
* Victor Nogueira
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Alguém me redescobriu este post num dos meus blogs, que se sucederam às salas de conversação virtuais e estas às tertúlias de café e às comunidades de vizinhança e reais da minha juventude.
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Para os Cristãos e para os Judeus a Páscoa era um dia de Festa. Foi na Páscoa que Cristo jantou com os seus amigos e discípulos, poucos dias antes da sua morte e ressureição, abandonado pelos discípulos que depois terão propagado os seus ensinamentos ou a sua Palavra, como apóstolos, com os resultados contrários aos que ele, Cristo ou Emanuel, pretenderia.
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Reinos não há de facto, salvo o do dinheiro, que condiciona e abafa completamente a ResPública e a sua virtude e honorabilidade.
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E a ResPublica é um enorme e oco vazio a que não acrescento, por desnecessário, mais adjectivos.
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Nada resiste à usura do tempo e do pêndulo inexorável no seu vai-vém, neste marcar imparável e constante do dia de hoje, que por breves momentos é primeiro dia do resto das nossas vidas, isto é, de cada um de nós. O Bem ou o Mal é serem cada vez menos os primeiros dias do resto da vida de cada um de nós.
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Não tenho ovos de Páscoa ou chocolate para oferecer. Como diz certa Imperial Princesa e como tal realista, sou demasiado somítico, não pelos motivos que ela aduz, mas por ser adepto da Igualdade e contra as realezas, sejam imperiais, sejam de lantejoulas ou papelão.
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Assim, simplesmente, alguém repescou para a mim o texto abaixo transcrito, oferta sem dinheiro nem presentes materiais neste mundo cada vez mais virtual em que vivemos e em que os ainda privilegiados se refugiam. Para cada um/a de vós.
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E parafraseando Gerald Vandré, para não dizerem que não falei de flores não falo da verdadeira violência que é o Medo que um punhado cria, em seu próprio benefício, na imensidão crescente de homens e mulheres deserdados na inconsciência da sua força, desviada para aspectos secundários como o ser estranho ou diferente, quando as verdadeiras identidades são escondidas pelo Medo que inconscientemente é interiorizado pela maioria para preservar o sossego da minoria crescente que dele materialmente beneficia com as migalhas deitadas aos mandaretes e marionetas contentes com um prato de lentilhas e outras minúsculas benesses.
Fica sempre a nostalgia do que se perdeu ou não foi alcançado
Victor Nogueira escreveu:
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E se de algum modo estás na minha lista é porque por ti tenho estima e consideração. Sei que o silêncio será de muitos/as a resposta a uma chama breve como é a do fósforo que se acende e breve se apaga!
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Chama cuja desaparição se não nota no dia soalheiro ou cuja falta se sentirá no regresso da escuridão.
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Victor Manuel
NOTA PÓSTUMA
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Verdadeiramente não espero muitas respostas. Afinal anda tudo tão enredado nas brumas da memória e ocupado com o dia-a-dia absorvente, que ou não lerão isto ou não terão tempo para parar o tempo e acenar ao menos duas vezes ao ano: na Páscoa da Ressurreição e no Dia de Natal do contraditório Deus Menino. Ou perguntarão: mas quem é este gajo e pimba, «lixeira» com um simples delete. É a Morte da Vida, sem Ressurreição ao 3º dia que lhe valha. Ficam sinais arqueológicos, signos indecifráveis muitas vezes, como as linhas que simplesmente foram relembradas ou o «poema» que alguém me enviou, já não sei quem nem quando.
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Perdidos On Line [ou na vida de todos os dias]
Amizades Virtuais são feitas com rapidez.
Feitas e perdidas
geralmente sem sequer um encontro pessoal.
Quantos amigos perdemos no espaço virtual?
Nunca paramos para contar nem
para imaginar o quanto pode ter
nos custado essa perda.
Alguns desaparecem,
somem nervosos como um sopro de tempestade.
Outros saem tão silenciosamente
quanto o virar de uma página.
Muitos voltam, embora não saibamos
quando voltarão.
Voltam assim de repente sem
nenhuma razão aparente.
Enquanto há outros que nunca
mais retornam.
Pela perda de alguns a responsabilidade é nossa.
Uma palavra grosseira e nós somos
deixados sozinhos.
Depois ficamos intrigados e magoados
quando não recebemos retorno
de uma mensagem ou quando
alguns nos evitam.
O número de amigos virtuais
é incontável e, por muitas vezes,
eles são perdidos para sempre.
Poderíamos parar por um momento
durante o nosso tempo online ...
E ficarmos atentos para sentir o que
pode estar acontecendo ...
Um som que ouvimos ... um distante gemido
pode ser o som da amizade morrendo ...
Silvia Schmidt
*Humancat*
Trad/Adaptação
SusieQ's World
dir aut reserv
©1999
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Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007
NOTA IMPORTANTE
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Esta não é uma mensagem de SPAM mas sim enviada a alguém que por qualquer motivo conheço na vida real ou na WEB. Se não quiser receber mais mensagens devolva esta com a indicação «Retirar da Lista» na barra de assunto
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Saudações do
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Victor Nogueira
vicnog@---
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- "Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores" ou "Caminhando" - Gerald Vandré
- Pra Não Dizer Que Nao Falei Das Flores - Gerald Vandré
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