Viva a Vida !

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sábado, 2 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo ... (22) - «Migrantes» e «Sidadania»


Vieira Calado deixou um novo comentário na sua mensagem "Iraque - As mentiras de Bush e do seu Governo":

Olá, amigo!
Coloquei um dos selos que me enviou, no meu blog.
Bem Haja


Publicada por Vieira Calado em Kant_O_XimPi a 02 Fevereiro, 2008

Sábado, 2 de Fevereiro de 2008













O primeiro selo, para chamar a atenção para a situação dos migrantes,
chegou-me pela mão de Victor Nogueira
e o segundo através do blog
Silêncio Culpado, para alertar para os problemas da SIDA.

Aqui fica a minha participação.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Convívio de Outono (22)

* Poesia - Vieira Calado disse
.
.

Flores do Outono

Agora vou reclinando o corpo
entre a terra e as estrelas.

O espaço é breve
para a brisa do mar
que ainda soa.

E no entanto,
adormeço
no meu sonho,
sereno de harmonias

incendiando o fino pó
da terra
com estas flores violentas,
exíguas, do outono.


Vieira Calado

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Vieira Calado - Os poemas da «Caneta de Ouro»



.



ODE AO FERRO

* Vieira Calado


Eh ferro, eh ferro, da idade do ferro!

Ferro da arma branca de matar gente
a ferro em fogo;

Eh ferro, eh ferro,
ferro de cortar cerce a cabeça do rei
e do visionário que quis ser rei,
rei duma nova lei
mas mesmo assim rei;

ferro engrenagem da máquina
elo cabo de abordagem
duma nave espacial à outra;

ferro calado do cruzador
de quem cruza a vida com a dor;

ferro dos ferros do escravo das galés
e do preso por (e) lícito pensar
.. para-
.....-lítico
mistura resistente liga
do sangue ao sangue.


Eh ferro, eh ferro,
ferro das rodas do transiberiano do frio,
da ponte de passar num ápice o rio
e sentir do outro lado o mesmo frio.

Eh ferro, eh ferro,
ferro de ferrar o lombo da manada
e de pregar cristos na cruz;
ferro electroíman gigante ciclotrão
de acelerar a velocidade do abismo
..cada
......vez
.........mais
....fun-
.....-do
abismo macroscópico;

Eh ferro, eh ferro,
ferro dos canhões da guerra de 14
e da lança d’África d’el rei maluco,
dos altos fornos altíssimos do Rhur
e das selvejarias da idade do ferro;

do erro de quem pôs no sangue o ferro
sem cuidar da espírito do homem
desde a idade do ferro,
sem cuidar de que um dia o homem
poria outros homens a ferros,
faria calado do ferro o cruzador
e as rodas dum comboio entrando pelo noite;

de que um dia o homem
cortaria cerce a cabeça do rei
e de quem quisesse ser rei,
se o rei é o sangue
e o sangue é de lei,
que o sangue é de ferro
o único rei!


em 5 Poetas de Lagos. Ed. do Grupo dos Amigos de Lagos


HÁ SEMPRE UMA PALAVRA DENTRO DA PALAVRA

** Vieira Calado*

.
Há sempre uma palavra dentro da palavra
um gesto por exemplo
ou o zumbir dum insecto a
levantar o vento morto


Traz uma mensagem fugidia uma essência
que luz ao ritmo do tumulto da claridade
só perceptível pelos reflexos da própria luz
transparente interior das coisas


A sua transcendência identifica o fogo
o perfil exterior e seus artifícios intemporais


E apenas se lê em sinais indicativos
de virtuosos alquimistas procurando o oiro
na flecha no círculo dum arco íris caindo
magnânimo sobre o cinzento da terra


.
em Por detrás das Palavras, ed. Mic

.Agradeço a sua escolha transcrita em Menção - "Caneta de Ouro" por Vieira Calado registada em Ao (es)correr da pena e do olhar.