Viva a Vida !

Este blog destina-se aos meus amigos e conhecidos assim como aos visitantes que nele queiram colaborar..... «Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Humor / Amor, Alegria e Fantasia» ! Ah ! E não esquecer alguns trocos para os gastos (Victor Nogueira) ..... «Nada do que é humano me é estranho» (Terêncio)....«Aprender, Aprender Sempre !» (Lenine)

terça-feira, 30 de junho de 2009

J J Castro Ferreira - Fotos da Família

* Fotos de J J Castro Ferreira
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José Luís Castro Ferreira (meu avô paterno)


Susana e Rui Pedro (meus filhos)

J.J. Castro Ferreira (auto-retrato - meu tio paterno), Esperança (minha tia-avó paterna), Maria Luísa (minha tia paterna) e Victor Nogueira
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domingo, 28 de junho de 2009

O trabalho teórico e a luta revolucionária - João Aguiar


Marx, Engls e LéninA teoria revolucionária é a consequência do estudo da realidade política e social nada tendo a ver com a repetição empolgada de chavões ou a aplicação mecânica de princípios gerais a uma situação em específico, sem olhar a novas configurações do capitalismo, do Estado e da correlação de forças, por isso, não se confunde com o verbalismo vazio dos esquerdistas, nem com a chamada renovação que caracteriza o reformismo. “a teoria revolucionária não abdica nem dos princípios fundamentais do marxismo-leninismo (…), nem da necessidade de compreender novos fenómenos; a teoria revolucionária aplica criativamente os conceitos nucleares do marxismo ao contexto em que os revolucionários actuam numa determinada época e sociedade”.
João Aguiar* - 22.06.09

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Na ciência burguesa é relativamente difundida a ideia que a célebre XI Tese sobre Feuerbach – «todos os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo, trata-se agora de transformá-lo» – seria uma afirmação em que Marx acharia desnecessária toda e qualquer teorização do real. Na realidade, tais noções não fazem sentido. Basta lembrar toda a imensa obra teórica de Marx (o actual projecto de publicação das obras completas de Marx e Engels em alemão será de 120 volumes, portanto, cerca de 72.000 páginas!) para se perceber o colosso intelectual do grande revolucionário alemão. Por outro lado, o marxismo nunca desqualificou o labor teórico. Mais uma vez, lembrem-se duas clarividentes lições de Lenine: «não há movimento revolucionário sem teoria revolucionária" e a importância para os Partidos Comunistas da "análise concreta da situação concreta». Por conseguinte, há em toda a história do marxismo-leninismo uma ligação indissolúvel entre trabalho teórico e prática revolucionária.
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Qual a relação entre teoria revolucionária e luta prática?

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Para responder a esta questão, importa considerar dois elementos principais:
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1. a teoria revolucionária não existe fora da luta revolucionária.
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Quer dizer, Marx não nasceu comunista e até atingir os seus 25-26 anos de idade nunca se considerou socialista ou comunista, apesar de já ter entrado em contacto com as correntes anti-capitalistas da época. Para além da ruptura com o hegelianismo e da leitura do artigo «Esboço para uma crítica da economia política» de Engels e publicado nos Anais Franco-Alemães em 1844, foi o contacto de Marx com emigrantes e refugiados políticos socialistas de origem alemã em Paris e, sobretudo, com o desenvolvimento da luta operária – por exemplo, os tecelões da Silésia em luta no ano de 1843 – que iriam estar na génese do marxismo como teoria revolucionária.
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Um outro exemplo. A obra de teoria (científica e política) mais brilhante de Lenine é, não por acaso, "O Estado e a Revolução". Obra escrita em Julho e Agosto de 1917 em pleno fogo da luta revolucionária em ebulição. A percepção do poder de classe do Estado e a percepção das tarefas que cabiam (e cabem) ao proletariado num contexto de transição para o socialismo seriam aspectos de todo inacessíveis fora da luta revolucionária.
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2. a teoria revolucionária permite perspectivar as condições gerais e específicas em que decorre a luta revolucionária.
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Não se pense que o marxismo é um mero pragmatismo. De facto, a luta e a prática nas organizações marxistas necessitam sempre de um programa, de resoluções políticas, de debate político e ideológico. É quase como que «o pão para a boca» das organizações políticas e sociais da classe trabalhadora. Para recorrer a um outro exemplo, repare-se que, ao contrário do preconceito dos media dominantes de que o PCP seria um partido enquistado, sectário, sem debate político e condenado a desaparecer, a verdade é que o PCP não teria a força eleitoral e, fundamentalmente, social e sindical se não debatesse e aplicasse enunciados políticos e ideológicos que se ajustam à realidade concreta das massas populares.
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Consequentemente, a teoria revolucionária enquadra a luta das organizações operárias em dois níveis. Por um lado, a teoria revolucionária enquadra a luta em termos das condições gerais em que ocorre. Isto é, a teoria revolucionária permite compatibilizar a luta quotidiana com o processo histórico global, portanto, entre luta reivindicativa de massas e a luta geral contra o capital. Por outro lado, a teoria revolucionária permite compatibilizar a luta quotidiana na conjuntura nacional, social e temporal em que se desenrola num determinado momento.
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Assim, considere-se a relação entre teoria e luta revolucionária a partir das seguintes noções:
• a teoria revolucionária faz parte da luta de ideias, da batalha política e ideológica contra a ideologia dominante;
• a teoria revolucionária não é o repetir de chavões ou o aplicar mecânico de princípios gerais a uma situação em específico, sem olhar a novas configurações do capitalismo, do Estado e da correlação de forças – a teoria revolucionária não se confunde com o verbalismo oco do esquerdismo;
• a teoria revolucionária não é igual à revisão de princípios do marxismo em favor da busca de pretensas soluções novas para uma realidade social capitalista que, apesar de novos ajustamentos, continua a reproduzir os seus pilares fundamentais (exploração da força de trabalho; mercantilização de todas as actividades sociais, culturais e naturais; Estado de classe controlado pela burguesia; força e peso da ideologia dominante, etc.) – a teoria revolucionária não se confunde com a busca da “renovação" pela “renovação” típica do reformismo;
• a teoria revolucionária não abdica nem dos princípios fundamentais do marxismo-leninismo (primado da luta de classes, papel de vanguarda da organização revolucionária, natureza de classe das várias instituições da sociedade, etc.), nem da necessidade de compreender novos fenómenos;
• a teoria revolucionária aplica criativamente os conceitos nucleares do marxismo ao contexto em que os revolucionários actuam numa determinada época e sociedade.
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Aplicações necessárias da teoria revolucionária à realidade actual: algumas questões que se colocam e que importa dar resposta
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1ª necessidade:
aprofundar a compreensão da real dimensão da actual crise estrutural do capitalismo.
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Aspectos a aprofundar:
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a) relação do capital fictício em hipertrofia com as dificuldades de produção de mais-valia na esfera produtiva.
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b) de que forma a bolha financeira despoletará uma crise ainda mais profunda ao nível das relações de produção capitalistas.
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c) de que modo se relacionam crises cíclicas no seio da crise estrutural mais geral do capitalismo.
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Importância prática desta questão:

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a) desmontar a mecânica interna do imperialismo, como forma de explicitar as raízes estruturais de um sistema explorador e opressor dos povos e dos trabalhadores.
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b) compreendendo a essência do funcionamento do capitalismo, torna-se mais fácil rebater soluções políticas supostamente «de mudança» (como Obama e toda a campanha propagandística em seu torno) e, ao mesmo tempo, de rebater soluções pretensamente milagrosas para o sistema financeiro. A crise estrutural do capitalismo não pode ser regulada, como defendem certas concepções próximas ao keynesianismo, nem é superada por receitas que passem por introduzir «mais mercado» como apregoam as correntes mais abertamente neoliberais. De facto, a crise estrutural do capitalismo demonstra, por um lado, a vulnerabilidade do indivíduo perante toda a mecânica do sistema onde é apenas mais um recurso para extrair mais-valia e, por outro lado, que a sociedade alicerçada na exploração do trabalho humano tem limites estruturais profundos. Compreender a existência destes últimos não significa, evidentemente, que o capitalismo poderia desaparecer por si mesmo mas que, tendo em conta as dificuldades do sistema para incrementar a extracção de crescentes volumes de mais-valia, só a luta colectiva dos trabalhadores e dos povos pode ultrapassar uma sociedade ancorada na exploração do homem pelo homem.
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2ª necessidade: aprofundar a compreensão do desenvolvimento da configuração interna dos Estados e correlativas vias de fascização de novo tipo.
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Aspectos a aprofundar:
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a) papel da securitização do Estado na prevenção (e criminalização) de futuras movimentações operárias e populares.
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b) possibilidade de o capitalismo tentar controlar politicamente a grave crise económica e o crescente caos associado por via do recurso a vias de fascização da vida política.
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c) compreender como estas tendências fascizantes convivem com instituições formalmente democráticas e, mais importante, com a assunção de que tais processos seriam democráticos e realizados no interesse de todos os cidadãos.
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Importância prática desta questão:
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a) reafirmar a natureza de classe no Estado e dos processos políticos. O Estado nunca foi, e hoje muito menos, um aparelho neutro e desligado de interesses de classe. A existência de naturais diferenças entre várias formas de Estado (liberal, ditadura militar, fascismo, etc.) não deve obscurecer a tendência imanente de em situações históricas de crise o capital abraçar empreendimentos militaristas, repressivos e fascizantes.
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b) compreendendo a substância dos Estados – cada vez menos democráticos e cada vez mais autoritários na sua actuação quotidiana – mais facilmente se colocará perante as massas que a superação do sistema implica uma transformação do aparelho de Estado, num sentido da sua democratização e do seu controlo político pelo povo e pelos trabalhadores.
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3ª necessidade: aprofundar a compreensão das transformações na esfera cultural e ideológica.
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Aspectos a aprofundar:
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a) compreender como ideologias de classe (pós-modernismo, teorias sobre a sociedade do conhecimento e correlativo fim do trabalho e das classes, teses sobre a superioridade numérica das chamadas classes médias e dos «colaboradores», etc.) se apresentam como pretensamente não-classistas e compreender o seu impacto nas dificuldades de identificação colectiva de camadas da classe trabalhadora.
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b) perceber a relação entre crise estrutural do capitalismo/tendência fascizante de organização do poder político/estetização da política e da vida quotidiana. Por outro lado, a crise do capitalismo, do ponto de vista dos interesses do grande capital, implica que os trabalhadores adoptem comportamentos individualistas e refractários à luta reivindicativa. Neste capítulo, a difusão de ideologias consumistas junto de novas camadas de trabalhadores actua como um poderoso factor para fazer recuar a consciência operária e popular nas suas forças.
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Importância prática desta questão:

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a) compreender a ligação entre a produção cultural, a difusão ideológica, os mecanismos de condicionamento na formação da opinião e a legitimação do capitalismo.
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b) desconstruir a noção de que o que os indivíduos pensam (e que lhes transmitem nos media e noutras instâncias culturais) é natural, lógico e inquestionável, mas que se encaixa perfeitamente nos processos de dominação ideológica do grande capital.
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c) um mais apurado entendimento destes fenómenos permite um avanço na luta ideológica contra o capital e, portanto, na luta mais geral contra o capitalismo.
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4ª necessidade: aprofundar a compreensão das causas fundamentais do findar da ex-URSS.
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Aspectos a aprofundar:

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a) decifrar como se operou a interacção causas internas e causas externas na derrota do socialismo. Quer dizer, a relação complexa e vasta entre: o colossal cerco imperialista; a relação triangular edificação do Estado socialista – transformação das relações de produção – desenvolvimento das forças produtivas; as modalidades específicas e a variável intensidade da luta de classes no processo de construção do socialismo; o sucesso ou insucesso na formação de quadros e no maior ou menor fomento da participação popular, etc.
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Importância prática desta questão:

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a) uma compreensão sólida do que se passou nas experiências de construção do socialismo assegurará que o ideal comunista se afirme como alternativa ao capitalismo. Ou seja, o socialismo só passará à ofensiva ideológica se for capaz de compreender mais cabalmente esta questão. Um dos eixos mais relevantes que o capital tem aproveitado na luta ideológica passa pela assunção de que não existiria alternativa ao actual sistema. A criminalização do socialismo soviético aparece aqui como central nesse desígnio ideológico do grande capital e do imperialismo. Nesse sentido, a reposição da verdade sobre as experiências de construção do socialismo consubstancia-se como um passo fundamental nesse processo.
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Conclusão
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Uma compreensão mais profunda dos fenómenos acima mencionados permitirá a desmontagem de enunciados da ideologia dominante. Evidentemente, os comunistas e revolucionários têm um largo património teórico sobre estas questões. Assim, trata-se aqui da necessidade de se aprofundar ainda mais esse património e não de o descartar ou ignorar.
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Com efeito, a própria teoria revolucionária será tanto mais eficaz quanto mais se avançar na discussão colectiva dos problemas em causa. Discussão colectiva que tem de estar sempre inserida no quadro de fortalecimento da luta de massas e das organizações da classe trabalhadora. Só a luta dos trabalhadores e dos povos e das suas organizações de classe poderá transformar o mundo.
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Animada por esse objectivo, a teoria poderá interpretar mais correctamente o mundo social e político, por conseguinte, melhorando as probabilidades de sucesso da luta popular pela transformação da sociedade. E porque o marxismo consagra essa unidade entre pensamento e acção, só a luta (teórico-ideológica e de massas) é o caminho!

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*Sociólogo

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in

o diario.info

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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Que escreverias a alguém num muro branco?

Assunto: BRINCADEIRINHA...
Data: 25/Jun 11:53

--- Ana Paula wrote:

SE NUM MURO BRANCO PUDESSES ESCREVER UMA FRASE PARA MIM,O K ESCREVERIAS?......

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PASSA A TODOS OS TEUS AMIGOS E VÊ O RESULTADO....DIVERTE-TE......

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Distribuído por Moranguinho Pereira (hi5)

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Há Patrões de Direita e Patrões de Esquerda ?

Assunto: Fascismo...
Data: 23/Jun 14:25

Sabem que há patrões de "esquerda" que acham que devemos estar agradecidos por nos darem trabaho, contra o pagamento de 450 euros mensais por 8h (ou mais) diarias de trabalho, sem subsídio de refeição e sem nos inscreverem na Segurança Social. Se reclamamos, ainda somos mal agradecidos. Ao que isto chegou...

Lua e Mar


NOTA VN - Patrão é sempre patrão, seja ou não oportunista de esquerda. Se não agisse como patrão, falia e passava a ... desempregado. Mas as pessoas esquecem-se do bê-à bá

Victor Nogueira

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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Rui Pedro - Desenhos




clicar nas imagens para aumentar
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anotações da mãe, Celeste Gato
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sábado, 13 de junho de 2009

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Recensão de Terra Sonâmbula, de Mia Couto, por Madalena Mendes

Categoria: Literatura - Romance
Idade: 0 - 5
Editora: Caminho
Ano da Obra: 2008
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O TEMA DO MÊS autonomiza um conjunto de listas temáticas de recensões organizadas pelo leitur@gulbenkian aquando da comemoração de certas efemérides.

Para assinalar o Dia do Livro de 2009 contámos com a colaboração de Sandra Velhinho, Madalena Mendes, Ilda Maria Sobral Azinhais Velez e Duarte Sérgio da Silva Martins, nossos leitores que responderam ao desafio de enviar uma recensão crítica de um livro à sua escolha.

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in

leitura.gulbenkian


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Terra Sonâmbula
recenseador: Madalena Mendes, 2009

Apreciação:

Mia Couto, escritor africano, é um exemplo paradigmático no campo da reinvenção da linguagem e da recriação da língua portuguesa. A sua obra, forjada no caldo entrecruzado da memória, da História e das estórias, atravessa os tempos e os espaços e emerge de África para se assumir como narrativa universal.
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Exímio na arte da transgressão, o escritor-poeta impugna os binarismos dicotómicos – branco/negro, feminino/masculino, mito/verdade, natureza/cultura, vida/arte, facto/ficção, razão/sentimento; norte/sul -, nos trilhos de uma outra legibilidade das fracturas introduzidas pelos cânones etnocêntricos, em prol de uma nova geopolítica do conhecimento perfilada no reconhecimento da pluralidade e multiplicidade dos conhecimentos e dos espaços e lugares da sua enunciação.
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A obra de Mia Couto, projecto clinámico inscrito na falinvenção das razões silenciadas (Santos), fronteiriças (Mignolo) mestiças (Ribeiro), híbridas (Canclini) e oprimidas (Freire), apresenta-se como referência incontornável para se repensar a literatura, a linguagem, o dinamismo da língua, a História e o lugar nela, dos sujeitos e da multiplicidade mestiça das suas identidades.
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Professora, Investigadora e Doutoranda em Educação, 47 anos.
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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Em Terras de Portugal

* Fotos de J. J. Castro Ferreira


Fontanelas - as placas toponímicas têm uma quadra alusiva


Rio Tejo - Ponte 25 de Abril


Lamego - fachada da Sé
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terça-feira, 9 de junho de 2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

TE AMO TB SE DIZ A UM AMIGO/A!

Assunto: TE AMO TB SE DIZ A UM AMIGO/A!
Data: 8/Jun 18:01

Quem gosta de você levanta os braços!!!


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Viu o tanto de gente que gosta de você ??

Xiii...Tem uma ali no meio
Que nem levantou os braços !
Sabe quem é ?

*Euu*

sabe por que?

Porque não gosto de você
Mais sim AMO demais.

Você vivє αki Óн..♥

e sempre viverá.

mande isso pra todas as pessoas que você ama de verdade inclusive eu i eu te amo de verdade
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se você receber pelo menos a metade de volta pode se considerar uma pessoa amada bjusssss
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Distribuída por Morenguinho Pereira (hi5)
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Belisa verseja :-)

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Belisa disse...
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olá :)
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É sempre bom lembrar
e fico muito contente
Ás vezes podes pensar
que eu estou ausente
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Podes ficar descansado
venho sempre espreitar
Para saber o teu estado
vejo a data do teu postar
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Muitos beijinhos te envio
desejo saúde e tudo mais
Mesmo sem qualquer desvio...
os amigos nunca são demais
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Sabes que eu gosto
de escrever a rimar
Um grande beijo estrelado
Aqui te vou deixar!

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sábado, 6 de junho de 2009

Bom Dia e música, hoje e sempre

Flowers Graphics
PopularVirals.com
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Luar de Agosto numa manhã de Dezembro - Rui Gato

* Rui Gato

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Paulo Santiago (pseudónimo)

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A vida é... acontece e acaba.
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E se o que me apetece é beijar-te,

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Tudo o resto é nada.

Se sou só eu,

E a minha vontade és tu.

Se a tua vontade fosse eu,

Então seríamos.

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Uma manhã de Dezembro

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Sou um fracasso, sou fraco, estéril de acções, fértil de pensamentos que disso não passam, sou maternidade e cemitério. Sou inútil, incerto, sou deserto, mas tão cheio de nada. Sou frio, mais frio que esta manhã de Dezembro que desabrocha lá fora, lá, fora de mim, onde não existo.

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Bebo mais um gole. Preto e quente este café, amargo como eu. Não gosto de café. Não gosto do Inverno. Não gosto de acordar de manhã… não gosto de acordar.

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Aproximo-me da janela como quem liga a televisão. Por entre a neblina matinal vislumbro na paragem os vultos que já adivinhava, os do costume. Há 13 anos que os vejo. Há 13 anos que com eles me transporto ás 7:15 para a fábrica, onde não existo. E há 13 anos que às 17:20 regresso a esta paragem. A verdade é que aos domingos não vou, nem nas ocasionais, mas óbvias folgas que me dou por dívidas para com o sono. Mas mesmo assim, 13 anos são 13 anos.

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Saio e desço no desagradável elevador que todos os dias me aproxima da paragem que me desagrada. “Então Gomes, bom dia. Está uma manhã agradável, não?” Aceno com a cabeça que sim. Chama-se Carlos Coimbra este homem que me fala. Fala-me sempre. Na casa dos 40 Carlos é uma figura simpática. Invejo as pessoas Simpáticas, invejo os despreocupados, os felizes, os que não pensam, invejo as pessoas que não sou…

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Subo para o Autocarro como quem desce ao inferno, sento-me nos bancos de trás, onde posso observar sem ser observado, e fecho os olhos.

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O que seríamos nós sem as memórias? Sem estas velhas fotografias do passado em preto e branco. Que nos matam, que nos prendem, que não me deixam viver.

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Já houve um tempo em que vivi. Um tempo em que gostava de café e acordava como um escritor para quem o dia é uma folha em branco pronta a escrever.


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Parada a olhar o mar, absorve-me completamente e esforço-me por ser o ar que ela respira, esforço-me por chegar a ela sem no entanto mover os pés. Os 10 metros que nos separam parecem uma eternidade. Surgem-me como uma barreira intransponível, repleta de perigos, na qual nem o mais ousado “eu” ousaria aventurar-se. A rapariga apoia-se curvada sobre o varandim que dá para o mar, tem a pose de quem olha para o seu quintal, e no entanto parece deslocada. Eu, ao lado dela, finjo estar concentrado nos pescadores que na praia em frente lutam numa luta desigual com uma rede de pesca. Enquanto procuro sentir as vibrações no varandim. O varandim em que os braços dela se apoiam é o mesmo que me apoia. E pelo canto do olho vejo-a engolir o mar, e vejo-me navegar. Pelo canto do olho contorno a timidez e vejo-me falar. Calado. No meu lugar. Ela olha-me, e eu, pela primeira vez fixo realmente os pescadores, e prometo-me não lhe voltar a olhar. E faltando ao prometido constato que ela me continua a olhar, e sorri, sorri como quem é feliz, como quem sabe mais que eu. Sorri como eu quero ser. Dirige-se a mim, segura de si, deixando-me tanto mais inseguro a cada passo que dá.

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É fim de tarde, no verão.

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Deitados no chão olhamos o escuro, olhamos o futuro, prendem-nos as estrelas e o seu brilho, distantes, tão distantes e irreais quanto o futuro para dois miúdos de 11 anos para quem a vida é o egoísta presente. Ao meu lado, Luís, cúmplice de todas as brincadeiras e alegrias. Pensamos o que aí vem. Não precisamos, porque somos crianças, porque o futuro é longe e não existe. Mesmo assim pensamos. E a noite abafada e quente parece parar no tempo. E naquele momento somos únicos e sozinhos e donos de nós.

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Louise - é assim que a rapariga se chama - é francesa, filha de portugueses e fala com um sotaque que por si só a torna querida. É engraçado como os sotaques nos fazem olhar para as pessoas como tendo uma fragilidade ternurenta, uma deficiência querida.

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Olhos do tamanho da sua confiança, enormes e castanhos. Cabelo curto e loiro como o trigo no Alentejo, e uma calma, uma segurança, a paz…

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Louise olha-me, fala-me, toca-me e a tarde transforma-se em noite, os minutos transformam-se em fonte e as horas em prazer.

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Sentados na areia ouvimos as gaivotas gritarem estórias de tempestades passadas sobre a calmia da presente água. E a cerveja aproxima-nos como anos de experiência em comum. A desconhecida rapariga do varandim é agora, esta noite, nesta praia, a pessoa mais importante. E eu sou dela, sem que ela talvez ainda o saiba, neste momento sou o que quero, sou com ela. Neste momento sou para sempre, sem que ela talvez ainda o saiba. E guardo cada gesto dela, por mais insignificante e natural que para ela seja, guardo-os como se fossem exclusividade minha.

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“Pedro, vem para dentro que vai chover” diz a voz que me chama, a voz que não me lembro. Eu corro junto com “Évora”, a nossa cadela, horta dentro, pisando couves e tomates q.b. , não oiço a voz que não me lembro, a voz que me chama para o real, porque neste momento estou embebido na luta contra o mal junto com o meu fiel companheiro destas demandas. “Évora” olha-me como quem me admira, “Évora” olha-me feliz, e eu olho-a como a um guerreiro.

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“Pedro, não me ouviste chamar-te para dentro?” diz a voz que me acorda com uma palmada na cabeça. A cabeça onde largo a espada e um guerreiro se transforma numa cadela. Sigo a voz para dentro de casa. São as férias de verão. E estamos todos. Sentamo-nos á mesa e comemos, vemos televisão e dormimos, e quando acordamos, estamos todos.

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Estou acordado há mais de uma hora, e sou espectador do mais belo espectáculo, no mais belo palco. A luz do sol e a sombra do cortinado dançam no corpo de Louise. E o seu corpo imóvel ganha vida para além da vida que já tem. E os seus contornos ganham evidência para além da evidência que lhes dou. Vejo-a dormir, tenho medo de pensar demasiado alto, tenho medo de a acordar e estragar o momento.

Pela janela aberta entra o mais azul dos céus, e a brisa fresca do mar toca o corpo sobre o qual adormeci, e o branco e suave lençol parece encontrar o par ideal na suave e adormecida pele de Louise. E vendo-a assim, indefesa, nua, e despida de qualquer disfarce mental toco-lhe o cabelo e esforço-me por ser o sonho que ela dorme.

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Louise neste momento é tão simples, ela simplesmente dorme. E não são as coisas simples as mais belas?

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Esta manhã desprezo todos os cursos e todos os grandes pensadores, os empregos, o xadrez, as cirurgias, teorias e todas as justificações. Esta manhã, estou a sentir, como há anos não sentia. Como o pensar me impedia. Esta manhã Louise dorme e eu estou mais acordado que nunca.

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Sigo os passos de Luís como se de uma lição se tratasse. Balde na mão e galochas nos pés, avisto já ao fundo a miniatura do moinho. Ontem combinámos apanhar caranguejos e esta madrugada assim o fazemos. Quero impressioná-lo. Quero principalmente impressionar-me a mim. Quero ser como ele, natural. E a minha falta de jeito para apanhar pássaros, caranguejos ou arranjar bicicletas, só é agravada pela minha consciência disso mesmo.

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Voa um pouco de pão e das árvores em redor poisam dezenas de pombos e uma dúzia de pardais. Lutam como se fosse o último bocado de pão em todo o parque, seu mundo.

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É o dia mais quente do verão - disseram os entendidos, de dentro da sua televisão - e do colo de Louise, onde a minha cabeça descansa, vejo-a atirar outro bocado de vida ao jardim morno e morto. “pombos estúpidos” diz Louise. “roubam o pão aos pardais”. Estamos num recanto do jardim, coberto por densa vegetação. Por trás da vegetação estão outros bancos, e outros namorados, diferentes estórias na mesma tarde do mesmo jardim.

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Louise faz-me festas no cabelo e eu fecho os olhos, e o vento nas folhas parece música de embalar, e o cheiro adormece-me e acorda-me continuamente. Juntos vemos o sol pôr-se por entre as árvores. E olhando nos olhos dela vejo o inverno.

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Faltam 2 semanas para o fim do Verão.

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Alguém desenha um céu quente no chão frio da velha casa, uma folha outrora branca é agora uma montra para a imaginação, onde gaivotas voam, flores amarelas e sorridentes crescem ao tamanho de casas fumegantes de felizes gigantes de mão dada. No castanho e idoso sofá descansa a minha avó, cosendo uma espécie de sapatos de lã que já imagino aquecerem-me os pés no inverno que se avizinha. No quarto alguém ouve Duran Duran, cantando o refrão numa desafinada pré-adolescência, saltando na cama num evidente descontrole hormonal. Ponho a data e o meu primeiro nome na parte de trás da folha, tal como o meu pai me ensinou. Pouso a caneta de relva, e chama-me à atenção a televisão, montra para a realidade. Assusta-me a ideia de morte. É um medo desmesurado, é um medo sufocante, cinzento, é um medo que uma criança de 5 anos não devia ter, que me ocupa e aprisiona na minha cabeça, meu mundo. A maior parte das vezes não penso nisso e sou feliz. Mas quando penso, sou só e apenas isso. É um pânico indescritível. Quem dera que as flores sorrissem e crescessem com a vontade como limite. E o rosto desfocado olha-me, a mão ausente afaga-me, e a voz que não me lembro diz que tudo vai correr bem. E eu finjo acreditar até me esquecer.

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"Lulu", chamo eu. Louise finge não me ligar, ou então não me ouve mesmo. Há alturas em que é difícil perceber. Cada vez mais. Sentado na cama vejo Louise na varanda, como se de um quadro se tratasse. Estática, como um mistério. Em segundo plano vejo o mar, que olha para ela como um chamamento, como uma recordação, uma vontade. Louise não olha para mim. Como um adeus.

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O telefone toca, eu levanto-me, dos desenhos animados, o telefone toca, eu caminho, calmo, o telefone toca, eu atendo, calmo, alguém chora e num segundo passa-me a vida inteira pela cabeça, neste segundo somos todos adultos. O coração dispara. O telefone mata-me. E as palavras matam-me, as palavras mataram a voz, o rosto, o toque. O choro lembrou o inevitável. E o choro toca-me. O telefone toca-me. E do outro lado do choro lembram-me que a voz que não me lembro não voltará a falar. Do outro lado do telefone acordam-me. Do outro lado da vida adormecem-me. Do outro lado da morte mataram a vida. Mataram a minha criança.

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"Sabes o que dizem? Que quando dormimos a nossa alma anda por aí a vaguear nos sonhos. Então vou mandar a minha adormecer-te, até que acordes, vou mandar a minha sonhar-te, até que eu acorde" digo eu a Louise, que, deitada a meu lado me olha com olhos de mar, olhos que não percebo, olhos de noite, que cai como as pálpebras. Cai como a razão, que há muito deixou de existir. Já não lhe vejo o branco dos olhos, já não lhe oiço a segurança da voz. Louise está por trás da noite, está por trás das pálpebras fechadas. Incontactável. Olho o tecto que cai em mim como um inevitável amanhã. Como um acordar que não quero. Como um fim que não pedi. Não consigo adormecer... pois sinto que já dormi tempo de mais. E não sei quando aconteceu o que vai acontecer. Não sei quando podia ter evitado o que vai acontecer. É um vazio de angústia e impotência. Não sei quando deixei de a ouvir, não sei quando deixei de lhe falar.

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A morte afinal existe. Não é algo de que se fala... não é como o papão ou o Pai Natal. As pessoas desaparecem, as vozes calam-se, os rostos são comidos e desfigurados, e os ossos aliviados do pensar e existir.

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Esta noite é a lua que me olha. Esta noite, tenho a certeza que a voz não voltará a chamar-me à realidade. E a fantasia é tão mais fácil de aceitar. E olho a lua que me chama, com todos os seus fantasmas, é a lua com todos os seus uivos que me embala, como uma mãe embala a sua criança. A voz não mais me embalará.

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É dia 21 de Dezembro. Começa o Inverno – dizem os entendidos de dentro da sua televisão. E penso “deus queira que deus exista”. Que seja só eu que não oiça a voz, mas que ela continue a falar a quem a oiça, porque ela não me voltará a chamar para a realidade, e a fantasia é tão mais fácil de aceitar. Sento-me no sofá e ligo a televisão, para deixar de pensar, e os dias enfim passarão, a noite cairá dos céus, e a lua continuará a reflectir o Sol.

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Estou acordado há mais de uma hora, ainda não abri os olhos com medo de ver o que não está lá. A minha cabeça é uma fábrica de pensamentos, de hipóteses, esta fábrica de medos, esta desconcertante certeza. Levanto-me sem olhar para o lado esquerdo onde o vazio se deita. E caminho com passos de desconforto para o chuveiro. Como é difícil carregar esta cabeça... pesada... como é difícil esta certeza... é difícil este acordar. Abro a água, fria como a manhã, e olhando para o ralo desejo ver desaparecer toda a minha existência. Desejo que a água me lave de pensamentos, e pela manhã escorrego pelo ralo com a água que me arrasta.

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Saio ignorando a toalha e pingando o corredor, e como um zombie numa missão, sigo a brisa da janela aberta, em direcção ao quarto. A cama está vazia. Sento-me derrotado e olho para fora de mim... para fora de casa, fixo o varandim, e de Louise só resta o mar. Os pescadores continuam numa luta desigual. E de Louise só resta o mar. A areia molhada de Inverno lembra o calor que se foi. Deixo-me cair para trás e afogo-me num sono, de 13 anos, num sonho de Inverno, afogo-me em recordações boiando num presente sem Verão.

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E adivinho uma lua que à noite subirá ao meu pensamento, trazendo de volta todos os seus fantasmas, e mais alguns.

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E tanta coisa que lhe queria dizer, mas já não me ouve. Tanta coisa que queria ouvir, mas já não me fala. Tantos dias que a queria acordar, mas já não me dorme. Tanto que queria viver, mas já morri. São 17 e 20, e regresso a esta paragem. Abandono a solidão ordeiramente agrupada e contributiva da fabrica para nesta paragem reencontrar a solidão egoísta de mim. Todos somos egoístas. Até mesmo os altruístas só o são porque tal os faz sentirem-se bem consigo próprios. Egoísta de mim pensar assim... Esta paragem do tempo nesta viagem de vida. Saio aqui. Esta é a minha paragem. Há 13 anos. Nesta paragem. Daqui olho a minha janela. E sou actor da vida que dela vejo. Subo as escadas para casa como quem desce ao inferno. Abro a porta e entro na ausência. Sento-me na ausência. Sinto-me na ausência. O relógio de sala move-me os olhos. Move-me a vida estagnada. E com o passar do tempo não somos mais do que retalhos, fantasmas de vidas passadas, acabadas, interrompidas. Não somos mais do que peças de um puzzle que nunca fará sentido, simplesmente porque não encaixamos uns nos outros. E olhando para trás, não sei se cheguei a ter 11 anos, não sei se cheguei a ser eu com amigos, ou se naquele final de tarde, no Verão cheguei realmente a falar com a rapariga do varandim... ou se tudo isto é um sonho. Se amanhã acordo ao som de uma voz esquecida. A qual não tenho a certeza algum dia ter existido.

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No fundo, nada dura para sempre, a não ser, a certeza e o sentimento de que nada dura para sempre. Para uma pessoa o principio pode ser o fim para outra... onde vejo uma estrada desaparecer no horizonte, outros vêm um beco... um qualquer dia 1 de Janeiro pode nunca deixar de ser um 31 de Dezembro. Quantas vidas temos? Quantas realidades há para o mesmo acontecimento? Quantas palavras por dizer? Quantos rostos e lençóis vazios... as vozes que esquecemos, as coisas belas e simples que se complicaram, os fossos que cavámos em nosso redor, assombram-me como a inexistência. E é difícil aceitar que as pessoas que conhecemos não vêm sozinhas, mas que trazem consigo todos os seus fantasmas, e todas as pessoas que já foram.

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Sinto falta que me cantem uma canção de embalar. Sinto falta de ti, sinto falta de mim, sinto falta de nós, sinto falta que sintas falta. E a saudade é eterna. Eterna porque o “sempre” é a minha curta existência. Como se o passado existisse para além da minha cabeça. Tenho saudades do futuro. Sou frio. Mais frio que esta noite de Dezembro que chove lá fora. Chove da lua que sobe lá fora... onde os fantasmas moram. Onde os lobos choram e os namorados adoram. Onde sei que está o que perdi. Um pequeno passo para a humanidade, inalcançável para mim.

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A vida é... acontece e acaba. E o fim não tem uma lógica, acontece e pronto.

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Aproximo-me da janela e afasto-me de mim.

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Setúbal – 2005

Rui Gato