Viva a Vida !

Este blog destina-se aos meus amigos e conhecidos assim como aos visitantes que nele queiram colaborar..... «Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Humor / Amor, Alegria e Fantasia» ! Ah ! E não esquecer alguns trocos para os gastos (Victor Nogueira) ..... «Nada do que é humano me é estranho» (Terêncio)....«Aprender, Aprender Sempre !» (Lenine)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Convívio entre Abril e Maio (6) - Quadras Popularunchas


Building a rainbow de Tito Salomoni


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* Antunes Ferreira

qua 28-05-2008 0:21

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travessadoferreira

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Dom Victor da Nogueira

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Às vezes dá-me para rimalhar. Perece-me ser o caso, não muito grave. Se os que as leiam não me seviciarem, estou safo: sobrevivi. Aguentei o tsunami. Já está.

Henrique, o Aéfe

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Quadras popularunchas

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Noite fora reina a Lua

E enche o pobre coração

Passo, triste, pela rua

Falta-me a inspiração

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Quadras, leva-as o vento

O Povo segue a bailar

Será que o meu fingimento

Se perde pelo luar?

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Versos da noite são escuros

Ou muito mal iluminados

Sentimentos rijos, duros

Lembrando tempos passados

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Na praça da nossa aldeia

Fiquei preso p'lo beicinho

Duma moça gorda e feia

Sem esperar dela um carinho

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Os versos de pé quebrado

Servirão para animar?

Triste sina, negro fado

Ou canção para embalar

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Cantamos todos à noite

Trovas para quem aprecia

Serenata que se afoite

Não pode viver de dia

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Populares são estas rimas

E se calhar com rudeza

Tu nem com elas te animas

Vê-se que és Portuguesa

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Fico-me por aqui sozinho

Já nem sei do que cantar

Tenho pena do vizinho

Ouve quadra popular

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Por isso vou de abalada

Meto a viola no saco

Situação mais embrulhada

Só a que viveu o Cavaco

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Quando esteve na Madeira

E falou com o Jardim

Aturou-lhe a bebedeira

Não disse não, não disse sim.

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Assembleia? Um faduncho.

Sem justificação nem maneira

Só falou com o caruncho

Que é o bicho da Madeira

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Mas antes da tal visita.

Fora lá outro na mama

Sossegou, coisa bonita

Do Doutor Jaime Gama

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O sôr Silva o entendeu

Mostrou-se muito simpático

O Gama já se esqueceu

Do défice democrático

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Estas quadras desgarradas

Vão ter o ponto final

Com perguntas envenenadas:

A Madeira é Portugal???

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terça-feira, 24 de junho de 2008

José Mário Branco - Eu vim de longe

http://s23.rapimg.com/upload_tmp/6/img_2989666_14fb420e00f62d2e6fc1a10e80ed078b_abig.jpg.
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Hoje há música (25) - José Mário Branco - Eu vim de longe
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Convívio entre Abril e Maio (5) - Finalmente o início .... do fim



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ADENDA
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Convívio entre Abril e Maio - (...)
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ter 27-05-2008
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Vivam J

(...)

Eu só recebi 3 ou 4 contribuições e várias promessas para esta «Festa» ou Convívio virtual Ao Sabor do Olhar. Mas, por mais que procure no programa interno de correio electrónico ou no servidor externo onde estão alojadas as minhas contas de e-mail, não as encontro. «Mistérios»

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Não fora isso e já teria encerrado este Convívio e abandonado o projecto que esteve também na base dos anteriores

(...)

Bem ou mal, isto das palavras é como as cerejas: atrás duma outras aparecem. Só fixei que uma das contribuições era da Nadya. Portanto para encerrar o Convívio entre Abril e Maio só me resta este acto de «contrição» e solicitar a quem me enviou material que o reenvie se assim o entender. E, aproveitando a deixa, abro as portas à vossa generosidade agora até 10 de Junho, caso queiram enviar material. A porta está aberta a todos e cada um de vós que aceitem participar naquele que em princípio é o último Convívio, embora virtual, Ao Sabor do Olhar!

A todos e a todas um abraço e a estima do

Victor Nogueira

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NOTA IMPORTANTE
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Esta não é uma mensagem de SPAM mas sim enviada a alguém que por qualquer motivo conheço na vida real ou na WEB. Se não quiser receber mais mensagens devolva esta com a indicação «Retirar da Lista» na barra de assunto.

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Saudações do

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Victor Nogueira

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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Ad Majorem Dei Gloriam, In hoc signo vinces


* Victor Nogueira
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Dulcíssimo irmão em Cristo, à direita de Deus Pai Todo Poderoso sentado.

Humilde Frei Diácono, era nexessário tanta violência e lapidação contra este humilde, devoto e pobre servo do Senhor, por Este e pela Sua infinda e misericordiosa Justiça para sempre condenado ao fogo do Inferno?

Meu irmão em Cristo, mal tenho lido Gil Vicente e não conheço bem o que ele escreveu. Perdi-me no jardim das delícias da Crónica de Fernão Lopes, de Cancioneiros como os de Garcia de Resende ou pela Relíquia da Campanha Alegre de Eça e de Fradique Mendes,

Alá fique contigo e tu com cem mil virgens em teu redor, se ainda tiveres pedalada para uma que seja, que perante ti dispa os sete véus e faça a dança do ventre.

Com um grande abraço, fica na paz do Senhor mas, face a algumas heresias abaixo por ti escritas com uso livre da Razão que JHVH te deu, terás de pagar algumas indulgências e deixo-te como penitência um rosário completo, com todas as palavras bem articuladas,

PN AM

Victor Manuel, dos Barroso Nogueira,

um dos quais, António de Sousa Barroso, foi missionário em S. Salvador do Congo (Angola), Bispo de Himéria (Moçambique), Bispo de Meliapor (Índia) e Bispo do Porto, tendo sido exilado por duas vezes durante a I República

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Lembraste daquele nosso colega (seria o de Castela ?) que salvo erro numa daquelas monumentais bebedeiras no 1º de Dezembro [em évoraburgomedieval] que nunca apanhei e creio que também tu não, amparado já não me lembro por quem, esbracejava e chorava baba e ranho pk não queria voltar para o Seminário? Claro que no estado em que estava, não via a diferença entre a escola dos futuros padres e os cursos intensivos de fim de semana e oito horas seguidas que tínhamos de gramar no 4º e 5º anos [de Economia e de Sociologia].

De: António
Enviada: sexta-feira, 20 de Junho de 2008 16:21
Para: Victor Nogueira
Assunto: Re: Interrogativamente

Ó meu grandessíssimo 'sacana' (não encontro, no léxico vicentino, termo mais apropriado!!!),

Então agora eu é que não escrevo?

Houve um tempo em que só eu é que puxava pelo verbo e gastava o meu latim, enquanto tu te entretinhas já a sonhar com a meia dúzia de blogs que entretanto deste à luz (estou a traduzir do termo vicentino apropriado!).

Agora que eu também me entretenho, de quando em vez, com um blog de trazer por casa (nada da megalomania de que te alimentas), a que tento corresponder muito espaçadamente e quase por obrigação (fui empurrado...), refilas da parcimónia.

Não há pachorra, mesmo!

Reconheço que tenho, em atraso algum correio. Algum também teu e a que me propunha dar seguimento em breve. Apenas hoje tive oportunidade de limpar uma série longa já com vários dias (...) O tempo que levo só a abrir mensagens esgota-me e por isso, como já te tinha dito antes, a minha 'actividade' bloguista reduziu-se drasticamente.

E também te havia dito já que, em matéria de recurso às memórias do passado (mais precisamente, à história de 'Évora'), pouco há a esperar de mim. Pouco posso acrescentar à tua, que ainda por cima, beneficia de 'registos feitos na hora', como, aliás, agora está na moda.

Portanto, para além de umas larachas ou dos comentários políticos do dia, a minha contribuição não acrescenta nada à tua documentação.

Ainda assim, vou procurar ser mais solícito nas respostas. Pelo menos para evitar o arremesso de 'pedregulhos' do tamanho dos que me mandaste hoje. Até fiquei atordoado!!!

Como vês, laracha não me falta. Talvez precise mesmo de ser provocado. Mas é verdade que o meu tempo, este ano, tem constituído um bem escasso (ainda mais do que é normal).

Um abraço e até à próxima provocação,

António

----- Original Message -----

From Victor Nogueira

To: António

Sent: Friday, June 20, 2008 3:15 PM

Subject: Interrogativamente

Pk é que tu e o Carlos (...) de quem sou amigo desde 1968, nunca me escrevem pessoalmente ou tomam a iniciativa de me telefonarem?

Isto para não falar da Emília, minha amiga e colega desde Economia no Quelhas, desde 1966. Mas desta a história é outra.

Abraço

Victor Manuel

_____________________________________________
De: António
Enviada: sexta-feira, 20 de Junho de 2008 14:00
Para: Victor Nogueira
Assunto: Lidas: 10 de Junho - O Dia da RAÇA e o que mais se lerá

Este é um recibo relativo ao correio enviado para

"'Clube *****'" > às 10-06-2008 19:45

Este recibo certifica que a mensagem foi apresentada no computador do destinatário às 20-06-2008 14:00

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quinta-feira, 19 de junho de 2008

Um contributo da Susana

Um jogo para descontrair !

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Principalmente ao fim do dia é um divertido jogo anti-stress e anti-raiva ...

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http://sorisomail.com/email/1456/farto-de-politicos.html

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Tem som de barraquinha de feira e quem chegar ao nivel 10 é um bom Português !

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terça-feira, 17 de junho de 2008

Virar de página ou rasgar de página ?



Pessoal :-)

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Normalmente dizemos que em certa altura devemos na nossa vida virar de página. Mas um dia destes li na Net algo que me parece mais apropriado: há uma altura da nossa vida em que temos de decidir se viramos uma página ou vamos rasgando as páginas.

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Tenho cinco listas de E-Mail:

A- A do PCP do PC (como também uso a metáfora esclareço que pode ler-se não aquilo que muitos pensaram talvez mas que com a liberdade que aos escribas é dada aquelas siglas podem significar simplesmente Phootball Club do Porto e Pinto da Costa. Afinal sou adepto do PhCP desde sempre, ainda ele não ganhava campeonatos nem os perdia na secretaria por «conchinhas» impolutas que não são melhores ou piores que o JN (Jornal de Notícias ou Jorge Nuno?) (e « O pH refere-se a uma medida que indica se uma solução líquida é ácida (pH < ph =" 7),"> 7)

B- O Clube ***** que inclui alguns dos anteriores, velhas ou novas amizades, antigos/as colegas de estudante/ex-professor/xafaricas onde tenho/tive de ganhar o pilim ao fim do mês e alguns/as comentadores/as com quem me identifiquei, para além de amizades que permaneceram do mIRC e do ICQ (a esmagadora maioria do sexo feminino de quem tenho o telefone e elas o meu). Esclareço que neste milénio raramente entro naqueles progtamas ou no MSN

C- «Todo o Mundo e Ninguém» - inclui os/as anteriores e muitos/as, das quais fui incluindo.

D- «Arquivo Morto» - telefones e endereços que mantenho numa agenda virtual

E- A institucional (organismos públicos, científicos ou culturais, , news-letters, publicidade que me interessa receber)

Mas pk entendo que poderia ser um abuso manter as pessoas nas minhas listas, resolvi inverter a situação: até agota quem não quisesse continuar a receber mail meus só tinha que devolver com a indicação retirar da lista. Só aconteceu uma vez, devido a um mal entendido dum interlocutor.

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Recebi muitos poucos mail de retorno ao «Vamos separar o trigo do joio?» a dizer-me «manter na lista»

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Assim este mail é o meu «adeus» a «Todo o Mundo e Ninguém». Se alguém o receber em duplicado, as minhas desculpas.

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Manterei as listas institucionais (com classificação imediata como SPAM a tudo o que abusivamente recebo no endereço «institucional»), a do PhCP e a do Clube *****

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Quem eu mantiver nesta última lista receberá hoje ou amanhã um mail de boas vindas do Clube *****

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Quem o não receber só terá de dizer-me – Mantém-me na lista. É apenas um sinal de respeito meu pela Liberdade de cada um de vós perante o que poderei considerar uma involuntária e abusiva intrusão minha na vossa esfera privada.

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Um abraço e a sincera amizade ou estima do

Victor Manuel aka Kant_O_XimPi.Manog aka Victor Nogueira.

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NOTA IMPORTANTE
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Esta não é uma mensagem de SPAM mas sim enviada a alguém que por qualquer motivo conheço na vida real ou na WEB. Se não quiser receber de volta com a indicação «manter ou incluir na lista, mais mensagens devolva esta com a indicação «Manter na Lista» na barra de assunto.

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Saudações do
Victor Nogueira

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Rescaldo polémico da grande entrevista dada por Gabriel Castanhas/ Cantor/ Radialista/ Cidadão da histórica Vila do Couço (a TAL que não vem no mapa e onde a falecida PIDE/ DGS fazia centenas e centenas de prisões) ao Arestas de Vento ...
TUDO AOS DOMINGOS das 11 às 14h em 102.2 FM e em www.palfm.com
ARESTAS DE VENTO
O raio de um programa onde a polémica e as palavras andam sem algemas e mordaças, saudavelmente à solta, mas com ameaça de mandado de captura ...
RICARDO CARDOSO e CÉU CAMPOS, chefiam um bando de colaboradores e convidados, brutos no falar, intemeratos, atrevidos e sem topetas ...
é a polémica a bater forte nos idiotas, nos colaboracionistas, nos que se julgam únicos e insubstituíveis, na sacanagem que vegeta nas franjas ocultas do poder, de qualquer poder ...
é a boa cultura a fazer das suas - e das nossas !
O convidado especial da emissão de 8 de Junho foi em boa hora Gabriel Castanhas - Cantor/ Radialista/ Cidadão da histórica Vila do Couço (a TAL que não vem no mapa e onde a falecida PIDE/ DGS fazia centenas e centenas de prisões) . Ai Portugal Portugal dos sem memoria … Gabriel Castanhas é oriundo de uma família antifascista.
Ouvir o Arestas de Vento é fazer parte de um movimento cultural singular, interventor e aberto aos valores de sempre.
A polémica, a revolta, a histórica Vila do Couço e as cantigas tomaram conta em alta do Arestas de Vento ...
Rescaldo/ Entrevista a Gabriel Castanhas
Parabéns ao Arestas de Vento que eu chamaria o desmaquilhante de todos os domingos que tem a coragem de pôr a cara deste país tal e qual como ela é.
Fernando Guerreiro/ Actor/ Encenador
Mano Cardoso
Quem cantou Manuel Alegre como eu cantei durante tantos anos
E foi pedreiro na 1ª semana da cultura do Couço
Tem a obrigação de escrever
No teu blog que me causa inquietação ver o PS fazer uma politica social
Contra a sua própria natureza.
Alguns companheiros vão ter que limpar o balneário antes da nova abrilada.
Meditem no comentário escrito pelo Fernando Manuel Pereira
E que o Cardoso leu no domingo na rádio.
Àquilo chamo personalismo activo. É como a fama do Constantino: vem de longe.
Ajuda na reconstrução da alma do Sorraia e continua a divulgar o Tordo e o Ary. Eu tenho os dentes duros para favas. E tu?
Qualquer dia faço da ausência do cantor Tordo nas festas de algumas freguesias vermelhas uma canção.
Um abraço.
Luís Artur de Sousa/ Musico/ Escriba/ Ex fuzileiro e tomador do castelo da PIDE/ DGS/ Inimigo visceral de muitos filhos da natureza.
O Castanhas tem razão
A coisa está complicada
E na falta de solução
Que tal à castanhada?
José Gago/ Poeta popular/ Cidadão de Palmela
QUANDO A MEMÓRIA É ENTREVISTADA
Um, personalidade que não destoa, adepto da renovação com fundo de perdão, exemplos já dados, destaca-se pela diferença, aqui sem arrependimentos mal-agradecidos, tecendo horas domingueiras, as melhores, onde se diverte e irmana, não ignorando patifarias, algumas em faxes escondidas, outras por entre panos de cena, ou mesas de "café", refinadas quanto baste, mas incapazes e inócuas.
Outro, sorvendo minutos como mel escorrendo, as experiências vão tomando forma e destino, uma "nau catrineta" cortando as ondas da memória, amamentadas a troco da saudade, palavras sentidas, algo carentes, emotivas, com raiz conservada, alimentada em nome do coração e da mente, transmissíveis, mesmo correndo o risco de serem esquecidas na voragem da vida.
Uma combinação arrumada, culta, sem limites, sem censuras, entre amigos comprometidos, razão e meio para chegar ao desfecho, com sinais acalmados de uma certa loucura, antiga e sofrida, auto-exílio a provocar retorno, fome de imagens e sentimentos, lembranças com início, começos de outras lembranças sem tempo para suprimir a solidão, desenvolvendo memórias sem se repetirem.
Os dois, num jogo favorito, dependentes do berço, hoje dos fados com que percorrem a estrada da vida e das palavras, modos diferentes, igual essência, entregues sem pudor ao nécter nem sempre fácil das recordações, algumas inquietas, ansiosos por tocarem com os próprios dedos os mapas escondidos na conversa pública, um mundo próprio que o segredo se sente impotente para segurar.
Refastelados, colaram-nos ao rádio durante duas horas, cumplicidade no raspão que lasca a nossa solidariedade e nos puxa devagar até olharmos também olhos nos olhos as estórias de vida e de luta, num regresso comum à esperança.
Para Vocês, camaradas de vida, Ricardo Cardoso e Gabriel Castanhas, um Abraço, e contem comigo para derrubar o "muro" da cultura abortiva!
Fernando Manuel Pereira/ Poeta/ Setubalense/ Blogues do autor: http://sempreemluta.nireblog.com/ e http://etcetal.blogs.sapo.pt/ e http://palavrasnovento.nireblog.com/
Amigo Ricardo, colaboradores e auditório!
Parabéns parabéns parabéns pela entrevista ao Gabriel Castanhas.
Eu assino tudo o que discutiram: o país está a ferro e fogo e não é mais do que uma nova forma do 25 de Abril.
Viva a cultura popular que como a palavra diz é do povo verdadeiro e que o Couço não perca identidade. A globalização é um embuste facil. Pensem nos pobres e nos reformados que estão todos em desespero por culpa dessa mentira.
Abraço solidário.
Arménio Marques França/ Fundador do Partido Político Minha Pátria Amada
Caro Ricardo Cardoso,
No rescaldo de mais uma entrevista, desta vez ao Homem da rádio, ao cantor romântico, ao democrata e ao anti-fascista GABRIEL CASTANHAS, uma primeira palavra é de felicitação ao “ARESTAS DE VENTO” porque, mais uma vez, a demagogia, a conversa da treta, o blá-blá-blá de falso conteúdo cultural, ficaram no hall de entrada do estúdio e a porta do mesmo abriu-se de par em par eu diria, mesmo, escancarou-se para permitir a entrada e a presença permanente da boa Cultura, capaz de nos deixar de ouvido pregado nos 102.2 FM, durante duas gostosas horas.
Quem tenha aterrado no “Arestas de Vento” para apalpar o pulso ao programa, pôde confirmar que ali as palavras não têm algemas nem mordaças e movem-se saudável e livremente, tendo como único limite o apego à democracia, à liberdade e aos valores da Revolução de Abril.
A segunda palavra é para saudar a postura, generosidade, solidariedade e o apego consciente e acérrimo aos valores democráticos que marcam a personalidade da pessoa do convidado, o GABRIEL CASTANHAS, o que apenas pode constituir surpresa para quem não conheça este anti-fascista da histórica e massacrada Vila do Couto, a mais alentejana das terras ribatejanas.
A entrevista, extraordinariamente bem conduzida, como habitualmente, pela mão do Ricardo Cardoso, deu-nos a conhecer um cantor popular e romântico que transporta para as suas canções o romantismo que caracteriza o povo português renegando, de todo, a música pimba. Enquanto radialista, defendeu a importância das rádios progressistas e da necessidade da divulgação da música de qualidade feita em Portugal e destacou que jamais traiu os valores que defende no exercício daquele mister. Como cidadão da histórica Vila do Couço, comoveu-se até às lágrimas a recordar a hombridade, verticalidade, o amor ao Povo e aos ideais da liberdade defendidos pelos seus pais, vítimas da odiosa polícia fascista e, vincou bem ter sido esse exemplo de vida herdado dos pais que o temperou e deu-lhe orientação de conduta para estar na sociedade de cabeça bem levantada. Não ficou por aí o Gabriel e teceu elogios a todos os camaradas e conterrâneos que defenderam a Democracia e a Liberdade, pagando com a prisão o Amor aos mais nobres ideais.
Ricardo, merece-me o maior aplauso a ideia do Gabriel Castanhas da necessidade da divulgação às crianças e jovens das péssimas condições de vida a que o regime fascista submeteu a esmagadora maioria do povo português, para que tal regime nunca mais seja possível.
Muito ficou por dizer deste Homem grande (fisicamente) e deste grande Homem, cujo exemplo de vida não o envergonha. Saúdo o democrata, o anti-fascista, o Homem bom, simples e humilde, GABRIEL CASTANHAS, que prestou, nesta entrevista, um óptimo serviço à causa da Democracia.
Felicidades para o Gabriel ao nível pessoal, familiar e profissional são os votos justos e merecidos do
Leonel Dias, Setubalense e Amigo do “Arestas de Vento”
E a caravana passa ... MAIS PALAVRAS PARA QUÊ ?...
Parabéns ao Amigo Gabriel. Soube estar à altura do Arestas. Outra coisa, aliás, não seria de esperar. Quem tem a marca do Couço é como o algodão, NÃO ENGANA!
FORÇA RICARDO E CÉU!
Uma palavra, também, para os incomparáveis GAGO E "COMBATE" PEREIRA. MAGNÍFICOS!
VIVA A CULTURA, VIVA O "ARESTAS DE VENTO".
Luís Filipe Estrela/ Poeta/ Actor do GATEM/ Director do Jornal Viva Setúbal
Um grande abraço para todos e viva o grande Gabriel Castanhas.
Ricardo. Amigo. Não esqueças nunca o nosso José Labaredas.
Um grande e sincero abraço.
Mário Godinho/ Cidadão da histórica Vila do Couço/ Amigo da cultura
Boa tarde para todos. Sendo o Gabriel Castanhas um radialista/ cantor responda agora ao seguinte já que na rádio não houve tempo para isso: Cantor não fui, mas radialista fui e dizem que tinha jeito: o que tem a dizer sobre a maneira de fazer rádio com 2 pratos e os velhos deckos? Sentia-se entusiasmado ou realizado? E hoje com o computador?
Abraço radialista.
Carlos Resende/ Cidadão de Setúbal/ Radialista/ Amigo do Arestas de Vento
Amigo Ricardo Cardoso e dª Céu, mais uma vez, muito obrigado pela saudação no programa Arestas de Vento.
Quero dizer desta vez que com a entrevista ao senhor Gabriel Castanhas o Arestas de Vento fez a festa da verdade.
O senhor Castanhas foi um belo exemplo do que deve ser um cantor popular. Aliás, não há pratica popular sem cultura. Pode haver outra coisa no lugar. Mas, cultura não é.
Um grande abraço.
Alexandre Kasesa/ Cidadão de Moscavide/ Esperantista
Senhor Ricardo e dona Céu, agradeço a saudação no Arestas de Vento.
Dou muito valor a isso.
Obrigado.
Anabela Kasesa/ Cidadã de Moscavide
(Em actualização...)
Publicado por arestas em 01:17 PM
Ver novidades do Arestas de Vento em http://arestasdevento.blogs.sapo.pt/
Ou ...

Rescaldo polémico de entrevista a GABRIEL CASTANHAS no Arestas de Vento

CASA DO POVO DO COUÇO
Exposição de Fotografia
de 25 de Abril a 7 de Maio
de 2006


31 de Agosto de 1975 o fotorepórter italiano Fausto Giaccone acompanhou uma jornada de ocupação de latifúndios na aldeia ribatejana do Couço.

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Rescaldo polémico da grande entrevista dada por Gabriel Castanhas/ Cantor/ Radialista/ Cidadão da histórica Vila do Couço (a TAL que não vem no mapa e onde a falecida PIDE/ DGS fazia centenas e centenas de prisões) ao Arestas de Vento ...

TUDO AOS DOMINGOS das 11 às 14h em 102.2 FM e em www.palfm.com

ARESTAS DE VENTO

O raio de um programa onde a polémica e as palavras andam sem algemas e mordaças, saudavelmente à solta, mas com ameaça de mandado de captura ...
RICARDO CARDOSO e CÉU CAMPOS, chefiam um bando de colaboradores e convidados, brutos no falar, intemeratos, atrevidos e sem topetas ...
é a polémica a bater forte nos idiotas, nos colaboracionistas, nos que se julgam únicos e insubstituíveis, na sacanagem que vegeta nas franjas ocultas do poder, de qualquer poder ...
é a boa cultura a fazer das suas - e das nossas !

O convidado especial da emissão de 8 de Junho foi em boa hora Gabriel Castanhas - Cantor/ Radialista/ Cidadão da histórica Vila do Couço (a TAL que não vem no mapa e onde a falecida PIDE/ DGS fazia centenas e centenas de prisões) . Ai Portugal Portugal dos sem memoria … Gabriel Castanhas é oriundo de uma família antifascista.

Ouvir o Arestas de Vento é fazer parte de um movimento cultural singular, interventor e aberto aos valores de sempre.

A polémica, a revolta, a histórica Vila do Couço e as cantigas tomaram conta em alta do Arestas de Vento ...

Rescaldo/ Entrevista a Gabriel Castanhas

Parabéns ao Arestas de Vento que eu chamaria o desmaquilhante de todos os domingos que tem a coragem de pôr a cara deste país tal e qual como ela é.
Fernando Guerreiro/ Actor/ Encenador

Mano Cardoso
Quem cantou Manuel Alegre como eu cantei durante tantos anos
E foi pedreiro na 1ª semana da cultura do Couço
Tem a obrigação de escrever
No teu blog que me causa inquietação ver o PS fazer uma politica social
Contra a sua própria natureza.
Alguns companheiros vão ter que limpar o balneário antes da nova abrilada.
Meditem no comentário escrito pelo Fernando Manuel Pereira
E que o Cardoso leu no domingo na rádio.
Àquilo chamo personalismo activo. É como a fama do Constantino: vem de longe.
Ajuda na reconstrução da alma do Sorraia e continua a divulgar o Tordo e o Ary. Eu tenho os dentes duros para favas. E tu?
Qualquer dia faço da ausência do cantor Tordo nas festas de algumas freguesias vermelhas uma canção.
Um abraço.
Luís Artur de Sousa/ Musico/ Escriba/ Ex fuzileiro e tomador do castelo da PIDE/ DGS/ Inimigo visceral de muitos filhos da natureza.

O Castanhas tem razão
A coisa está complicada
E na falta de solução
Que tal à castanhada?
José Gago/ Poeta popular/ Cidadão de Palmela

QUANDO A MEMÓRIA É ENTREVISTADA
Um, personalidade que não destoa, adepto da renovação com fundo de perdão, exemplos já dados, destaca-se pela diferença, aqui sem arrependimentos mal-agradecidos, tecendo horas domingueiras, as melhores, onde se diverte e irmana, não ignorando patifarias, algumas em faxes escondidas, outras por entre panos de cena, ou mesas de "café", refinadas quanto baste, mas incapazes e inócuas.
Outro, sorvendo minutos como mel escorrendo, as experiências vão tomando forma e destino, uma "nau catrineta" cortando as ondas da memória, amamentadas a troco da saudade, palavras sentidas, algo carentes, emotivas, com raiz conservada, alimentada em nome do coração e da mente, transmissíveis, mesmo correndo o risco de serem esquecidas na voragem da vida.
Uma combinação arrumada, culta, sem limites, sem censuras, entre amigos comprometidos, razão e meio para chegar ao desfecho, com sinais acalmados de uma certa loucura, antiga e sofrida, auto-exílio a provocar retorno, fome de imagens e sentimentos, lembranças com início, começos de outras lembranças sem tempo para suprimir a solidão, desenvolvendo memórias sem se repetirem.
Os dois, num jogo favorito, dependentes do berço, hoje dos fados com que percorrem a estrada da vida e das palavras, modos diferentes, igual essência, entregues sem pudor ao nécter nem sempre fácil das recordações, algumas inquietas, ansiosos por tocarem com os próprios dedos os mapas escondidos na conversa pública, um mundo próprio que o segredo se sente impotente para segurar.
Refastelados, colaram-nos ao rádio durante duas horas, cumplicidade no raspão que lasca a nossa solidariedade e nos puxa devagar até olharmos também olhos nos olhos as estórias de vida e de luta, num regresso comum à esperança.
Para Vocês, camaradas de vida, Ricardo Cardoso e Gabriel Castanhas, um Abraço, e contem comigo para derrubar o "muro" da cultura abortiva!
Fernando Manuel Pereira/ Poeta/ Setubalense/ Blogues do autor: http://sempreemluta.nireblog.com/ e http://etcetal.blogs.sapo.pt/ e http://palavrasnovento.nireblog.com/

Amigo Ricardo, colaboradores e auditório!
Parabéns parabéns parabéns pela entrevista ao Gabriel Castanhas.
Eu assino tudo o que discutiram: o país está a ferro e fogo e não é mais do que uma nova forma do 25 de Abril.
Viva a cultura popular que como a palavra diz é do povo verdadeiro e que o Couço não perca identidade. A globalização é um embuste facil. Pensem nos pobres e nos reformados que estão todos em desespero por culpa dessa mentira.
Abraço solidário.
Arménio Marques França/ Fundador do Partido Político Minha Pátria Amada

Caro Ricardo Cardoso,
No rescaldo de mais uma entrevista, desta vez ao Homem da rádio, ao cantor romântico, ao democrata e ao anti-fascista GABRIEL CASTANHAS, uma primeira palavra é de felicitação ao “ARESTAS DE VENTO” porque, mais uma vez, a demagogia, a conversa da treta, o blá-blá-blá de falso conteúdo cultural, ficaram no hall de entrada do estúdio e a porta do mesmo abriu-se de par em par eu diria, mesmo, escancarou-se para permitir a entrada e a presença permanente da boa Cultura, capaz de nos deixar de ouvido pregado nos 102.2 FM, durante duas gostosas horas.
Quem tenha aterrado no “Arestas de Vento” para apalpar o pulso ao programa, pôde confirmar que ali as palavras não têm algemas nem mordaças e movem-se saudável e livremente, tendo como único limite o apego à democracia, à liberdade e aos valores da Revolução de Abril.
A segunda palavra é para saudar a postura, generosidade, solidariedade e o apego consciente e acérrimo aos valores democráticos que marcam a personalidade da pessoa do convidado, o GABRIEL CASTANHAS, o que apenas pode constituir surpresa para quem não conheça este anti-fascista da histórica e massacrada Vila do Couto, a mais alentejana das terras ribatejanas.
A entrevista, extraordinariamente bem conduzida, como habitualmente, pela mão do Ricardo Cardoso, deu-nos a conhecer um cantor popular e romântico que transporta para as suas canções o romantismo que caracteriza o povo português renegando, de todo, a música pimba. Enquanto radialista, defendeu a importância das rádios progressistas e da necessidade da divulgação da música de qualidade feita em Portugal e destacou que jamais traiu os valores que defende no exercício daquele mister. Como cidadão da histórica Vila do Couço, comoveu-se até às lágrimas a recordar a hombridade, verticalidade, o amor ao Povo e aos ideais da liberdade defendidos pelos seus pais, vítimas da odiosa polícia fascista e, vincou bem ter sido esse exemplo de vida herdado dos pais que o temperou e deu-lhe orientação de conduta para estar na sociedade de cabeça bem levantada. Não ficou por aí o Gabriel e teceu elogios a todos os camaradas e conterrâneos que defenderam a Democracia e a Liberdade, pagando com a prisão o Amor aos mais nobres ideais.
Ricardo, merece-me o maior aplauso a ideia do Gabriel Castanhas da necessidade da divulgação às crianças e jovens das péssimas condições de vida a que o regime fascista submeteu a esmagadora maioria do povo português, para que tal regime nunca mais seja possível.
Muito ficou por dizer deste Homem grande (fisicamente) e deste grande Homem, cujo exemplo de vida não o envergonha. Saúdo o democrata, o anti-fascista, o Homem bom, simples e humilde, GABRIEL CASTANHAS, que prestou, nesta entrevista, um óptimo serviço à causa da Democracia.
Felicidades para o Gabriel ao nível pessoal, familiar e profissional são os votos justos e merecidos do
Leonel Dias, Setubalense e Amigo do “Arestas de Vento”

E a caravana passa ... MAIS PALAVRAS PARA QUÊ ?...
Parabéns ao Amigo Gabriel. Soube estar à altura do Arestas. Outra coisa, aliás, não seria de esperar. Quem tem a marca do Couço é como o algodão, NÃO ENGANA!
FORÇA RICARDO E CÉU!
Uma palavra, também, para os incomparáveis GAGO E "COMBATE" PEREIRA. MAGNÍFICOS!
VIVA A CULTURA, VIVA O "ARESTAS DE VENTO".
Luís Filipe Estrela/ Poeta/ Actor do GATEM/ Director do Jornal Viva Setúbal

Um grande abraço para todos e viva o grande Gabriel Castanhas.
Ricardo. Amigo. Não esqueças nunca o nosso José Labaredas.
Um grande e sincero abraço.
Mário Godinho/ Cidadão da histórica Vila do Couço/ Amigo da cultura

Boa tarde para todos. Sendo o Gabriel Castanhas um radialista/ cantor responda agora ao seguinte já que na rádio não houve tempo para isso: Cantor não fui, mas radialista fui e dizem que tinha jeito: o que tem a dizer sobre a maneira de fazer rádio com 2 pratos e os velhos deckos? Sentia-se entusiasmado ou realizado? E hoje com o computador?
Abraço radialista.
Carlos Resende/ Cidadão de Setúbal/ Radialista/ Amigo do Arestas de Vento

Amigo Ricardo Cardoso e dª Céu, mais uma vez, muito obrigado pela saudação no programa Arestas de Vento.
Quero dizer desta vez que com a entrevista ao senhor Gabriel Castanhas o Arestas de Vento fez a festa da verdade.
O senhor Castanhas foi um belo exemplo do que deve ser um cantor popular. Aliás, não há pratica popular sem cultura. Pode haver outra coisa no lugar. Mas, cultura não é.
Um grande abraço.
Alexandre Kasesa/ Cidadão de Moscavide/ Esperantista

Senhor Ricardo e dona Céu, agradeço a saudação no Arestas de Vento.
Dou muito valor a isso.
Obrigado.
Anabela Kasesa/ Cidadã de Moscavide

(Em actualização...)

Publicado por arestas em 01:17 PM

Ver novidades do Arestas de Vento em http://arestasdevento.blogs.sapo.pt/

Ou ...

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terça-feira, 10 de junho de 2008

10 de Junho - O Dia da RAÇA e o que mais se lerá



Helena Vieira da Silva

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Évora - manifestação dos trabalhadores agrícolas (Largo junto à Porta de Avis ?)

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Évora - manifestação dos trabalhadores agrícolas

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Fotos de Victor Nogueira




[expo_abelmanta_grande.jpg]

João Abel Manta

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Lisboa - Mural (apagado) na Rua António Maria Cardoso (sede da PIDE/DGS)
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Foto de Victor Nogueira
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Abril em Maio após Novembro (1)

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O Sonho ...
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As eleições na Primavera Marcelista - 1969 - a «evolução na continuidade»

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Victor Nogueira

Esta última carta foi colectiamente subscrita por mim e mais dois ou três colegas meus e remetida tal como a anterior aos jornais da oposição
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clicar nas imagens para ler


Na «Primavera» Marcelista de Marcello, este, num gesto «largo e generoso», mal-citando eu Pessoa (1), permitiu o regresso de dois exildos políticos, Mário Soares e D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto. Para alguém mínimamente (in)formado tratava-se duma operação de cosmética, pois os exilados no Tarrafal, em S.Nicolau, em Caxias ou em Peniche continuaram no exílio com «seguras» medidas de protecção.

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Continua em As eleições na Primavera Marcelista - 1969 - a «evolução na continuidade» - Victor Nogueira

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O Dia da RAÇA e o que mais se lerá
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* Victor Nogueira
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Dentro de momentos a Praça do Giraldo será cenário duma manifestação [do 10 de Junho] que pretendem grandiosa e durante a qual se enaltecerá essa gloriosa e alegremente sacrificada juventude portuguesa que em terras de África defende a herança dos seus avoengos, numa guerra santa sobre cujos fundamentos se não admitem dúvidas. Entretanto a Universidade de Coimbra está em greve desde há largas semanas, greve de que os jornais não falam, a não ser publicando os diversos e por vezes incoerentes e inverosímeis comunicados das autoridades académicas. A música continua a ser monoral. (...) Está uma manhã cheia de sol, contrastando com o pluvioso e cinzento dia de ontem. Pela janela aberta chegam‑me aos ouvidos o chilrear dos pássaros e os discursos transmitidos pelos autofalantes, na cerimónia que se realiza a dois passos daqui, entrecortados por salvas de palmas. (NSF - 1969.06.10)
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Isto por cá não anda muito bom. As greves sucedem‑se diariamente - só por portas travessas se sabe - e as deserções do exército, nomeadamente dos oficiais milicianos, continuam a verificar‑se. Entretanto o problema do Ultramar continua a ser explorado emocionalmente, com completo desrespeito pelos interesses do povo português. A emigração aumenta. A nau mete água por muitos rombos. (NSF - 1970.07.18)
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No Giraldo Square erguem-se bancadas e toldos, que vedavam ao trânsito automóvel a rua da Selaria (ou 5 de Outubro). O Giraldo é uma "bancadaria" para [comemorações d]o 10 de Junho, que este ano deve ser comemorado em grande, para compensar os desastres que se vão averbando na Guiné e no Norte de Moçambique. (...) Domingo próximo, em Portugal de lés‑a‑lés, viver‑se‑ão jornadas de fervor patriótico! (MCG - 1973.06.07)
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Ontem à noite (1973.10.24), no regresso de Arraiolos, muitos Mercedes a caminho de Évora, onde às 21:30 alentejanos cinzentos de ar sisudo aguardavam ordeiramente o início da sessão de propaganda da ANP [Acção Nacional Popular]. Debaixo dos arcos [arcadas], uma fila de homens, com ar humilde e jeito de rebanho descido da camioneta, dirigia‑se para o cinema onde se realizaria a tal sessão. A Oposição não comparecerá as eleições no domingo. O Marcelo [Caetano] bater‑se‑à contra nada. (MCG - 1973.10.25).
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Levanto os olhos e vejo muitos magalas, na sua farda verde oliva. Andam também pelas ruas, aos grupos, espalhafatosos, como quem já tem o seu grão na asa. "Cheira‑me" que haverá dentro em breve mais um contingente para a guerra em África. Alguns escrevem, curvados sobre o papel, a caneta firme na mão, como quem não está habituado a frequentes escrituras. Parecem rapazes muito novinhos; uns conversam, irrequietamente, outros têm um ar absorto, ausente.
(MCG - 1973.11.26)
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Hoje foi o Dia da Polícia e está explicado porquê toda a semana têm desfilado pelas ruas da cidade: preparação do grande acontecimento, em que estrearam os capacetes cinzentos com viseira protectora, espingarda de baioneta calada ao ombro, deixando, na esquadra, o escudo protector das pedradas dos manifestantes. 50 000 mil contos teria sido a quantia gasta nos últimos tempos pelo Governo para equipar a polícia. Ah! Ah! Os tempos vão desassossegados! (1974.03.12)
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Dizia a BBC ontem que prosseguia o chamado "julgamento" das 3 Marias (Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa) autoras dum livro chamado "Novas Cartas Portuguesas" sobre problemas da mulher portuguesa, que a acusação pública considera pornográfico e ofensivo da moral e dos bons costumes. Mas uma das testemunhas de defesa, Maria Emília... , afirmou que ofensivo da moral e dos bons costumes era o facto duma mulher não poder andar na rua e transportes públicos em Lisboa (e em Évora ?) sem ouvir piropos indecorosos e ser apalpada. Referiu também as vantagens que os homens da classe alta tiram impunemente da sua posição sobre as jovens das classes inferiores. (MCG - 1974.03.21)
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ler o resto em O Dia da RAÇA e o que mais se lerá
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Um 1º de Maio no tempo do fascismo

O 1º de Maio é um dia dos trabalhadores comemorado em muito países desde 1889, por vezes em festa mas quase sempre em luta por melhores condições de vida e de trabalho. O mesmo sucedeu em Portugal na longa noite fascista, apesar de repressão e da negação de direitos elementares, como os de associação, manifestação e reunião.

Ao folhear jornais desse tempo encontramos o 1º de Maio de 1962 segundo o Diário de Notícias de 3 de Maio, de que transcrevemos partes essenciais, mantendo os subtítulos originais: (...)

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continua em Um 1º de Maio no tempo do fascismo - Victor Nogueira

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Arraiolos - Inquéritos às Condições de Vida e de Trabalho (1973)

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Arraiolos

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Os inquéritos vão correndo. Não acredito no trabalho que estou fazendo - uma maneira do Ministério das Corporações e Previdência Social despender umas massas dos contribuintes sem que para eles advenham benefícios. Com uma semana de inquéritos sou capaz de fazer um relatório sobre a situação dos trabalhadores do concelho de Arraiolos, que não diferiria muito dos resultados que se virão a apurar com o tratamento estatístico das informações obtidas. Qualitativamente melhor. A maioria das respostas parecem tiradas a papel químico.
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(...)
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continua em
O Alentejo Rural - antes e depois de Abril - Victor Nogueira
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Evolução de Évora – a situação em 1975


A Rádio Renascença transmite "Os Vampiros", do Zeca Afonso! Rei morto, Rei posto! A Junta de Salvação Nacional, como a si própria se intitula, abre a tarracha e já hoje tornou público o seu programa, cujo ponto limite é a realização de eleições gerais para a Assembleia Constituinte e Presidente da República no prazo de 12 meses.

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No café Estrela, velhos falam dizendo que os jovens de agora são melhores que no seu tempo: "A gente também não concordava com o Salazar mas nunca tivemos coragem de fazermos o que eles fizeram.". Nas imagens que a RTP transmite a nota dominante entre os manifestantes e os mirones era a juventude. Outro velho diz que nunca foi marcelista. (MCG - 1974.04.26)

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continua em OS DIAS DA REVOLUÇÃO (notas soltas) - Victor Nogueira

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Bónus
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Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades em Setúbal
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O que sucedeu a 28 de Maio 28 de mayo 28 mai May 28 28 maggio


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Quanto à correspondência violada [pela PIDE], por razões que desconheço, só seguiam recortes de jornais relatando o que se tem passado na Assembleia Nacional.(...) Daqui para o futuro acompanharão os recortes uma lista detalhada dos mesmos e irão lacrados. Farto de malandros ando eu. (NSF - 1971.06.30)
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segunda-feira, 9 de junho de 2008

A Poesia de Carla Granja

Foto de Andreas


* Carla Granja


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Dança para mim

Dança ao sabor do vento

Prende-me o coração

E toca-me suavemente



Provoca-me e deixa-me sem jeito

Pisca-me o olho e sorri

Conquista a minha alma

E dança para mim



Dança um ritmo quente

Uma valsa ou um tango

Lê o meu pensamento

E ama-me nesse instante



Dança como se voasses

Pega na minha mão

E no compasso desta dança

Entrega-me o teu coração


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Bom domingo



Sentada na beira do mar

Sinto uma brisa matutina

Ouvindo o canto das gaivotas

Me sinto como uma menina.




Ao longe os barcos navegam

O sol parece que ri

As ondas molham meu corpo

E a lua espera por mim




Olho o azul do céu

Em volta não vejo ninguém

Sinto apenas na pele

A força que o sol têm.





Com todos os sentidos apurados

E o mar a molhar o meu rosto

me sinto uma mulher amada

Sem raiva nem desconforto.




Carla Granja.


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Do teu corpo fiz um mapa

Para nele viajar

Para nele me perder

Sem medo de não voltar.




No teu corpo corri mundo

Amei e fui amada

Descobri todos os recantos

Que tanto me agradava.




Nele deixei marcas

De todo o nosso amor

E o teu corpo foi amado

E beijado com fervor.




Viajei e corri mundo

E até o Brasil conheci

Tudo por causa do teu corpo

E do mapa que eu fiz.

Carla Granja

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