Viva a Vida !

Este blog destina-se aos meus amigos e conhecidos assim como aos visitantes que nele queiram colaborar..... «Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Humor / Amor, Alegria e Fantasia» ! Ah ! E não esquecer alguns trocos para os gastos (Victor Nogueira) ..... «Nada do que é humano me é estranho» (Terêncio)....«Aprender, Aprender Sempre !» (Lenine)
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Judite Faquinha -ao ouvir-te

* Judite Faqinha

A magia de ouvir
Um poema no horizonte
A verdade com firmeza
Citas com calor e certeza
Pura como água da fonte
O amigo Ary (O sonhador)
Com poemas de lutador
Da liberdade de encanto
Ele assim o dizia
Sentimento que sentia
Nos seus poemas de pranto
Vibrando para despertar
Para seu povo acordar
E chegar a cada canto
Mensagem que a alma grita
Da verdade que não é dita
Ao povo vai esperando
Um poeta com nobreza
Lutador contra a pobreza
Da liberdade um amante
Amigo, já está ausente
Em nós sempre presente
Vai-nos sempre acompanhando
Dá-nos força para avançar
Poemas para lutar


By Judite Faquinha In 05-08-198

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

ary dos santos - homenagem ao povo do chile

Victor Nogueira partilhou a foto de Carlos Fonseca.
HOMENAGEM AO POVO DO CHILE

Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro

Nas suas almas abertas
traziam o sol da esperança
e nas duas mãos desertas
uma pátria ainda criança

Gritavam Neruda Allende
davam vivas ao Partido
que é a chama que se acende
no Povo jamais vencido
– o Povo nunca se rende
mesmo quando morre unido

Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.

Alguns traziam no rosto
um ricto de fogo e dor
fogo vivo fogo posto
pelas mãos do opressor.
Outros traziam os olhos
rasos de silêncio e água
maré-viva de quem passa
Uma vida à beira-mágoa.

Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.

Mas não termina em si próprio
quem morre de pé. Vencido
é aquele que tentar
separar o povo unido.
Por isso os que ontem caíram
levantam de novo a voz.
Mortos são os que traíram
e vivos ficamos nós.

Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que nasceram para o Chile
morrendo de corpo inteiro.

José Carlos Ary dos Santos

Foto: HOMENAGEM AO POVO DO CHILE

Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro

Nas suas almas abertas
traziam o sol da esperança
e nas duas mãos desertas
uma pátria ainda criança

Gritavam Neruda Allende
davam vivas ao Partido
que é a chama que se acende
no Povo jamais vencido
– o Povo nunca se rende
mesmo quando morre unido

Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.

Alguns traziam no rosto
um ricto de fogo e dor
fogo vivo fogo posto
pelas mãos do opressor.
Outros traziam os olhos
rasos de silêncio e água
maré-viva de quem passa
Uma vida à beira-mágoa.

Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.

Mas não termina em si próprio
quem morre de pé. Vencido
é aquele que tentar
separar o povo unido.
Por isso os que ontem caíram
levantam de novo a voz.
Mortos são os que traíram
e vivos ficamos nós.

Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que nasceram para o Chile
morrendo de corpo inteiro.

José Carlos Ary dos Santos

terça-feira, 2 de novembro de 2010

DA CRIAÇÃO - DO POETA por Carmen Montesino

a Segunda-feira, 1 de Novembro de 2010 às 23:31
.
Ary pariria o poema:

Nasce nas veias o poema
E agiganta-se
Filho no ventre
Sangue que corre
Poema volume
Convulsão.
Poema
Sémen palavra
Corpo êxtase
Loucura
Parto
Construção.


Florbela suspiraria o poema:
Ai… Esta inquietude este desassossego
Que me faz pegar na pena.
Ai… Que penosos são os versos
E que penas, meu amor,
Penando te descrevo.
Ai… E assim penando permaneço
Na tristeza me aconchego
E no canapé, meu amor,
Quando a pena repouso
Desfaleço...


Pessoa questionaria o poema:

Se poesia é aquilo que sinto
Será poema aquilo que escrevo?
E o que esqueço
E o que omito
E se minto?
Se não fica tudo escrito
Será poesia o que sinto
Ou mera reflexão afinal?


Torga faria da Pátria poema:

Um poema nasce
Nos campos da minha Pátria.
Agreste é a paisagem
Forte o poema que cresce
Nos campos da minha Pátria.
Livre o poema ergue-se
E no céu sereno parte...
Fica a Pátria!



(in catedral.weblog.com)

"Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!"
"Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens!"
"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente."
"Só nos é concedida
Esta vida
Que temos;
E é nela que é preciso
Procurar
O velho paraíso
Que perdemos"
 

  • Tu e 3 outras pessoas pessoas gostam disto.
    .

    *
    Ana Simões
    Bem-haja, Carmen, por nos premiar com o barro da poesia....moldado com dedos feitos segredos, sempre cobertos de humildes aprendizagens!

    O barro moldado dor,
    Com finas arestas de amor,
    Pede como uma esmola
    ...A paz sem qualquer pudor
    É o molde da minha Terra
    Relevo do seu destino.

    A tinta estendida em riso,
    Que com soberbo ruído,
    No rosto sem alma que rola
    Neste mundo mísero perdido
    É o abismo que minha Pátria encerra.
    Ressoa em mim como um sino.

    O esboço firmado incerteza
    Rumorejante de beleza,
    Das rugas outonais,
    Que brotam em laminar pureza
    É o princípio e o fim da fronteira
    Que se abre nesta Pátria a arder.

    A aguarela desfeita em fragrância,
    Com marcas profusas em errância,
    Das coisas que não falam mais
    Torrentes e desertos. Inconstância.
    É a luz da minha cegueira
    O Reino que em mim quis crescer.

    A mancha largada esperança,
    Que desinteressada se quebra
    Nos verbos Amar e Criar,
    Gravada naquela pedra
    Que rola, tropeça e cai
    É a imensa verde Floresta
    Profuso Mar do meu mundo.

    A linha ensaiada longe
    Que alteia o horizonte
    Ébrio de sol que cresce e arrefece
    No desejo de Ser Alguém,
    De quem quer que seja,
    Que vagueou pela terra
    E não Abraçou ninguém
    É o frio árctico desta Terra
    Semente do meu solo fecundo.

    O rasgo esculpido fado
    De toda a miséria extrema,
    Que faz nascer na memória
    Silêncios de Indignação
    E empesta os bonitos Sonhos
    De cruor desfeito em poema
    É a sombra aprisionada
    Queimada pelo vento Suão.

    O traço espesso em carvão,
    Que sem ruído flutua,
    Que sem descanso perdura
    Em largas e fortes cascatas,
    Do Rio da Solidão
    É a água acorrentada
    No porto desta Nação.

    Com este Barro moldado
    Com esta Tinta estendida,
    Envoltos no Esboço firmado
    Desta Pátria em mim vivida,
    Dou cor à Aguarela desfeita,
    Recrio a Linha ensaiada,
    Recubro os Rasgos esculpidos,
    Refaço mais espesso o Traço.

    Construo a Mancha perfeita
    Dos Tons da Pátria Bandeira
    Que ondula em Sonhos perdidos.

    ana

    há 2 horas · Não gostoGosto · 1 pessoa
    *
    Victor Nogueira
    Grato pela plenitude e pela inesgotável amabilidade para comigo. Convido-te para um passeio, virtual que seja, se doutro modo não acontecer, ao Parque dos Poetas, em Oeiras, pelo olhar do meu tio José João, da minha costela tripeira :-)

domingo, 10 de maio de 2009

Fernando Tordo em Arestas de Vento

Pode ouvir agora e aqui grande entrevista de Fernando Tordo ao Arestas de Vento. O registo sonoro em causa vale para nós como testemunho com história !!!

Também por isso...

"Não posso deixar de te dizer, meu querido e bom amigo, que não há reencarnações. Não queiras ver em mim o que já não existe, o que morreu. Tenta ver apenas alguém que sobreviveu e faz o seu trabalho da melhor forma que lhe é e está possível. ENQUANTO NÃO FOREM MORTOS OS FANTASMAS, FICAMOS A NAVEGAR PESSIMAMENTE ENTRE O SALAZAR QUE AINDA É TÃO QUERIDINHO PARA TANTOS, E O CAMARADA ARY QUE TRAZIA SEMPRE O POVO NO CORAÇÃO... Enquanto eu cá estiver, não pretendas que eu seja outro, porque isso seria negares o homem inteligente e livre que em ti conheço.
Um abraço muito grande do teu amigo"
Fernando Tordo

ARESTAS DE VENTO

Tudo aos Sábados, em directo, entre as 16 e as 19h, na Popular fm (90.9)
e online em
http://www.popularfm.com/

rrrr.JPG

A ENTREVISTA PODE SER OUVIDA NESTE BLOG NA FORMA DE REGISTO SONORO !!!
TUDO AO ALCANCE DE UM SIMPLES CLIQUE IMEDIATAMENTE ABAIXO
:

http://arestasdevento.podomatic.com/

O registo sonoro em causa vale para nós como testemunho com história até 2006 (altura em que foi feito). De lá para cá Fernando Tordo continuou em actividade ininterrupta.
E é bom não esquecer: Para assinalar esta actividade, entre outras coisas boas, foi preparada uma digressão nacional com grande orquestra. Fernando Tordo & Stardust Orchestra apresentaram num poderoso Concerto as músicas de uma vida numa vida cheia de músicas.
O Fernando esteve muito bem acompanhado por uma fantástica Orquestra de 24 músicos sob a direcção artística do Maestro Pedro Duarte.
Lisboa de Feira, Tourada, Adeus tristeza, Só ficou o amor por ti, são alguns dos muitos temas que desfilaram, acompanhados quer pela doçura e subtileza da secção de Cordas da Orquestra (violinos, violas de arco e violoncelos), quer pela energia da sua secção de metais. Esta digressão nacional teve início no dia 8 de Junho de 2008 e a apresentação no Coliseu dos Recreios de Lisboa no dia 10 de Outubro foi o seu momento alto.
Siga a Roda ...
Qualquer Fernando Tordo estará ao vivo e a cores no Arestas de Vento.
Faz parte.

Fernndo Tordonet.JPG

ARESTAS DE VENTO

O raio de um programa onde a polémica e as palavras andam sem algemas e mordaças, saudavelmente à solta, mas com ameaça de mandado de captura ...
RICARDO CARDOSO e CÉU CAMPOS, chefiam um bando de colaboradores e convidados, brutos no falar, intemeratos, atrevidos e sem topetas ...
é a polémica a bater forte nos idiotas, nos colaboracionistas, nos que se julgam únicos e insubstituíveis, na sacanagem que vegeta nas franjas ocultas do poder , de qualquer poder ...
é a boa cultura a fazer das suas - e das nossas!

Publicado por arestas em 12:10 AM






domingo, 23 de dezembro de 2007

Em nome dos que choram


Helena Morais disse .... (*)
.
.
Com este poema de Ary dos Santos deixo-vos os Votos de um Santo Natal e
Feliz Ano 2008



e.................... que o AMOR volte ao Mundo para Sempre.


Em nome dos que choram,
Dos que sofrem,
Dos que acendem na noite o facho da revolta
E que de noite morrem,
Com a esperança nos olhos e arames em volta.
Em nome dos que sonham com palavras
De amor e de paz que nunca foram ditas,
Em nome dos que rezam em silêncio
E falam em silêncio
E estendem em silêncio as duas mãos aflitas.
Em nome dos que pedem em segredo
A esmola que os humilha e os destrói
E devoram as lágrimas e o medo
Quando a fome lhes dói.
Em nome dos que dormem ao relento
Numa cama de chuva com lençóis de vento
O sono da miséria, terrível e profundo.
Em nome dos teus filhos que esqueceste,
Filho de Deus que nunca mais nasceste,
Volta outra vez ao mundo!
.
.
Ary dos Santos
.
.
(*) Podem ver HM em milenaww
.
ou em
.
.
Vale a pena uma visita ou muitas mais.
,
tal como

o pafuncio

de onde VN retirou a imagem

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Tu que dormes a noite na calçada de relento


Tita - Uma mulher, Um blog, algumas palavras disse...
.

Nesta altura do ano, desejamos sempre o mesmo: O melhor para todos, através de frases e palavras que já nada têm de original

.
Sinceramente, desejo a todos Vós, o melhor Natal de sempre, mas deixo os meus votos através das palavras de um grande poeta:

.

Ary dos Santos

.

Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão

.

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitros de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

.

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

.

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão

.

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão

.

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

.

(Ary dos Santos)
.
ilustração da responsabilidade de Victor Nogueira