívio do Tempo ... Extra (6) - Convite
Convívio do Tempo ... (14) - «HOJE E AMANHû
Convívio do Tempo ... (13) - 3 poemas de Maria Mam...
Convívio do Tempo ... (12) - Inexorável Cronos......
Convívio do Tempo ... Extra (5) - Convite à Portug...
Convívio do Tempo ... (11) - «MULHER É INTELIGENT...
Como é? Ninguém fala?
Convívio do Tempo ... (10) - «Rio de Gente» e «Li...
Convívio do Tempo ... Extra (4) - Convite
Convívio do Tempo ... (9) - «TEMPO SEM TEMPO»
Convívio do Tempo ... (8) - «ULTIMAS CHUVAS»
Convívio do Tempo ... (7) - À espera ....
Convívio do Tempo ... (6) - Belisa disse .... Olá...
Convívio do Tempo ... Extra (3) - Convite para «a...
Convívio do Tempo ... (5) - «MEIA IDADE»
Convívio do Tempo ... (4) - O tempo contra o temp...
Convívio do Tempo ... (3) - «Não Paras?»
Convívio do Tempo ... (2) - «Agarra o tempo»
Convívio do Tempo ... Extra (2) - Ampulheta
Convívio do Tempo ... Extra (1) - Areia da Ampulhe...
Convívio do Tempo ... (1) - Abraço de Amizade
.
O corte da fita
Uma abertura - Tempo, Estação, Mudança e Memória o...
Abertura solene do Convívio do Tempo, Estação, Mud...
Convívio do Tempo, Estação, Mudança e Memória ou R...
.
.
Clique na ampulheta e veja o que sucede
.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Meditação na Pastelaria - um blog a não perder

Meditação na Pastelaria




Meditação na Pastelaria


«Mas uma senhora é uma senhora./ Só vê a malícia quem a tem./ Uma senhora passa/ E ladrar é o seu dever – se tanto for preciso!» Alexandre O'Neill

As citações de Woody Allen que se seguem foram retiradas de A Filosofia Segundo Woody Allen, ed. por Mark T. Conard e Acon J. Skoble, Estrela Polar, 2008.
.
Só pelo capítulo A Ratoeira: Ler Woody Allen, assinado por James M. Wallace, vale a pena ler o livro.
.

«Estou atormentado por dúvidas. E se é tudo uma ilusão e nada existe? Nesse caso, de certeza que paguei demais pelo meu tapete.»
.
«Ele saiu do hotel e subiu a Oitava Avenida. Dois homens estavam a assaltar uma senhora idosa. Meus Deus, pensou Weinstein, já lá vai o tempo em que uma só pessoa dava conta do recado. Que cidade. Caos por todo o lado. Kant tinha razão. A mente impõe a ordem. Também nos diz quando devemos dar gorjeta. Como é maravilhoso estar consciente! Pergunto-me o que farão as pessoas de New Jersey.»
.
«Na sua condição de filósofos, eles confiavam bastante na lógica e achavam que, se a vida existia, alguém devia tê-la causado, e foram à procura de um homem moreno com uma tatuagem que estava a usar um casaco da Marinha.
.
Quando nada resultou daí, abandonaram a Filosofia e dedicaram-se ao negócio da venda postal, mas o preço dos portes subiu e eles morreram.»
.
«DORIS: Mas, sem Deus, o mundo não tem significado. A vida não tem significado. Nós não temos significado. (Pausa dramática) Tenho uma vontade súbita e avassaladora de ir para a cama com alguém.»
.
«Estas "partículas" [átomos ou mónadas] foram postas em movimento por alguma causa ou princípio subjacente, ou talvez alguma coisa tenha caído de algum sítio. O que interessa é que agora é demasiado tarde para fazer alguma coisa a esse respeito, excepto, talvez, comer bastante peixe cru. Claro que isso não explica por que razão a alma é imortal. Nem diz nada acerca da vida após a morte, ou sobre o meu Tio Sender ter a sensação de que está a ser seguido por albaneses.»
.
«Ora, então, para conhecermos uma substância ou ideia temos de duvidar dela, e assim, duvidando dela, alcançarmos a percepção das qualidades que possui no seu estado finito, que estão verdadeiramente "na coisa em si", ou que são "da coisa em si", ou de algo ou de nada. Se isto estiver claro, podemos deixar de lado a epistemologia, por agora.»
.

Convívio do Tempo ... Extra (26) - Ludo Rex - Convite à música

As músicas que me fizeram abanar…

O Papagueno passou-me um desafio musical, que consiste em recordar 6 músicas que na minha juventude me tenham feito dançar e abanar.
Aqui ficam algumas, muitas ficam por identificar, pois não as posso pôr todas…

» Boys Dont Cry : The Cure

» Just Like Heaven - The Cure

» Panic - The Smiths

» People Are People - Depeche Mode

» O Anzol - Radio Macau

» Sol da Caparica - Peste & Sida

Que me perdoem os promotores deste desafio mas, não o vou passar a ninguém em particular. No entanto gostava que outros bloggers nos dissessem quais as músicas que os fizeram vibrar na juventude.

Belos Tempos…

.

Nota do Editor - O Ludo que já tem por mim sido referido nos meus blogs várias vezes, nunca participou em nenhum dos Convívios do Ao Sabor do Olhar. Mas desta vez aproveito um mail colectivo de momentosydocumentos, de que fui um dos habituais destinatários, para publicar o seu conteúdo neste post. Se ele se importar, tiro o post. Mas mesmo assim não deixem de visitar os blogs dele, pois vale a pena. E se me lêem é porque a vossa alma não é pequena !

.

VN

.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo ... (31) - «Mudam-se os tempos ...»




.
.

Mudam-se os tempos
Muda-se o amor
Mudam-se os ventos
Só permanece a dor
.
A dor permanece
O amor arrefece
A vida fenece
E nada acontece...

Rosa dos Ventos
seg 14-01-2008 19:30
.
.
NOTA do EDITOR


Bem, lá evitei um 31 pois inadvertidamente «saltei» a cronologia na publicação desta contribuição da Rosa dos Ventos, por ela remetida a tempo e horas. Mas retomado o Norte, ela aqui fica com as minhas desculpas a uma assídua convivente.
.
VN
.

Convívio do Tempo ... Extra (25) - No Leito da Vida


No Leito da Vida
Uma tragédia em dois actos
.

* Rui Pedro Gato N. S.
.
A tarde dissolve-se sobre a terra, sobre a nossa casa. O céu desfia um sopro quente nos rostos. Acende-se a lua, e com ela acende-se o teu rosto apagado, cansado, derrotado. O rosto ausente de ti.
.
Olhas o vazio que em cima tens, o tecto. Eu choro o vazio que em ti me lembra o chão. A lua foca-te como se numa peça de teatro na qual eras a actriz principal, fizesses o monólogo final. Calada, imóvel, condenada. A lua eterna foca o cair do teu pano.
.
Foi sob esta mesma lua que nos beijámos a primeira vez. Lembras-te? Eu lembro-me. Lembro-me como se não tivesse acontecido. E tinhas tu 17 anos. Parece impossível. Já fomos jovens...eras linda. Tinhas vida que dava para ti e para mim. Eras jovem. E eu estava lá, nos teus 17 anos... Lembras-te? Lembro-me como de cima da colina te dei a cidade, com todas as suas luzes. Como de cima da colina víamos a cidade insignificante e ignorante de nós. Adoravas que te levasse a passear de carro. E eu adorava ver os teus olhos brilharem. E ao som do piano de Chopin fizemos amor pela primeira vez, quando os teus pais tinham ido ao norte ver a tua prima Matilde. Lembro-me tão bem. Eras linda e jovem. Abraçaste-me e eu protegi-te e prometi que nunca mal algum te iria acontecer. Beijei-te a testa e os teus olhos brilharam. Eu namorava com a Graça na altura. Lembras-te? Eu lembro-me que eras linda.
.
A vida dissolve-se sobre a terra. Sobre o tempo que imóvel nos vê passar. A vida continua lá fora, e tu vais continuar a morrer aqui dentro e a não te lembrares que me amas. Não te lembras que fui jovem? Hoje um velho careca e gasto olha-me do espelho. É normal que não te lembres de mim. Nem eu próprio me reconheço nesta carcaça bolorenta. Ao lado da tua cama uma foto transporta-me 60 anos no tempo. E tens 20 anos. Eras tão linda, na tua camisa de dormir, a tua camisa transparecia um corpo que por todos os poros transpirava feminilidade. A tua pele jovem e macia. Nunca beijei pele mais macia. O teu cabelo despenteado caído sobre os teus brilhantes e felizes olhos... Foi pouco tempo depois que engravidaste. Lembras-te? Lembro-me como choravas quando me contaste. Fiquei sem fôlego. Olhei a cidade lá em baixo e a sua insignificância devolveu-me a mim. E decidi. Lembro-me como choraste com a minha decisão. Mas decidimos bem. Tratei de tudo. Paguei tudo. Tenho pena que essa acção te inviabilizasse de ter filhos até hoje. Mas não tínhamos outra opção na altura. Juro-te que eu não tinha. Afastaste-te de mim... Mas voltaste. Sabias que me amavas. Mais linda que nunca com os teus olhos brilhantes. Foi a opção correcta.
.
Os teus olhos baços, sem vida continuam a olhar o tecto. Que pensarás? Pensarás? Serás alguém atrás dessa ausência? Essa doença que te consumiu ao longo destes últimos anos. A doença que apagou tudo o que te fazia ser. A tua memória.
.
Gostava que te lembrasses daquele dia em que vim de propósito de Londres. Eu lembro-me. A tua mãe tinha morrido. O céu pesava nesse dia, e eu chorei contigo. Lembraste como era raro eu chorar? Chorei contigo. E prometi-te que eu não morria e tu prometeste-me que não morrias... o que estás a fazer agora?
.
Que sentido faz eu ficar cá depois de desapareceres? Com quem vou amar o passado amanhã? A quem vou dizer que eras linda e jovem? O que me impede de me deitar a teu lado e morrer contigo?
.
Já é noite, o sopro continua quente e abafado... era noite também quando vimos na televisão o Armstrong pisar a lua. E ao mesmo tempo que os teus olhos brilhavam maravilhados e sonhadores eu te dizia que uma montagem de uns americanos dissimulados não me enganava. Mas no fundo, cá dentro, também sonhava. Foi nesta casa que te comprei que assistimos ao “pequeno passo.” E foi nesta mesma janela por onde o sopro morto entra que ficámos madrugada dentro e me prometeste que um dia lá faríamos um piquenique. Lembras-te? A lua eterna continua distante...a diferença é que hoje também distante estás. E eu no meio das duas...a lua eterna e tu, finita.
.
As tuas mãos estão geladas... não se ouve nada neste quarto senão o meu pensamento e o teu arfar cansado. Dirijo-me para a varanda, também eu cansado...a rua continua a mesma...os mesmos postes, o velho marco do correio, a mercearia do Américo, a mesma rua continua a banhar a nossa casa. Lembro-me como se fosse hoje... dormias e eu, acabado de acordar, desta varanda vi um tanque passar, frente ao sr. Américo. E corri a acordar-te. Lembras-te? Quando percebeste o que se passava saíste de pijama de cravo na mão. E eu vi-te desta janela. Não vi o 25 de abril nas ruas. Vi o 25 de abril em ti.
.
Estamos sozinhos, como sempre estivemos sempre que estivemos. E tu calada, na noite, pela calada, onde sempre fizemos tudo o que fizemos.
.
Estás na cama, sozinha na tua cabeça, na tua doença. E eu na varanda, sozinho, prisioneiro do meu pensamento...Eras linda e jovem...
.
Faz-se tarde. E hoje não posso ficar mais tempo. Sabes que dia é amanhã? Lembras-te? Faço 60 anos de casado com a Graça. 60 anos...Como nós passamos rápido pelo tempo. O Rodrigo e a Maria já devem ter chegado a Lisboa. E sabes como a Graça fica toda contente quando eles trazem os netinhos lá a casa. Vamos renovar os votos. Grande festa querem eles fazer. Vamos renovar a mentira que é a vida... e tu perdida aqui dentro...aí dentro de ti...
.
O velho veste o casaco, ajeita o cachecol e senta-se mais uma vez ao lado da cama. Passou o dia todo num silêncio pesado de ouvir e durante 10 minutos não se ouve mais do que o respirar a conta-gotas da velha. Ele levanta-se e na cómoda liga o velho gravador de cassetes e sai porta fora como se nunca tivesse entrado. E na cama, no rosto da velha - não sei se do reflexo da lua, se do som de um piano intemporal – parece que por instantes luzem os olhos... como se ele nunca tivesse saído.

Rui Gato 2779 AIS