Viva a Vida !

Este blog destina-se aos meus amigos e conhecidos assim como aos visitantes que nele queiram colaborar..... «Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Humor / Amor, Alegria e Fantasia» ! Ah ! E não esquecer alguns trocos para os gastos (Victor Nogueira) ..... «Nada do que é humano me é estranho» (Terêncio)....«Aprender, Aprender Sempre !» (Lenine)
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sábado, 23 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo, Estação, Mudança e Memória ou Registo

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Convívio do Tempo ... Extra (20) - Cerâmica Alentejana
Sobre a blogosfera, o «mercado» e o que mais se ve...
Convívio do Tempo ... Extra (19) - Fábula
Convívio do Tempo ... Extra (18) - Orgia da Ampulhe...
Convívio do Tempo ... Extra (17) - Ampulheta
Convívio do Tempo ... Extra (16) - Ampulheta ...
Convívio do Tempo ... Extra (15) - Espectáculo de en...
Convívio do Tempo ... (30) - Fotógrafos ambulantes
Convívio do Tempo ... (29) - paz no mundo
Convívio do Tempo ... (28) - Belisa disse .... «...
Convívio do Tempo ... (27) - «O que é afinal o te...
Convívio do Tempo ... (26) - Laranjas
Convívio do Tempo ... (25) - " FOTOGRAFIA " Á LA ...
Convívio do Tempo ... Extra (14) - 2 textos de Victo..
Convívio do Tempo ... Extra (13) - Convite Hoje há m...
Convívio do Tempo ... (24) - «memórias»
Convívio do Tempo ... (23) - «É impossível ... »
Convívio do Tempo ... (22) - «Migrantes» e «Sidad...
Convívio do Tempo ... (21) - «Tarde de Verão.»
Convívio do Tempo ... Extra (12) - Convite - Festa d...
Convívio do Tempo ... Extra (11) - 1 de Fevereiro: o...
Convívio do Tempo ... Extra (10) - 31 de Janeiro e o...
Convívio do Tempo ... (20) - «Cartas de Amor»
Convívio do Tempo ... (19) - «Mano»
Convívio do Tempo ... Extra (9) - Convite -
Convívio do Tempo ... (18) - Mudança
Convívio do Tempo ... (17) - Pedra sobre pedra .....
Convívio do Tempo ... (16) - sem nome
Convívio do Tempo ... (15) - «CANÇÃO DO OUTONO»
Convívio do Tempo ... Extra (8) - A Cobardia do An...
Convívio do Tempo ... Extra (7) - Manifesto pelo D...
Convívio do Tempo ... Extra (6) - Convite
Convívio do Tempo ... (14) - «HOJE E AMANHû
Convívio do Tempo ... (13) - 3 poemas de Maria Mam...
Convívio do Tempo ... (12) - Inexorável Cronos......
Convívio do Tempo ... Extra (5) - Convite à Portug...
Convívio do Tempo ... (11) - «MULHER É INTELIGENT...
Como é? Ninguém fala?
Convívio do Tempo ... (10) - «Rio de Gente» e «Li...
Convívio do Tempo ... Extra (4) - Convite
Convívio do Tempo ... (9) - «TEMPO SEM TEMPO»
Convívio do Tempo ... (8) - «ULTIMAS CHUVAS»
Convívio do Tempo ... (7) - À espera ....
Convívio do Tempo ... (6) - Belisa disse .... Olá...
Convívio do Tempo ... Extra (3) - Convite para «a...
Convívio do Tempo ... (5) - «MEIA IDADE»
Convívio do Tempo ... (4) - O tempo contra o temp...
Convívio do Tempo ... (3) - «Não Paras?»
Convívio do Tempo ... (2) - «Agarra o tempo»
Convívio do Tempo ... Extra (2) - Ampulheta
Convívio do Tempo ... Extra (1) - Areia da Ampulhe...
Convívio do Tempo ... (1) - Abraço de Amizade
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O corte da fita
Uma abertura - Tempo, Estação, Mudança e Memória o...
Abertura solene do Convívio do Tempo, Estação, Mud...
Convívio do Tempo, Estação, Mudança e Memória ou R...
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Clique na ampulheta e veja o que sucede
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo ... Extra (26) - Ludo Rex - Convite à música

As músicas que me fizeram abanar…

O Papagueno passou-me um desafio musical, que consiste em recordar 6 músicas que na minha juventude me tenham feito dançar e abanar.
Aqui ficam algumas, muitas ficam por identificar, pois não as posso pôr todas…

» Boys Dont Cry : The Cure

» Just Like Heaven - The Cure

» Panic - The Smiths

» People Are People - Depeche Mode

» O Anzol - Radio Macau

» Sol da Caparica - Peste & Sida

Que me perdoem os promotores deste desafio mas, não o vou passar a ninguém em particular. No entanto gostava que outros bloggers nos dissessem quais as músicas que os fizeram vibrar na juventude.

Belos Tempos…

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Nota do Editor - O Ludo que já tem por mim sido referido nos meus blogs várias vezes, nunca participou em nenhum dos Convívios do Ao Sabor do Olhar. Mas desta vez aproveito um mail colectivo de momentosydocumentos, de que fui um dos habituais destinatários, para publicar o seu conteúdo neste post. Se ele se importar, tiro o post. Mas mesmo assim não deixem de visitar os blogs dele, pois vale a pena. E se me lêem é porque a vossa alma não é pequena !

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VN

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domingo, 17 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo ... (31) - «Mudam-se os tempos ...»




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Mudam-se os tempos
Muda-se o amor
Mudam-se os ventos
Só permanece a dor
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A dor permanece
O amor arrefece
A vida fenece
E nada acontece...

Rosa dos Ventos
seg 14-01-2008 19:30
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NOTA do EDITOR


Bem, lá evitei um 31 pois inadvertidamente «saltei» a cronologia na publicação desta contribuição da Rosa dos Ventos, por ela remetida a tempo e horas. Mas retomado o Norte, ela aqui fica com as minhas desculpas a uma assídua convivente.
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VN
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Convívio do Tempo ... Extra (25) - No Leito da Vida


No Leito da Vida
Uma tragédia em dois actos
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* Rui Pedro Gato N. S.
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A tarde dissolve-se sobre a terra, sobre a nossa casa. O céu desfia um sopro quente nos rostos. Acende-se a lua, e com ela acende-se o teu rosto apagado, cansado, derrotado. O rosto ausente de ti.
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Olhas o vazio que em cima tens, o tecto. Eu choro o vazio que em ti me lembra o chão. A lua foca-te como se numa peça de teatro na qual eras a actriz principal, fizesses o monólogo final. Calada, imóvel, condenada. A lua eterna foca o cair do teu pano.
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Foi sob esta mesma lua que nos beijámos a primeira vez. Lembras-te? Eu lembro-me. Lembro-me como se não tivesse acontecido. E tinhas tu 17 anos. Parece impossível. Já fomos jovens...eras linda. Tinhas vida que dava para ti e para mim. Eras jovem. E eu estava lá, nos teus 17 anos... Lembras-te? Lembro-me como de cima da colina te dei a cidade, com todas as suas luzes. Como de cima da colina víamos a cidade insignificante e ignorante de nós. Adoravas que te levasse a passear de carro. E eu adorava ver os teus olhos brilharem. E ao som do piano de Chopin fizemos amor pela primeira vez, quando os teus pais tinham ido ao norte ver a tua prima Matilde. Lembro-me tão bem. Eras linda e jovem. Abraçaste-me e eu protegi-te e prometi que nunca mal algum te iria acontecer. Beijei-te a testa e os teus olhos brilharam. Eu namorava com a Graça na altura. Lembras-te? Eu lembro-me que eras linda.
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A vida dissolve-se sobre a terra. Sobre o tempo que imóvel nos vê passar. A vida continua lá fora, e tu vais continuar a morrer aqui dentro e a não te lembrares que me amas. Não te lembras que fui jovem? Hoje um velho careca e gasto olha-me do espelho. É normal que não te lembres de mim. Nem eu próprio me reconheço nesta carcaça bolorenta. Ao lado da tua cama uma foto transporta-me 60 anos no tempo. E tens 20 anos. Eras tão linda, na tua camisa de dormir, a tua camisa transparecia um corpo que por todos os poros transpirava feminilidade. A tua pele jovem e macia. Nunca beijei pele mais macia. O teu cabelo despenteado caído sobre os teus brilhantes e felizes olhos... Foi pouco tempo depois que engravidaste. Lembras-te? Lembro-me como choravas quando me contaste. Fiquei sem fôlego. Olhei a cidade lá em baixo e a sua insignificância devolveu-me a mim. E decidi. Lembro-me como choraste com a minha decisão. Mas decidimos bem. Tratei de tudo. Paguei tudo. Tenho pena que essa acção te inviabilizasse de ter filhos até hoje. Mas não tínhamos outra opção na altura. Juro-te que eu não tinha. Afastaste-te de mim... Mas voltaste. Sabias que me amavas. Mais linda que nunca com os teus olhos brilhantes. Foi a opção correcta.
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Os teus olhos baços, sem vida continuam a olhar o tecto. Que pensarás? Pensarás? Serás alguém atrás dessa ausência? Essa doença que te consumiu ao longo destes últimos anos. A doença que apagou tudo o que te fazia ser. A tua memória.
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Gostava que te lembrasses daquele dia em que vim de propósito de Londres. Eu lembro-me. A tua mãe tinha morrido. O céu pesava nesse dia, e eu chorei contigo. Lembraste como era raro eu chorar? Chorei contigo. E prometi-te que eu não morria e tu prometeste-me que não morrias... o que estás a fazer agora?
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Que sentido faz eu ficar cá depois de desapareceres? Com quem vou amar o passado amanhã? A quem vou dizer que eras linda e jovem? O que me impede de me deitar a teu lado e morrer contigo?
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Já é noite, o sopro continua quente e abafado... era noite também quando vimos na televisão o Armstrong pisar a lua. E ao mesmo tempo que os teus olhos brilhavam maravilhados e sonhadores eu te dizia que uma montagem de uns americanos dissimulados não me enganava. Mas no fundo, cá dentro, também sonhava. Foi nesta casa que te comprei que assistimos ao “pequeno passo.” E foi nesta mesma janela por onde o sopro morto entra que ficámos madrugada dentro e me prometeste que um dia lá faríamos um piquenique. Lembras-te? A lua eterna continua distante...a diferença é que hoje também distante estás. E eu no meio das duas...a lua eterna e tu, finita.
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As tuas mãos estão geladas... não se ouve nada neste quarto senão o meu pensamento e o teu arfar cansado. Dirijo-me para a varanda, também eu cansado...a rua continua a mesma...os mesmos postes, o velho marco do correio, a mercearia do Américo, a mesma rua continua a banhar a nossa casa. Lembro-me como se fosse hoje... dormias e eu, acabado de acordar, desta varanda vi um tanque passar, frente ao sr. Américo. E corri a acordar-te. Lembras-te? Quando percebeste o que se passava saíste de pijama de cravo na mão. E eu vi-te desta janela. Não vi o 25 de abril nas ruas. Vi o 25 de abril em ti.
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Estamos sozinhos, como sempre estivemos sempre que estivemos. E tu calada, na noite, pela calada, onde sempre fizemos tudo o que fizemos.
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Estás na cama, sozinha na tua cabeça, na tua doença. E eu na varanda, sozinho, prisioneiro do meu pensamento...Eras linda e jovem...
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Faz-se tarde. E hoje não posso ficar mais tempo. Sabes que dia é amanhã? Lembras-te? Faço 60 anos de casado com a Graça. 60 anos...Como nós passamos rápido pelo tempo. O Rodrigo e a Maria já devem ter chegado a Lisboa. E sabes como a Graça fica toda contente quando eles trazem os netinhos lá a casa. Vamos renovar os votos. Grande festa querem eles fazer. Vamos renovar a mentira que é a vida... e tu perdida aqui dentro...aí dentro de ti...
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O velho veste o casaco, ajeita o cachecol e senta-se mais uma vez ao lado da cama. Passou o dia todo num silêncio pesado de ouvir e durante 10 minutos não se ouve mais do que o respirar a conta-gotas da velha. Ele levanta-se e na cómoda liga o velho gravador de cassetes e sai porta fora como se nunca tivesse entrado. E na cama, no rosto da velha - não sei se do reflexo da lua, se do som de um piano intemporal – parece que por instantes luzem os olhos... como se ele nunca tivesse saído.

Rui Gato 2779 AIS

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo ... Extra (24) - J J Castro Ferreira - Fotografia

* J. J. Castro Ferreira

Esperança (minha tia-avó paterna)

Miróbriga

Carcavelos (retrato de família)
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Maria Emília (minha mãe), Manuel (meu pai), Celeste (minha companheira e mãe da Susana e do Rui - estes em 1º plano), Maria Luísa (minha tia paterna), Victor Nogueira e Esperança (minha tia-avó paterna)

Luanda - Fortaleza de S. Miguel

Cartaz


Setúbal (Retrato de família)
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Mariazinha (minha sogra), Susana (minha filha), Victor Nogueira, Maria Emília (minha mãe), Celeste (minha companheira), Maria Luísa (minha tia paterna) e João (amigo)

Maria Luísa (minha tia paterna)

Cabo Carvoeiro

Rui Pedro (meu filho)

Isabel (minha tia paterna)

Mala Posta (num café do Pinhal Novo)
clique na imagem para ler melhor

Cabo da Roca

Reprodução dum quadro de Modigliani, enquanto estudante de arquitectura

Teresa (minha tia paterna)


Susana (minha filha)
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo ... Extra (22) - Morte na Picada


ATENÇÃO!!!!!!!!!!

MORTE NA PICADA

Contos da guerra de Angola

Está atento às próximas notícias.

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Textos de Antunes Ferreira:

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Kant_O_XimPi


Cenas da Guerra Colonial (1) - O rio e a sorte

Cenas da Guerra Colonial (2) - O Cuanhama ai ué

Boca Calada

Ao Sabor do Olhar

Grades e copos

ainda sobre o Rimance da Biblioteca Municipal

SOMBRA DA GUERRA COLONIAL - Carne Fresca

SOMBRA DA GUERRA COLONIAL - Sanfona dum raio

Da Travessa do Ferreira ...Convívio das Quadras (9)

GOA, DE NOVO - Sem pecado


Voltar atrás

Convívio do Tempo ... Extra (21) - Soneto do meu bisavô


* José Castro
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Velhice pretenciosa

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Juventude minha para onde vais?

Porque retezas o grilhão que nos liga?

Deixa que eu te arraste sem fadiga

Não queira que tropece nos covais.

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A vida é bela, com prazeres, com ais;

É rubro cadinho em fusão amiga

Que a sede da saudade mitiga,

Dá vida, com esperança, aos mortais.

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Encurta a distância que nos separa,

Deixa-me ver a cara da minha cara,

Dá-me doce ilusão da mocidade;

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Deixa-me, em ledos sonhos de quimera

Revestir-me de novo da Primavera,

Matar, neste pobre ser, a idade.

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Foto de família - Autor desconhecido

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo ... Extra (19) - Fábula


Paulo Sempre disse ....

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Fabula

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«Era uma vez uma mão
Que se lembrou
De fazer uma festa a um cão
O cão não gostou
Conheceu-a
E comeu-a

Era a mão de deus...»

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(Fonseca Gaspar, in Os Deuses Feitos À Nossa Semelhança)


Abraço
Paulo

7 de Fevereiro de 2008 0:49

Convívio do Tempo - Extra (18) - Orgia da Ampulheta


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Não perca este Brinde. A porta de entrada é já aqui -> Orgia da Ampulheta

Convívio do Tempo ... Extra (17) - Ampulheta


A Laska - Ampulheta

Mais letras com vídeos

Assista o Vídeo dessa música


Temos tão pouco tempo e não sabemos nem pra onde ir...
A vida não poupa sofrimento...
Aprenda a viver assim...
Vai ter de ser assim...

Tente ser mais humano...
Descubra um mundo melhor...
Existem tantos caminhos...
Por que sempre escolhe o pior...

Não pense em desistir...
A vida é assim...

Encare a onda...
Não adianta chorar...
Chegou a hora de despertar...
Chegou a hora...
Não adianta chorar...
Encare a onda...
Desperta.

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in

a-laska.letras.kboing


Convívio do Tempo .. Extra (16) - Ampulheta ...


* Theodor Kornefeld

ampulheta.jpg
in

anomalias.weblog

outubro 18, 2004

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo - Extra (15) - Espectáculo de encerramento


Terminaram as participações normais no Convívio do Tempo ...
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Ficam o nosso reconhecimento pela vossa participação e o convite para a sessão musical de encerramento clicando nesta hiperligação:
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Mas ainda serão publicadas algumas sessões extra, em carteira, antes de ser aberto um novo Convívio.
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Victor Nogueira

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo ... (29) - paz no mundo


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paz no mundo
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Eu queria ser ....
mão suave que cura as feridas,
pão que mata a fome,
água que purifica o corpo,
luz que brilha na escuridão,
voz que mata a solidão,
amor que afaga todas as dores!

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Mas, sou apenas um ser imperfeito,
incompleto e inacabado.
Sou apenas um grão em crescimento,
que cai e custa a levantar.

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Por isso, passo para todos vós,
grãos em crecimento como eu,
e, juntos, formaremos a espiga,
e a todos daremos a mão!

Beijo amigo,

Alzira
Querubim Peregrino
dom 27-01-2008 17:40
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Esta mail vinha acompanhado duma apresentação Power Point intitulada «Qual a Razão Porque Somos pela Paz»

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo ... (28) - Belisa disse .... «Tudo bem contigo?»


Belisa disse...
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Olá :)
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Tudo bem contigo?
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Pareceu-me ouvir o meu nome a soar
vim ver o que se estava a passar
e digo que ainda estou a pensar
neste tempo que me faz desnortear
neste tempo em que me falta o ar
neste tempo que não vejo avançar
neste tempo que sinto a abrasar
neste tempo sem futuro dar
para os mais jovens poderem olhar
sem medo de enfrentar
a doce melodia no ar
o murmúrio das ondas do mar
que ouço durante horas
sem nunca me saturar
prometo que logo vou voltar
pois já são horas de deitar
amanhã é dia de trabalhar
e estou ainda a pensar
preciso de descansar
Deixo beijos estrelados no ar.
Do tempo quero ficar a saber
se eu chegar mesmo a tempo
qual o tempo que vou perder?...

Xau Bjs *** e saúde

de
Belisa

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo ... (27) - «O que é afinal o tempo?»



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Sem inspiração para o que quer que fosse e tentando qualquer coisa que me desse a noção do tempo, embora eu própria fosse uma imagem do tempo que passa, peguei no Livro "A velhice do Padre Eterno" de Guerra Junqueiro, onde ao lado discretamente aninhado se encontravam "Os Simples" do mesmo autor.

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Ao abrir este último, um postal muito antigo caiu ao chão. Nunca tivera conhecimento desse postal, nunca o lera, datado dum ano muito recuado, escrito numa letra que eu desconhecia pois nunca a vira, assinado com um nome que me dizia algo de muito profundo, dirigido a alguém que muito me diz.

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O que é afinal o tempo?

Onde começa e acaba o tempo?

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Será que o que interessa é o que ele nos faz, ou o que ele deixa gravado em cada um de nós?

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Este postal leva-me a um passado que eu não conheci, que foi meu, que faz parte de mim e onde eu ainda não existia, ou será que existia?

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Eu creio que já existia.

(...)

Bj

Maria

RECORDAR O PASSADO EM ...

dom 20-01-2008 17:19

Convívio do Tempo ... (26) - Laranjas


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Posso oferecer-te estas laranjas?

É com prazer que o faço.

Maria

O QUE OS MEUS OLHOS VIRAM
qui 17-01-2008 23:39

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo ... (25) - " FOTOGRAFIA " Á LA MINUTA"








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" FOTOGRAFIA " Á LA MINUTA" - A MUDANÇA DE UMA ARTE"


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Nos princípios do século XX, em pontos turísticos e principalmente no verão à beira-mar era o local de trabalho de muitos fotógrafos " á la minuta". Eram tempos de ouro de uma arte que hoje, penso que já não existe. Nesses tempos em que poucos tinham uma máquina fotográfica, era a vez dos fotógrafos " á la minuta". O seu local de trabalho era de sol a sol, andando pelo areal, com sua máquina fotográfica, cavalinho e balde. "Cavalinho" que fazia a delícia da pequenada e era motivo para que os pais tirassem fotos aos seus filhos.


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Acabada a época balnear o local de trabalho destes fotógrafos era, as feiras e romarias e também tinham alguns clientes, nos passeios aos Domingos. Foi uma época dourada das fotos a preto e branco. Aos poucos foram aparecendo as máquinas fotográficas pessoais, primeiro a preto e branco e depois a cores, aparecendo então a atracção pela cor.


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Posto isto e com pouca clientela, os fotógrafos ambulantes, tiveram de mudar de profissão…
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Foto retirada por Belisa na NET - autor não identificado

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TEXTO da AUTORA

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Viva !

Tudo bem? Espero que tudo esteja a correr " a contento" e desejo muita saúde, porque sem ela não poderemos ter ou fazer mais nada! Como está quase a chegar o dia 15, segue o texto que vou passar a limpo e enviar como minha participação. Está no papel desde o Natal... pois não sei se serve para o tema proposto, estava à espera doutra inspiração que tarda em chegar!. Deixo ao critério do "MESTRE" :)

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Deixo muitos beijos estrelados

de Belisa

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seg 14-01-2008 23:34

Convívio do Tempo - Extra (14) - 2 textos de Victor Nogueira

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domingo, 3 de fevereiro de 2008

Convite - Convívio do Tempo - Extra (13) Hoje há música ....


... no Galeria & Photomaton. A entrada é por aqui -» Grupo Coral dos Mineiros de Aljustrel

Convívio do Tempo ... (24) - «memórias»


.......................... ...memórias



............................. memórias insanas, de inverno
..............................que me devolvem pesadelos
..............................sonhos mergulhados no inferno
..............................onde todas as primaveras são de gelos
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..............................imagem turva, sempre baralhada
..............................presa num passado hoje dormente
..............................reflexos de uma hora amordaçada
..............................tumultos da dor de tanta gente
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..............................sibilos de horror ao longe soam
..............................e impotente fui eu naquela hora
..............................promessas, são vãs as que me restam
..............................quisera eu não ires dali embora
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..............................ocultam-me o fúlgido presente
..............................dão-me toda a dor que há neste mundo
..............................perdi para sempre o corpo quente
..............................pois tudo se passou num só segundo
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..............................afasta-te de mim tão vil memória
..............................segue outro rumo, vive um outro instante
..............................deixa que o grandioso desta história
..............................acompanhe os meus passos doravante


pin-gente

sáb 12-01-2008 20:10

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NOTA da AUTORA

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Olá Victor

Aqui vai a minha contribuição para o convívio memórias....

Já publiquei no meu blog. Será que faz diferença?

Abraço e obrigada pela tua simpatia.

Luísa

NOTAs do EDITOR

A autora é moça precavida. Publicação em duplicado mas aqui só contou uma vez :-)

VM

Olá, Luísa
O Desenho tb é teu? Publiquei agora a tua participação no Ao Sabor do Olhar
Bjo
VM

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NOVA NOTA DA AUTORA

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Olá Victor

A fotografia é minha. Tratei-a num programa de desenho, mas com ferramentas muito simples.
Da próxima (se me convidares e o tema o proporcionar) envio com um desenho meu.
Obrigada e Beijo

Luísa

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COMENTÁRIO do EDITOR

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Vê lá tu que sou um nabo em tratamento de imagem. Pensei que tinhas feito ou tecido um desenho com fios de lã :-)

Os meus parabéns.

VN