Viva a Vida !
Este blog destina-se aos meus amigos e conhecidos assim como aos visitantes que nele queiram colaborar..... «Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Humor / Amor, Alegria e Fantasia» ! Ah ! E não esquecer alguns trocos para os gastos (Victor Nogueira) ..... «Nada do que é humano me é estranho» (Terêncio)....«Aprender, Aprender Sempre !» (Lenine)
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quinta-feira, 5 de setembro de 2013
sábado, 24 de agosto de 2013
Pablo Neruda - Para o Meu Coração...
*

FELIZ NOITE ......
Para o Meu Coração...
Para o meu coração basta o teu peito,
para a tua liberdade as minhas asas.
Da minha boca chegará até ao céu
o que dormia sobre a tua alma.
És em ti a ilusão de cada dia.
Como o orvalho tu chegas às corolas.
Minas o horizonte com a tua ausência.
Eternamente em fuga como a onda.
Eu disse que no vento ias cantando
como os pinheiros e como os mastros.
Como eles tu és alta e taciturna.
E ficas logo triste, como uma viagem.
Acolhedora como um velho caminho.
Povoam-te ecos e vozes nostálgicas.
Eu acordei e às vezes emigram e fogem
pássaros que dormiam na tua alma.
Pablo Neruda
Para o Meu Coração...
Para o meu coração basta o teu peito,
para a tua liberdade as minhas asas.
Da minha boca chegará até ao céu
o que dormia sobre a tua alma.
És em ti a ilusão de cada dia.
Como o orvalho tu chegas às corolas.
Minas o horizonte com a tua ausência.
Eternamente em fuga como a onda.
Eu disse que no vento ias cantando
como os pinheiros e como os mastros.
Como eles tu és alta e taciturna.
E ficas logo triste, como uma viagem.
Acolhedora como um velho caminho.
Povoam-te ecos e vozes nostálgicas.
Eu acordei e às vezes emigram e fogem
pássaros que dormiam na tua alma.
Pablo Neruda
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a poesia de mário quintana

Feliz noite amigas/os e camaradas .....
Nunca diga te amo se não te interessa.
Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem.
Nunca toque numa vida se não pretende romper um coração.
Nunca olhe nos olhos de alguém se não quiser vê-lo se derramar em lágrimas por causa de ti.
A coisa mais cruel que alguém pode fazer é permitir que alguém se apaixone por você quando você não pretende fazer o mesmo.
Nunca diga te amo se não te interessa.
Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem.
Nunca toque numa vida se não pretende romper um coração.
Nunca olhe nos olhos de alguém se não quiser vê-lo se derramar em lágrimas por causa de ti.
A coisa mais cruel que alguém pode fazer é permitir que alguém se apaixone por você quando você não pretende fazer o mesmo.
Mario Quintana
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Mia Couto - Testamento Da Mulher Suspensa
**

Testamento Da Mulher Suspensa
Eis o que vos deixo:
um leve gosto
de renascer lembrada.
E um falso desejo de ser esquecida.
Que eu virei buscar a espuma da onda
que ficou para sempre por quebrar.
Beleza não me bastou:
o que quis ser
foram cetins de fogo,
pétalas de cinza depois do abraço.
Nem flor invejei:
o que mais ilumina
vem de um oceano escuro.
Esperanças tive: todas naufragaram
antes cansaços e remorsos.
Procurei ilhas e mares:
só havia viagens,
travessias de água
nos olhos de quem amei.
Num mundo com remédios parcos
não clamei bravuras.
Injusto é viver
em perecível ser.
Menina,
aprendi a desenrolar tapetes
em rasos pátios voadores,
varandas maiores que o mundo
onde o tempo à nossa mão vinha beber.
Meus pequenos dedos
rasgaram céus,
mas o ensejo era largo:
em mim secaram
lembranças de um mar antigo.
Assim,
tudo o que sou
já fui
na criança que sonhou ser tudo.
Meus lutos, sem emenda, carrego:
viuvez de mulher
não vem de marido.
Vem do amor não mais sonhado.
Com a fragilidade de um riso
enfrentei ruínas e derrotas
e apenas a vida, calada, me calou.
Tudo falei com meus amantes.
Perante o amor, porém, não tive palavra.
O que da vida me restou:
pegadas alheias sob meus pés molhados.
Viver sabe quem ainda vai viver.
Deixo-me,
mulher que quase foi,
à mulher que nunca fui.
Mia Couto in "Tradutor de Chuvas"
Eis o que vos deixo:
um leve gosto
de renascer lembrada.
E um falso desejo de ser esquecida.
Que eu virei buscar a espuma da onda
que ficou para sempre por quebrar.
Beleza não me bastou:
o que quis ser
foram cetins de fogo,
pétalas de cinza depois do abraço.
Nem flor invejei:
o que mais ilumina
vem de um oceano escuro.
Esperanças tive: todas naufragaram
antes cansaços e remorsos.
Procurei ilhas e mares:
só havia viagens,
travessias de água
nos olhos de quem amei.
Num mundo com remédios parcos
não clamei bravuras.
Injusto é viver
em perecível ser.
Menina,
aprendi a desenrolar tapetes
em rasos pátios voadores,
varandas maiores que o mundo
onde o tempo à nossa mão vinha beber.
Meus pequenos dedos
rasgaram céus,
mas o ensejo era largo:
em mim secaram
lembranças de um mar antigo.
Assim,
tudo o que sou
já fui
na criança que sonhou ser tudo.
Meus lutos, sem emenda, carrego:
viuvez de mulher
não vem de marido.
Vem do amor não mais sonhado.
Com a fragilidade de um riso
enfrentei ruínas e derrotas
e apenas a vida, calada, me calou.
Tudo falei com meus amantes.
Perante o amor, porém, não tive palavra.
O que da vida me restou:
pegadas alheias sob meus pés molhados.
Viver sabe quem ainda vai viver.
Deixo-me,
mulher que quase foi,
à mulher que nunca fui.
Mia Couto in "Tradutor de Chuvas"
- Victor Nogueira Bela a imanem e o poema; sedutoras a tua amizade e presença. Isa Alçada
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Victor Nogueira Breves
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
um poema de mário quintana
*

Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...
Mario Quintana
- Victor Nogueira grato pelas tua lembrança em mim, verde e frondosa, Isa Alçada
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uma partilha de Isa Açada sobre Amizade

FELIZ DIA AMIGOS/AS E CAMARADAS....
Amigo verdadeiro
É pra gente guardar.
E cuidar bem da chave.
Antonia Lima
- Victor Nogueira Isa Alçada - retribuo com um soneto de minha autotia
Ser amigo é colorido presente
Ao darmos nossa mão, sem maldade,
Mantendo a vera luminosidade
Do silêncio ou do verbo assente.
Na tarde calma, serena, luzente,
Ou de noite, dia sem claridade,
É uma dádiva, felicidade,
Esta da vigília ser não dormente.
Amigos têm vária feição:
Dão-nos sua tristeza ou alegria,
Compartilhando bons e maus momentos.
Velho, novo, mulher, homem, bem são;
Na estrada e no dia-a-dia
Nem sempre atentos, prontos, nos tormentos.
.
.
1989.09.03 (3)
[1989.12.22]Setúbal
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terça-feira, 20 de agosto de 2013
Diário dos Infiéis

Feliz noite amigos/as e camaradas .......
«... Por vezes demoro duas horas na página de um livro, porque leio de olhos fechados paixões que foram minhas. Sou agora um velho que conjuga o verbo amar no pretérito: eu amava. Será sempre um pretérito imperfeito. Pois o verbo amar só faz sentido quando conjugado no presente. É imperfeito o amor do passado pois nunca se revela como o vivemos realmente, mas apenas como o recordamos. E o amor do futuro é imperfeito, pois ninguém sabe como se vão alinhar os planetas neste universo tão vasto como o oculto e o inesperado ...»
Diário dos Infiéis
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sábado, 10 de agosto de 2013
uma partilha de Isa Alçada
FELIZ DIA !!! QUE NOS TRAGA SAÚDE AMOR E PAZ !!! E MUITA ESPERANÇA !!! —

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Isa Alçada
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
mário quintana - esperança
***
ESPERANÇA........
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

ESPERANÇA........
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Mario Quintana
- Victor Nogueira Bjos, Isa Alçada e um poema arqueológico, sobre a esperança
http://aoescorrerdapena.blogspot.pt/2007/11/sem-ventura.html

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