Viva a Vida !

Este blog destina-se aos meus amigos e conhecidos assim como aos visitantes que nele queiram colaborar..... «Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Humor / Amor, Alegria e Fantasia» ! Ah ! E não esquecer alguns trocos para os gastos (Victor Nogueira) ..... «Nada do que é humano me é estranho» (Terêncio)....«Aprender, Aprender Sempre !» (Lenine)
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Joaquim Carmo - Morena do Sol Nascente


3/11 · 
 
MORENA DO SOL NASCENTE

O calor e a humidade tropicais tinham vindo para ficar, insensíveis à iminente despedida. A última noite de amor passara demasiado depressa, precipitada por um amanhecer prematuro e nem o chilrear dos pássaros madrugadores conseguira alegrar-lhes os rostos. Num ápice, o caminho para o aeroporto os trouxera à triste realidade.
No horizonte, o azul do céu encoberto de nuvensescuras avisava que, para lá, o longe os afastava, se intrometia, impertinente, na linda história de amor acabada de nascer, tão frágil quão intensa a paixão que os tinha abraçado. (...)"

Joaquim do Carmo (Excerto de conto a publicar em "Nas Entrelinhas do Tempo"
Imagem: Reprodução de quadro de Timothy Parker
 — TE

um texto de jorgete teixeira - A primavera explodiu-lhe no corpo



A primavera explodiu-lhe no corpo de uma forma violenta ainda era menina. O desconforto morava nas axilas e nos peitos. Mesmo apertados por uma faixa, criavam volumes indiscretos. A mãe vislumbrou a mancha que lhe avermelhou a saia, chamou-a de lado e desatou a explicar-lhe as coisas práticas de se ser mulher, como se dobravam os paninhos alvos, como deveria sentar-se, de pernas juntas, sem nuncamostrar os joelhos. Dizia também outras coisas que ela não entendia bem. Perturbavam-na, contudo, porque lhe desenhavam na boca ritos estranhos.
Os homens começaram a olhar para ela de outra maneira. Como olhavam as espigas do milheiral quando os bagos escondidos engrossavam ao sol.

Tocava-lhe dentro o alerta de um sino ancestral. Entre o humano e o bestial. Os olhos escorriam salivas espessas. As palavras enredavam-se no canto dos lábios entre sorrisos manhosos. Despiam-na por trás as espadas dos olhares quando subia a ladeira. Uma voz longínqua ordenava-lhe que sustivesse o arfar dos seios entre a garganta seca. O cântaro de água que carregava à cabeça, pesava cada vez mais e a terra toda se entregava morta de exaustão. Era o início do outono e os ouriços abriam-se escancarados oferecendo os frutos. E a água fria descia- lhe pelo rosto e pescoço. Escorregava em regatos doces pelos sulcos do corpo e aqueciam.
Foi aí, entre os outros. O olhar. Aquele. Mole, nublado, seguro. Frio, calculado e expectante como o dos lobos. Quis voltar para trás.
Soube, desde o início, que era impossível fugir.


maria jorgete teixeira
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  • Victor Barroso Nogueira um renascimento que misteriosamente vai crescendo nos sentidos até aos acordes finais. Ou ... iniciais ? 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Um texto de Jorgete Teixeira


  • Procuro-te na aridez dos desertos onde as gotas de água são pérolas e as flores são instante breve.

    Procuro-te em vales idílicos onde serpenteantes regatos cantam o eterno retorno aos longínquos oceanos. Nas fragas inacessíveis, lá, onde as águias moram e ferem o céu entontecidas de azul, em desespero te invento.

    Nas profundezas te procuro, em grutas escondidas por entre o rendilhado de mil estalactites ou em vulcões acesos de lava, escorrendo do ventre adormecido da terra. Chamo -te em uivos ao luar, como coiote aflito, nas pradarias silenciosas.

    Até nas cidades te procuro, no meio de multidões indiferentes, de gente que passa sem me tocar.

    Busco-te dentro de mim, no ninho do meu peito de soluços recalcados, repetidos, de silêncios que mordem, de nuvens de sonhos que sufocam sem te encontrar.
    mjt

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Um texto de Alice Coelho


Victor Nogueira partilhou a foto de Alice Coelho.
há 16 minutos · 
  • Não sei amar pela metade, sou tudo ou nada, sou o oito e o oitenta, gosto de intensidade em tudo o que faço, procuro e amo, e não gosto de dosear a vida, gosto de abraçá-la com os dois braços, sei voar sem asas, mas não com os pés presos ao chão, gosto de emoções fortes... não me peçam o que não posso ser... e se não fôr assim....prefiro o nada!!!

    AC
    1 ·  ·  · 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Um texto de Alice Coelho


Muitas vezes, na maioria das vezes, as pessoas entram em nossas vidas por acaso, mas não é por acaso que permanecem uma vida inteira, ou apenas por tempo limitado.

O carácter, a dedicação, o respeito, os sentimentos, acabam por determinar quem fica e quem parte.

Pode ser dificil, mas o destino marca as horas certas, e o destino é sempre tecido pelas pessoas, hoje dói, mas quem sabe amanhã não será encarado como uma benção.

A vida sempre tem razão.... e cada um entra e sai num vai e vem apressado, porque nada é eterno, nada é certo, nada é totalmente bom, nada é como imaginamos ou queremos que seja, mas com uma certeza, os que vão ficando, ficarão para sempre!!

AC


sábado, 12 de maio de 2012

Martha Medeiros - Vampiros





12/5 


Leiam porque vale a pena.Existem muitas situações assim embora alguns prefiram ignorar.


Boa noite a todos.Beijinhos.


VAMPIROS



Eu não acredito em gnomos ou duendes, mas vampiros existem. Fique ligado, eles podem estar numa sala de bate-papo virtual, no balcão de um bar, no estacionamento de um shopping. Vampiros e vampiras aproximam-se com uma conversa fiada, pedem seu telefone, ligam no outro dia, convidam para um cinema. Quando você menos espera, está entregando a eles seu rico pescocinho e mais. Este "mais" você vai acabar descobrindo o que é com o tempo.

Vampiros tratam você muito bem, têm muita cultura, presença de espírito e conhecimento da vida. Você fica certo que conheceu uma pessoa especial. Custa a se dar conta de que eles são vampiros, parecem gente. Até que começam a sugar você. Sugam todinho o seu amor, sugam sua confiança, sugam sua tolerância, sugam sua fé, sugam seu tempo, sugam suas ilusões. Vampiros deixam você murchinha, chupam até a última gota. Um belo dia você descobre que nunca recebeu nada em troca, que amou pelos dois, que foi sempre um ombro amigo, que sempre esteve à disposição, e sofreu tão solitariamente que hoje se encontra aí, mais carniça do que carne.

Esta é uma historinha de terror que se repete ano após ano, por séculos. Relações vampirescas: o morcegão surge com uma carinha de fome e cansaço, como se não tivesse dormido a noite toda, e você se oferece para uma conversa, um abraço, uma força. Aí ele se revitaliza e bate as asinhas. Acontece em São Paulo, Manaus, Recife, Florianópolis, em todo lugar, não só na Transilvânia. E ocorre também entre amigos, entre colegas de trabalho, entre familiares, não só nas relações de amor.

Doe sangue para hospitais. Dê seu sangue por um projeto de vida, por um sonho. Mas não doe para aqueles que sempre, sempre, sempre vão lhe pedir mais e lhe retribuir jamais.



Martha Medeiros



  • Victor Nogueira Durante muitos anos supus que as Crónicas de António Lobo Antunes eram-no com base na vida dele. Mas depois concluí que não, que nem sempre é / será assim, porque ao escribador todos os malabarismos são permitidos para dar alguma cor (esta e não outra) à vida que vai encarreirando em signos olha branca ou no monitor. Gosto destes teus escritos Margarida Piloto Garcia :-) *
    12/5 às 21:43 ·  ·  1

  • Victor Nogueira Olha, esta porcaria do Google/Facebook abusivamente e contra a minha vontade altera o que escrevo transformando numa salgalhada :-(
    12/5 às 21:45 ·  ·  2
  • Victor Nogueira Como se vê / lê :-
    12/5 às 21:45 ·  ·  1



    • Victor Nogueira Porque será, Margarida Piloto Garcia, porque a tudo se sentem os portugueses (que não sou) obrigados, até a estarem bem? "estás bem?" "Estou, obrigado/a" LOL É de boa vontade que te recebo e contigo falo :-)
      12/5 às 21:54 · 

      Gosto

    • Victor Nogueira Só agora reparei que este e outro texto não são teus, mas o lapso foi meu :-)
  • Victor Nogueira Margarida - ao escriba todos os malabarismos são permitidos se para isso tiver arte, Excepto na prosa de alíneas e parágrafos encadeados, não escrevo sempre da mesma maneira. Terei de estar mais atento à martha medeiros Bjos meus :-)*
    há 2 segundos ·