Viva a Vida !

Este blog destina-se aos meus amigos e conhecidos assim como aos visitantes que nele queiram colaborar..... «Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Humor / Amor, Alegria e Fantasia» ! Ah ! E não esquecer alguns trocos para os gastos (Victor Nogueira) ..... «Nada do que é humano me é estranho» (Terêncio)....«Aprender, Aprender Sempre !» (Lenine)
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quarta-feira, 11 de abril de 2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

João Valente Aguiar ~ “Digam à minha neta. Digam-lhe que ela tem razão! Um homem só não vale nada!”


27 January 2012

“Digam à minha neta. Digam-lhe que ela tem razão! Um homem só não vale nada!”

1. Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?
Por razões profissionais e de trabalho, “O Capital” e ”A Ideologia Alemã” do Marx, “Class, self, culture” da minha amiga Bev Skeggs, “On the economic identification of social classes” e ”Class analysis and social research” do Carchedi, “The condition of postmodernity” do Harvey, “The making of the English working class” do Thompson. Em termos de literatura, retorno com facilidade à ”Pena Capital” do Cesariny, a ”Os passos em volta” do Herberto, a ”A invenção do amor” do Daniel Filipe ou à terceira parte de “Teatros do tempo” do Gusmão. Também “O Processo” do Kafka que já o li para aí umas dez vezes, “As vinhas da ira” e a “Seara de Vento”.
2. Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Nisto partilho o ponto de vista do Eugénio de Andrade sobre o “Ulisses” do Joyce. Por motivos diferentes, as cerca de 200 páginas sobre a renda fundiária do terceiro livro de “O Capital”. Não sei porquê, talvez por ser um assunto menos relacionado com os meus interesses (se trabalhasse em Sociologia Urbana ou Rural talvez já as tivesse lido – mas a esmagadora maioria dos sociólogos do território acham que não precisam de compreender o capitalismo para estudar as dinâmicas urbanas…), mas como estava a dizer é a única parte daquele colosso que nunca consegui chegar ao fim.
3. Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele? 
Os que já li e os que ainda vou ler. E os que não vou ler… Se fosse um filme talvez as respostas fossem mais facéis: “Ran” do Kurosawa, “Couraçado Potemkine” do Eisenstein, “El viaje” do Fernando Solanas, “O carteiro de Pablo Neruda” ou a «dupla» ”Cinema Paradiso”/”Billy Elliot”.
4. Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
“Em busca do tempo perdido”, se bem que só recentemente consegui juntar os sete livros. Pode ser que no próximo ano consiga finalmente concretizar a leitura.
5. Que livro leste cuja “cena final” jamais conseguiste esquecer?
A cena final do “Seara de Vento” do Manuel da Fonseca. Das coisas mais cinematográficas que já vi/li li/vi (existe sempre uma imagem da palavra, sem isso quer dizer que se trata de uma imagem pura – e isso existe?). Um dos romances portugueses mais esquecidos. Para ser justo, um enorme romance injusta e incompreensivelmente esquecido.
O “Budapeste” do Chico Buarque também tem um bom desenlace e é um bom livro. O único bom livro do Chico. “Miguel Strogoff”, magistral.
6. Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Quatro livros de uma História de Portugal em banda desenhada (as minhas prendas de natal nos meus sete e oito anos). Sem qualquer complexo, “Os Cinco” e “Uma Aventura”. E o livro que aos 15 anos me devolveu a leitura perdida por uns dois anos: “Vinte mil léguas submarinas” do Júlio Verne. Não sei se aos 16 anos ainda somos crianças, mas “O Hobbit” do Tolkien foi uma experiência maravilhosa, o contacto com um mundo completamente desconhecido. No verão seguinte a “Ana Karenina” do Tolstoi e ”Os Maias” do Eça mudaram a minha vida.
7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
Excepto os escritos de um certo sociólogo sobre o propósito teórico e político dele de reduzir os operários a coitadinhos indivíduos encorpados regados de bebida, sofrimento e muuuuiiiitttaaass citações iconoclastas do Bourdieu não me recordo de mais nada em especial. Portanto, só alguns livros e outros escritos na minha área de trabalho.
8. Indica alguns dos teus livros preferidos.
Literatura:
In random style, “O Velho e o Mar” (Hemingway), “As Vinhas da Ira” (Steinbeck), “Livro do Desassossego”, “O Processo”, “Germinal” (Zola), “Ana Karenina”, “Guerra e Paz”, “Crime e castigo” (Dostoievsky), “A Mãe”, “Seara de Vento”, “Finisterra”, “Uma abelha na chuva”, “Os passos em volta”, “Teatros do tempo”, “Obscuro domínio” do Eugénio, “A Metamorfose”, “O ano da morte de Ricardo Reis”, “Levantado do Chão”, “Todos os nomes”, “As intermitências da morte” (o último terço do livro é lindíssimo), a “Obra poética” do Ary, “Cantata”, “Sobre o lado esquerdo” e “Micropaisagens” do Carlos de Oliveira, “Esteiros” do Soeiro Pereira Gomes, “Sinais de Fogo” do Jorge de Sena, “O Amante de Lady Chatterley” do Lawrence, “A morte de Carlos Gardel” do Lobo Antunes, a escrita ululante e negra do Thom Yorke…
Ciências Sociais e afins:
Para além dos livros da área já enunciados na pergunta 1, vale a pena lembrar ”Trabalho assalariado e capital” do Marx (uma síntese magnífica do que é a exploração capitalista), “Political power and social classes” e “Fascism and dictatorship” do Poulantzas (as únicas coisas que valem a pena dele – e que valem muito), “Frontiers of political economy” do inevitável Carchedi, “Classes sociais nos campos” do João Ferreira de Almeida, “The consumption of mass” organizado pelo Rolland Munro, “Prosthetic culture” da Celia Lury, “Giving an account of oneself” da Judith Butler, as “Obras” do Lénine (se há autor em que uma obra faz pouco sentido se vista isoladamente num ou noutro escrito esse autor é o Lénine, aquilo é teoria sobre a acção e teoria-em-acção), algumas obras do Bettelheim sobre a União Soviética e o valor económico no socialismo, “Os labirintos do fascismo” do João Bernardo (apesar do mau-feitio dele e de não concordar com mais de metade do livro), “Mitologias” do Barthes…
9. Que livro estás a ler neste momento? 
Um livro muito bom e que recomendo vivamente para se compreender a actual situação económica portuguesa de um modo simples sem ser simplista e objectivo sem ser demasiado analítico, é o “Conversas de café” do Guilherme Statter. Também o “Trabalho e subjectividade” do Giovanni Alves, um livro muito bom para se compreender o capitalismo das últimas décadas. E depois muito material de trabalho onde só leio partes que me interessam.
Tenho visitado diária e aleatoriamente a “Poesia” do Eugénio e o “Ofício Cantante” do Herberto.
E a M. e a B. que provam que um ser humano tem sempre muito de literário e de belamente incompreensível. É uma vertigem quotidiana lidar com duas crianças tão pequeninas. Se eu as não tentasse ler (e elas a mim) como seria possível compreendermo-nos e amarmo-nos reciprocamente? Duvido que seja possível existir uma humanidade sem literatura, sem jogos de legibilidade/ininteligibilidade nos próprios actos quotidianos. Se bem que num registo mais próximo do fulgor do sangue, o conto “Crianças” do Herberto nos “Passos em Volta” diz muito sobre isto e sobre o poder evocativo da pequenada.
10. Indica dez amigos para o meme literário.
Bruno Peixe, o Fernando Ramalho e o Ricardo Noronha. O João Vasco e a Patrícia do Olhe que não. O Rafael Fortes, o Gusmão e o André Levy daqui do 5dias. O Sérgio Ribeiro doAnónimo século XXI. O Victor Nogueira. Se ele tiver tempo e pachorra para aturar isto o blogger de esquerda mais acutilante de todos os tempos (ex aequo com o Vidal), o Fernando Samuel do Cravo de Abril. O Vasco Morais do sem punhos de renda. O João Vilela. O Ricardo Santos. O Miguel Tiago… Quem quiser, quem lhe apetecer, quem tiver meia hora.

sábado, 20 de novembro de 2010

Juventude e Contestação !


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Ana Albuquerque
Esta cultura de resignação e de aceitação das dificuldades, de facto, já vem de longe motivada por diversos factores, a Igreja teve muita influência nisso, já para não falar do Estado Novo, que estupidificou de tal maneira o povo, que o tr...ansformou em seres completamente acéfalos mas até quando continuaremos neste estado de apatia generalizada?
Quantas gerações vão ser necessárias para que este panorama mude?
há 20 horas · GostoNão gosto · 5 pessoasA carregar...
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Filipe Sancho
Já depois do 25 de Abril, foi a regressão despoletada pela contra-revolução do 25 de Novembro e respectivas consequências, sob a condução maquiavélica dos sociais-democratas do PPD e do PS, que despoliitizou a fraca conciência popular então... nascente e paulatinamente afastou os portugueses da vida política. Graças a Mário Soares e respectiva comitiva de arranjistas e oportunistas! Depois o cavaquismo consolidou este triste marasmo pantanoso.
Devemos-lhes um "muito obrigado"!...
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Jose Domingues excelente texto com o qual tenho muita empatia. Algo se vai passar em Portugal prazo. Não sei que será, mas sinto-o no ar. Espero não estar enganado.
há cerca de uma hora · GostoNão gosto · 1 pessoaA carregar...
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Jose Domingues curto prazo
há cerca de uma hora · 
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Victor Nogueira
O que surpreende é que o Povo Português toma muitas vezes a dianteira mas depois as classes dominantes estrangulam-no pondo-lhe o açaimo e ele conforma-se. Portugal é o País Europeu com fronteiras definidas há mais tempo e sem rivalidades i...nternas, foi primeiro a país europeu a sair pelo mar fora em busca de outras terras e fontes de riqueza por rotas alternativas, repeliu com sucesso a tentativa de anexação por Castela em 1383/85, numa das primeiras revoltas da burguesia nascente, mas falhou em 1580, foi o primeiro a abolir a pena de Morte, foi um dos primeiros a proclamar a república, foi o único em que as forças armadas se revoltaram contra um Governo Fascista para instaurar uma (malograda) Democracia, com a Constituição mais avançada do seu tempo no mundo capitalista ! Mas foi também gravemente prejudicado pela aliança com ao Reino Unido, de que se tornou um protectorado a partir do Tratado de Methuen e pela expulsão dos judeus (comerciantes e cientistas) e pelo estabelecimento da Inquisição, mordaças que regressaram após a morte de D. José I e afastamento do Marquês de Pombal,ou a vitória do PS/Mário Soares/Guterres/Sócrates sem esquecer o PSD/Cavaco/Durão Barroso. e a entrada para a União Europeia !Foi também o primeiro país negreiro do Ocidente e o último a descolonizar !E é curioso verificar que os radicais de Maio de 68 ou da Universidade Portuguesa de 69 "traíram" os ideias que diziam defender e são agora, muitos deles, os mais fiéis serventuários do capitalismo.
há cerca de uma hora
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Victor Nogueira 
E há uma diferença entre os jovens dos anos 60 e 70 do século passado e os de hoje: no século passado o "canudo" universitário, na generalidade dos casos, possibilitava a entrada no mundo do trabalho; actualmente o "canudo" pouco vale e o desemprego ou subemprego são a realidade para a esmagadora maioria dos jovens. Os de ontem, mais ou menos radicais, terminados os "verdes anos da revolta e da dolce vita", encaixavam-se melhor ou pior; os de hoje não têm futuro nem saída !
há 2 segundos
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domingo, 10 de maio de 2009

Fernando Tordo em Arestas de Vento

Pode ouvir agora e aqui grande entrevista de Fernando Tordo ao Arestas de Vento. O registo sonoro em causa vale para nós como testemunho com história !!!

Também por isso...

"Não posso deixar de te dizer, meu querido e bom amigo, que não há reencarnações. Não queiras ver em mim o que já não existe, o que morreu. Tenta ver apenas alguém que sobreviveu e faz o seu trabalho da melhor forma que lhe é e está possível. ENQUANTO NÃO FOREM MORTOS OS FANTASMAS, FICAMOS A NAVEGAR PESSIMAMENTE ENTRE O SALAZAR QUE AINDA É TÃO QUERIDINHO PARA TANTOS, E O CAMARADA ARY QUE TRAZIA SEMPRE O POVO NO CORAÇÃO... Enquanto eu cá estiver, não pretendas que eu seja outro, porque isso seria negares o homem inteligente e livre que em ti conheço.
Um abraço muito grande do teu amigo"
Fernando Tordo

ARESTAS DE VENTO

Tudo aos Sábados, em directo, entre as 16 e as 19h, na Popular fm (90.9)
e online em
http://www.popularfm.com/

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A ENTREVISTA PODE SER OUVIDA NESTE BLOG NA FORMA DE REGISTO SONORO !!!
TUDO AO ALCANCE DE UM SIMPLES CLIQUE IMEDIATAMENTE ABAIXO
:

http://arestasdevento.podomatic.com/

O registo sonoro em causa vale para nós como testemunho com história até 2006 (altura em que foi feito). De lá para cá Fernando Tordo continuou em actividade ininterrupta.
E é bom não esquecer: Para assinalar esta actividade, entre outras coisas boas, foi preparada uma digressão nacional com grande orquestra. Fernando Tordo & Stardust Orchestra apresentaram num poderoso Concerto as músicas de uma vida numa vida cheia de músicas.
O Fernando esteve muito bem acompanhado por uma fantástica Orquestra de 24 músicos sob a direcção artística do Maestro Pedro Duarte.
Lisboa de Feira, Tourada, Adeus tristeza, Só ficou o amor por ti, são alguns dos muitos temas que desfilaram, acompanhados quer pela doçura e subtileza da secção de Cordas da Orquestra (violinos, violas de arco e violoncelos), quer pela energia da sua secção de metais. Esta digressão nacional teve início no dia 8 de Junho de 2008 e a apresentação no Coliseu dos Recreios de Lisboa no dia 10 de Outubro foi o seu momento alto.
Siga a Roda ...
Qualquer Fernando Tordo estará ao vivo e a cores no Arestas de Vento.
Faz parte.

Fernndo Tordonet.JPG

ARESTAS DE VENTO

O raio de um programa onde a polémica e as palavras andam sem algemas e mordaças, saudavelmente à solta, mas com ameaça de mandado de captura ...
RICARDO CARDOSO e CÉU CAMPOS, chefiam um bando de colaboradores e convidados, brutos no falar, intemeratos, atrevidos e sem topetas ...
é a polémica a bater forte nos idiotas, nos colaboracionistas, nos que se julgam únicos e insubstituíveis, na sacanagem que vegeta nas franjas ocultas do poder , de qualquer poder ...
é a boa cultura a fazer das suas - e das nossas!

Publicado por arestas em 12:10 AM






quarta-feira, 11 de junho de 2008

Rescaldo polémico da grande entrevista dada por Gabriel Castanhas/ Cantor/ Radialista/ Cidadão da histórica Vila do Couço (a TAL que não vem no mapa e onde a falecida PIDE/ DGS fazia centenas e centenas de prisões) ao Arestas de Vento ...
TUDO AOS DOMINGOS das 11 às 14h em 102.2 FM e em www.palfm.com
ARESTAS DE VENTO
O raio de um programa onde a polémica e as palavras andam sem algemas e mordaças, saudavelmente à solta, mas com ameaça de mandado de captura ...
RICARDO CARDOSO e CÉU CAMPOS, chefiam um bando de colaboradores e convidados, brutos no falar, intemeratos, atrevidos e sem topetas ...
é a polémica a bater forte nos idiotas, nos colaboracionistas, nos que se julgam únicos e insubstituíveis, na sacanagem que vegeta nas franjas ocultas do poder, de qualquer poder ...
é a boa cultura a fazer das suas - e das nossas !
O convidado especial da emissão de 8 de Junho foi em boa hora Gabriel Castanhas - Cantor/ Radialista/ Cidadão da histórica Vila do Couço (a TAL que não vem no mapa e onde a falecida PIDE/ DGS fazia centenas e centenas de prisões) . Ai Portugal Portugal dos sem memoria … Gabriel Castanhas é oriundo de uma família antifascista.
Ouvir o Arestas de Vento é fazer parte de um movimento cultural singular, interventor e aberto aos valores de sempre.
A polémica, a revolta, a histórica Vila do Couço e as cantigas tomaram conta em alta do Arestas de Vento ...
Rescaldo/ Entrevista a Gabriel Castanhas
Parabéns ao Arestas de Vento que eu chamaria o desmaquilhante de todos os domingos que tem a coragem de pôr a cara deste país tal e qual como ela é.
Fernando Guerreiro/ Actor/ Encenador
Mano Cardoso
Quem cantou Manuel Alegre como eu cantei durante tantos anos
E foi pedreiro na 1ª semana da cultura do Couço
Tem a obrigação de escrever
No teu blog que me causa inquietação ver o PS fazer uma politica social
Contra a sua própria natureza.
Alguns companheiros vão ter que limpar o balneário antes da nova abrilada.
Meditem no comentário escrito pelo Fernando Manuel Pereira
E que o Cardoso leu no domingo na rádio.
Àquilo chamo personalismo activo. É como a fama do Constantino: vem de longe.
Ajuda na reconstrução da alma do Sorraia e continua a divulgar o Tordo e o Ary. Eu tenho os dentes duros para favas. E tu?
Qualquer dia faço da ausência do cantor Tordo nas festas de algumas freguesias vermelhas uma canção.
Um abraço.
Luís Artur de Sousa/ Musico/ Escriba/ Ex fuzileiro e tomador do castelo da PIDE/ DGS/ Inimigo visceral de muitos filhos da natureza.
O Castanhas tem razão
A coisa está complicada
E na falta de solução
Que tal à castanhada?
José Gago/ Poeta popular/ Cidadão de Palmela
QUANDO A MEMÓRIA É ENTREVISTADA
Um, personalidade que não destoa, adepto da renovação com fundo de perdão, exemplos já dados, destaca-se pela diferença, aqui sem arrependimentos mal-agradecidos, tecendo horas domingueiras, as melhores, onde se diverte e irmana, não ignorando patifarias, algumas em faxes escondidas, outras por entre panos de cena, ou mesas de "café", refinadas quanto baste, mas incapazes e inócuas.
Outro, sorvendo minutos como mel escorrendo, as experiências vão tomando forma e destino, uma "nau catrineta" cortando as ondas da memória, amamentadas a troco da saudade, palavras sentidas, algo carentes, emotivas, com raiz conservada, alimentada em nome do coração e da mente, transmissíveis, mesmo correndo o risco de serem esquecidas na voragem da vida.
Uma combinação arrumada, culta, sem limites, sem censuras, entre amigos comprometidos, razão e meio para chegar ao desfecho, com sinais acalmados de uma certa loucura, antiga e sofrida, auto-exílio a provocar retorno, fome de imagens e sentimentos, lembranças com início, começos de outras lembranças sem tempo para suprimir a solidão, desenvolvendo memórias sem se repetirem.
Os dois, num jogo favorito, dependentes do berço, hoje dos fados com que percorrem a estrada da vida e das palavras, modos diferentes, igual essência, entregues sem pudor ao nécter nem sempre fácil das recordações, algumas inquietas, ansiosos por tocarem com os próprios dedos os mapas escondidos na conversa pública, um mundo próprio que o segredo se sente impotente para segurar.
Refastelados, colaram-nos ao rádio durante duas horas, cumplicidade no raspão que lasca a nossa solidariedade e nos puxa devagar até olharmos também olhos nos olhos as estórias de vida e de luta, num regresso comum à esperança.
Para Vocês, camaradas de vida, Ricardo Cardoso e Gabriel Castanhas, um Abraço, e contem comigo para derrubar o "muro" da cultura abortiva!
Fernando Manuel Pereira/ Poeta/ Setubalense/ Blogues do autor: http://sempreemluta.nireblog.com/ e http://etcetal.blogs.sapo.pt/ e http://palavrasnovento.nireblog.com/
Amigo Ricardo, colaboradores e auditório!
Parabéns parabéns parabéns pela entrevista ao Gabriel Castanhas.
Eu assino tudo o que discutiram: o país está a ferro e fogo e não é mais do que uma nova forma do 25 de Abril.
Viva a cultura popular que como a palavra diz é do povo verdadeiro e que o Couço não perca identidade. A globalização é um embuste facil. Pensem nos pobres e nos reformados que estão todos em desespero por culpa dessa mentira.
Abraço solidário.
Arménio Marques França/ Fundador do Partido Político Minha Pátria Amada
Caro Ricardo Cardoso,
No rescaldo de mais uma entrevista, desta vez ao Homem da rádio, ao cantor romântico, ao democrata e ao anti-fascista GABRIEL CASTANHAS, uma primeira palavra é de felicitação ao “ARESTAS DE VENTO” porque, mais uma vez, a demagogia, a conversa da treta, o blá-blá-blá de falso conteúdo cultural, ficaram no hall de entrada do estúdio e a porta do mesmo abriu-se de par em par eu diria, mesmo, escancarou-se para permitir a entrada e a presença permanente da boa Cultura, capaz de nos deixar de ouvido pregado nos 102.2 FM, durante duas gostosas horas.
Quem tenha aterrado no “Arestas de Vento” para apalpar o pulso ao programa, pôde confirmar que ali as palavras não têm algemas nem mordaças e movem-se saudável e livremente, tendo como único limite o apego à democracia, à liberdade e aos valores da Revolução de Abril.
A segunda palavra é para saudar a postura, generosidade, solidariedade e o apego consciente e acérrimo aos valores democráticos que marcam a personalidade da pessoa do convidado, o GABRIEL CASTANHAS, o que apenas pode constituir surpresa para quem não conheça este anti-fascista da histórica e massacrada Vila do Couto, a mais alentejana das terras ribatejanas.
A entrevista, extraordinariamente bem conduzida, como habitualmente, pela mão do Ricardo Cardoso, deu-nos a conhecer um cantor popular e romântico que transporta para as suas canções o romantismo que caracteriza o povo português renegando, de todo, a música pimba. Enquanto radialista, defendeu a importância das rádios progressistas e da necessidade da divulgação da música de qualidade feita em Portugal e destacou que jamais traiu os valores que defende no exercício daquele mister. Como cidadão da histórica Vila do Couço, comoveu-se até às lágrimas a recordar a hombridade, verticalidade, o amor ao Povo e aos ideais da liberdade defendidos pelos seus pais, vítimas da odiosa polícia fascista e, vincou bem ter sido esse exemplo de vida herdado dos pais que o temperou e deu-lhe orientação de conduta para estar na sociedade de cabeça bem levantada. Não ficou por aí o Gabriel e teceu elogios a todos os camaradas e conterrâneos que defenderam a Democracia e a Liberdade, pagando com a prisão o Amor aos mais nobres ideais.
Ricardo, merece-me o maior aplauso a ideia do Gabriel Castanhas da necessidade da divulgação às crianças e jovens das péssimas condições de vida a que o regime fascista submeteu a esmagadora maioria do povo português, para que tal regime nunca mais seja possível.
Muito ficou por dizer deste Homem grande (fisicamente) e deste grande Homem, cujo exemplo de vida não o envergonha. Saúdo o democrata, o anti-fascista, o Homem bom, simples e humilde, GABRIEL CASTANHAS, que prestou, nesta entrevista, um óptimo serviço à causa da Democracia.
Felicidades para o Gabriel ao nível pessoal, familiar e profissional são os votos justos e merecidos do
Leonel Dias, Setubalense e Amigo do “Arestas de Vento”
E a caravana passa ... MAIS PALAVRAS PARA QUÊ ?...
Parabéns ao Amigo Gabriel. Soube estar à altura do Arestas. Outra coisa, aliás, não seria de esperar. Quem tem a marca do Couço é como o algodão, NÃO ENGANA!
FORÇA RICARDO E CÉU!
Uma palavra, também, para os incomparáveis GAGO E "COMBATE" PEREIRA. MAGNÍFICOS!
VIVA A CULTURA, VIVA O "ARESTAS DE VENTO".
Luís Filipe Estrela/ Poeta/ Actor do GATEM/ Director do Jornal Viva Setúbal
Um grande abraço para todos e viva o grande Gabriel Castanhas.
Ricardo. Amigo. Não esqueças nunca o nosso José Labaredas.
Um grande e sincero abraço.
Mário Godinho/ Cidadão da histórica Vila do Couço/ Amigo da cultura
Boa tarde para todos. Sendo o Gabriel Castanhas um radialista/ cantor responda agora ao seguinte já que na rádio não houve tempo para isso: Cantor não fui, mas radialista fui e dizem que tinha jeito: o que tem a dizer sobre a maneira de fazer rádio com 2 pratos e os velhos deckos? Sentia-se entusiasmado ou realizado? E hoje com o computador?
Abraço radialista.
Carlos Resende/ Cidadão de Setúbal/ Radialista/ Amigo do Arestas de Vento
Amigo Ricardo Cardoso e dª Céu, mais uma vez, muito obrigado pela saudação no programa Arestas de Vento.
Quero dizer desta vez que com a entrevista ao senhor Gabriel Castanhas o Arestas de Vento fez a festa da verdade.
O senhor Castanhas foi um belo exemplo do que deve ser um cantor popular. Aliás, não há pratica popular sem cultura. Pode haver outra coisa no lugar. Mas, cultura não é.
Um grande abraço.
Alexandre Kasesa/ Cidadão de Moscavide/ Esperantista
Senhor Ricardo e dona Céu, agradeço a saudação no Arestas de Vento.
Dou muito valor a isso.
Obrigado.
Anabela Kasesa/ Cidadã de Moscavide
(Em actualização...)
Publicado por arestas em 01:17 PM
Ver novidades do Arestas de Vento em http://arestasdevento.blogs.sapo.pt/
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