Viva a Vida !

Este blog destina-se aos meus amigos e conhecidos assim como aos visitantes que nele queiram colaborar..... «Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Humor / Amor, Alegria e Fantasia» ! Ah ! E não esquecer alguns trocos para os gastos (Victor Nogueira) ..... «Nada do que é humano me é estranho» (Terêncio)....«Aprender, Aprender Sempre !» (Lenine)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Enfim ... Haja paciência !.


Devido a um lapso do «rapaz» o Windows bloqueou desde 12 de Setembro. Assim, os trabalhos estão suspensos, salvo quando tenho acesso a outro PC. Mas ... não deixem de visitar-me e de comentar, que matéria não falta. Até já !
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imagem - O pensador - estátua de Rodin

domingo, 7 de setembro de 2008

Os retorcidos e degradados socialistas.





.

* Brandão Gonçalves

dom 07-09-2008 18:58

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Apesar de o Governo afirmar "que não existe qualquer circular que force as funcionárias públicas a optar entre manter o emprego ou os direitos sociais", o JN teve acesso a mais dois casos de docentes obrigadas a fazer essa opção na gravidez. JN

.

E até dizem que a ministra da educação é mulher!

.

Ou a prova de que a demente ginecofobia não tem sexo e está particularmente presente entre os degradados xuxalinos/socratinos.

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Ah, espera-se também que o cooperante estratégico, que há tempos falava sobre a necessidade de promover a natalidade, diga alguma coisa.
.
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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A máfia faz parte do capitalismo!


* Brandão Gonçalves
.
120 mil milhões de euros é o valor´anual dos negócios das máfias italianas, noticia um semanário. A que haveria de se somar os negócios de todas as outras máfias. Mas para o que queremos basta este montante de negócios.


É possível acreditar que um negócio tão vultuoso se possa fazer sem as mais altas cumplicidades no poder político, judicial, policial, financeiro, etc?

Quem é que pode acreditar nisso?

Senão, pergunta-se, porque foram criadas as offshores, inúmeras por esse mundo fora?

Não foi para absorver todo esse dinheiro?

Quer isso dizer que os nossos governos fecham os olhos ou até são cúmplices do grande crime organizado?

A resposta parece-me óbvia...


--
Brandão Gonçalves
.
Imagem - filme de Martin Scorcese (1990)
.
.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Dia dos Amigos em Rede !


De: Sofia Mares
Enviada: terça-feira, 2 de Setembro de 2008 7:54
Para: (…) Victor Nogueira; (…)
Assunto: FW: Dia do amigo em rede

Hoje é o dia dos Amigos em Rede ' e o dia dos 'Amigos Especiais' é SEMPRE

A Felicidade te mantém gentil


Os obstáculos te mantém forte
As mágoas te mantém humano
Os choques te mantém humilde
Tu és tão especial!
.
Hoje é o dia dos 'amigos em rede


ùù

Vai ser divertido ver quantos buquês eu vou receber e ver se o número de buquês aumentará efectivamente.
.
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Aviso: Cada vez que você receber um buquê se adicionará.
.
Faça chegar a todos os teus amigos, incluindo a mim e não diga que não tem tempo para isso.
.
Não conheces a expressão 'parar para respirar o perfume das flores?'
.
Veja quantos buquês voltam para você!
.
BOM DIA DA AMIZADE.




--
Teresa David

Poesia de Maria Silvestre

02 Setembro 2008

[Um rio brotou das entranhas do céu]

Um rio brotou das entranhas do céu
e por vales correu,
desbravando a terra virgem
da mais terrível região do deserto.

Caminhou...
derrubando dunas,
desfazendo rochedos,
até desaguar num mar em chamas

e arrefecer as águas em volta
da ilha vulcânica de Marabi.

Nas areias plantou flores vermelhas:
e de cada flor nasceu um fruto
e de cada fruto um Deus.

Assim começou a história do povo marabino
que, não tendo pernas,
por sobre as ondas
voava e sorria.


1994

A Dionysos e Eros


Rubro escorre pelas gargantas,
invade e embriaga os corpos
que no delírio se confundem
e enlouquecem...

Os dedos brincam na pele nua,
aqui e ali afligem
ou roçam de leve...
ateando insuperáveis suplícios.

Um odor animal mergulha-nos
num jogo lúbrico...

Inquietas bocas, secretas línguas,
irrompem e gritam
...Anima descontrolata...


1993

01 Setembro 2008

É fácil


É fácil viver
seguindo a corrente
soprada pela força divina.
É fácil falar
sem dizer nada
repetindo palavras rebuscadas.
É fácil vestir
o hábito monacal
que amarra o corpo
e agrada aos outros.
É fácil ser fácil,
ter a ilusão da força
(quando a vontade de ser
é constituída pelo ter)
de quem nada tem...


1993

Lamento por Rabequel

Rabequel sabe defender-se
E argumenta em seu favor
Admira o que desconhece
E afável se mantém serena
Vê muitos efeitos sem causas
E na obediência se perde

Rabequel não entende
A sobrevivência além dos céus
Mas gostaria de rutilar
Sem os infernos de ser
Uma outra mulher


1992

30 Agosto 2008

Quanto vale um gesto?

A que espécie pertence o movimento
de um corpo? Quem nos comanda
a caminhada com relógio no pulso?
Que voz pronuncia as palavras iguais
saídas das bocas em uníssono abertas?
Que doçura nos estrangula a vida
para cumprir a ordem oculta
nas coisas tidas por vividas
com os sentidos autorizados?
Que me importa a mim
que os outros não vivam,
se eu próprio sou morto!?
Que me importa a luta despida,
se me oferecem a ilusão da vida!?
Não! nada tem importância
e a consciência também não interessa.
Basta-me a certeza de que sou
_ uníssono! _ como convém.
Para quê pensar,
se o pensamento é uniforme no mundo?
Para quê reagir,
se o mais inane movimento
arrasaria o todo?
Para quê interrogar,
se as respostas sempre seriam contra mim?
Eu estou sempre de acordo
_ ordenai que executo!
A consciência foi ultrapassada pela fusão
_ está dito, repitam-no todos!!
Posso inventar tudo para explicar isto,
mas eu sou a vossa anátema,
não a escolha máxima.
Por vezes chamam-me democrata
_ mas sê-lo-ei?
Sooouu!!!
Grito! e, se preciso for, mato
o meu próprio filho louco,
corto a minha mão que peca!
entupo os canais subversivos
da verdade pura e universal!
Eu sou um arquétipo
_ imponho-me o dever de sê-lo!
Não me envenenem com verdades,
os meus anti-corpos são óptimos
_ para o diabo a vossa sanidade!
Não adianta interrogarem-me
sequer quanto à origem dos meus actos:
_ ofusca, descaradamente,
o meu carácter inatacável.
Eu sou um justo!
Nunca ajo sem sopesar os outros
e a harmonia dos mundos. É ridículo
perguntarem-me o que é amar, pois
agindo naturalmente eu amo.
Que ninguém me peça comprovativos!
Não! Não!! Não!!!
Não me interessa!
Não quero viver!
E sentir nem pensar! _ magoam
e eu sou uma «pessoa humana».
_ Eu não sou marginal!
Não vedes que estou com todos?...
Simplesmente obedeço,
antevejo, sigo, não duvido;
sou o mais altivo entre os homens,
o ser acima de todas as bestas.
Eu sou ra-ci-o-nal
_ os animais são animais.
Eu não sou animal!
_ Então eu não sou homem!?...
Só a razão me governa a vontade
e as razões de fundo são os lemes da minha vida.
Vida?!... _ Claro, vida!
Que bom estar vivo!... só por isso eu sou feliz.
Infelizes são os mortos!
Os mortos são infelizes?!...
_ obviamente.
Eu não sou propriamente um rei, mas
por aí rasteja muita minhoca.
Quando me constipo fico radiante
_ outros sofrem até morrer _ que espectáculo!
Não... Não me confundais, eu sei tudo.
Que ninguém me desminta,
não quero ouvir-vos, calai-vos!!
Ou então falai!... falai!...
eu só ouço o que já sei
_ já nasci com tudo.
Fui criança...
e desenvolvi-me tão bem, tão bem!...
que me tornei o ser mais esplêndido.
Hoje sou um velho sábio,
já vivi muito, mas
quanto a saber, já nasci com tudo!
_ E quanto à morte?
Perguntais se me assusta?!...
Claro que não!
naturalmente serei trasladado.
Sei que não passo duma insignificante peça
no maquinismo da vida
_ mas que ninguém me chame máquina!
Não imagineis que sigo o rasto de outros
só por medo de arriscar caminho incerto:
sei que a verdade está na evidência,
arriscado é seguir o rasto de outrem.
Ainda assim, arrisco tudo
porque sou o melhor do mundo
_ o mais esperto, o mais afoito!
Quem se atreve a desafiar-me
para uma guerra corpo a corpo?!
_ Quanto valerá esse gesto?...


Janeiro de 92

domingo, 31 de agosto de 2008

Convívio entre Abril e Maio (28) - Até ao lavar dos cestos ... (16) - Te admiro



Building a rainbow de Tito Salomoni



http://planeta.terra.com.br/lazer/tahyane/amm12.htm



Te admiro
não somente pelo que és
mas pelo o que eu sou
quando estou contigo.
Não pelo teu jeito de ser
mas porque através de ti
pude conhecer o meu.



Te agradeço
por não teres feito
o que somente a mim caberia fazer.
Por teres sido a luz que
despertou uma parte de mim
que estava adormecida.
Através de ti pude descobrir
minha força interior
e uma beleza que eu desconhecia
que ninguém poderia ver por mim.



Terás sempre o meu carinho,
por teres feito com que eu visse
que a minha vida não é
um castelo em ruínas,
mas um templo onde
acharei os maiores tesouros.
Depende apenas de mim
torná-los inesgotáveis,
depende apenas de mim
querer ser feliz...

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Conversa e Poesia pela madrugada fora (2)


Canal

Data

Autor

poema



Brisa 99.10.17 Alberto Caeiro
[00:24] De Alberto Caeiro
[00:24] poema XLIX do GUARDADOR DE REBANHOS:
[00:24] Meto-me para dentro, e fecho a janela.
[00:24] Trazem o candeeiro e dão as boas noites.
[00:24] E a minha voz contente dá as boas noites.
[00:24] Oxalá a minha vida seja sempre isto;
[00:24] O dia cheio de sol, ou suave de chuva,
[00:24] Ou tempestuoso como se acabasse o mundo,
[00:24] A tarde suave e os ranchos que passam
[00:24] Fitados com interesse da janela,
[00:24] O último olhar amigo dado ao sossego das árvores.
[00:24] E depois, fechada a janela, o candeeiro aceso,
[00:24] Sem ler nada, nem pensar em nada
[00:25] ...
[00:25] Poema do PASTOR AMOROSO:
[00:25] É talvez o último dia da minha vida.
[00:25] Saudei o sol, levantando a minha mão direita,
[00:25] Mas não o saudei, dizendo-lhe adeus,
[00:25] Fiz sinal de gostar de o ver antes; mais nada.
[00:25] *** sonda has joined #brisa
[00:26] faltam os dois últimos versos do Guardador
[00:26] Sem ler nada, nem pensar em nada, nem dormir,
[00:26] Sentir a vida correr por mim como um rio por seu leito,
[00:26] E lá fora um grande silêncio como um deus que dorme.

Brisa 99.10.17 Bocage
[00:04] De:Manuel Maria Barbosa du Bocage
[00:04] .
[00:04] Soneto
[00:04] .
[00:04] A frouxidão no amor é uma ofensa,
[00:04] Ofensa que se eleva a grau supremo;
[00:04] Paixão requer paixão; fervor e extremo
[00:04] Com extremo e fervor se recompensa.
[00:04] .
[00:04] Vê qual sou, vê qual és, vê que dif'rença!
[00:04] Eu descoro, eu praguejo, eu ardo, eu gemo;
[00:04] Eu choro, eu desespero, eu clamo, eu tremo;
[00:04] Em sombras a razão se me condensa.
[00:04] .
[00:05] Tu só tens gratidão, só tens brandura,
[00:05] E antes que um coração pouco amoroso,
[00:05] Quisera ver-te uma alma ingrata e dura.
[00:05] .
[00:05] Talvez me infadaria aspecto iroso,
[00:05] Mas de teu peito a lânguida ternura
[00:05] Tem-me cativo, e não me faz ditoso.
[00:05] .
[00:05] FIM

brisa 99.09.28 Born_
[23:17] Amo-te,
[23:17] Palavra que anseio dizer
[23:17] quando Estás por perto,
[23:17] sentimento convicto
[23:17] esperançoso e triste,
[23:17] sinto nos meus olhos
[23:17] lágrimas de Amor
[23:17] que por Ti anseiam,
[23:17] que por Ti choram,
[23:17] Flôr da minha vida.
[23:17] Desejo,
[23:17] desejo que me aqueças
[23:17] nas frias noites de Inverno,
[23:18] aquece-me,
[23:18] aquece-me com Teu corpo quente,
[23:18] húmido,
[23:18] ardo em ciúme
[23:18] só de pensar.
[23:18] Abraça,
[23:18] Abraça meus desejos
[23:18] apenas iludidos
[23:18] com Tua voz,
[23:18] voz que anseio ouvir
[23:19] voz que anseio Amar
[23:19] espero que me digas,
[23:19] assim como eu,
[23:19] AMO-TE!

brisa 99.09.28 Born_
[23:25] AMOR,
[23:26] doce palavra com
[23:26] que Te defino.
[23:26] Ès o Sol em que
[23:26] me anseio escaldar,
[23:26] O Mar em que
[23:26] anseio mergulhar,
[23:26] A Luz que
[23:26] á noite me ofusca,
[23:26] Ès o sangue que
[23:26] flutua em mim,
[23:26] que irradia calor,
[23:26] que me aqueçe,
[23:27] que me faz sentir vivo,
[23:27] desejado, acariciado
[23:27] por Tuas mãos de vidro
[23:27] eternamente jovens,
[23:27] Ès a água que bebo,
[23:27] A comida que como,
[23:27] O perfume que me
[23:27] entranha na pele
[23:27] A necessidade que
[23:27] tenho em te têr.
[23:27] Quero apenas Te dizer
[23:28] AMOR.



Brisa 99.09.28 Born_ [23:33] Abraça-me,
[23:33] Deseja-me,
[23:33] Ama-me com todas
[23:33] as Tuas forças,
[23:33] Ilude-me
[23:33] com o Teu olhar,
[23:33] convençe-me a ser Teu
[23:33] para sempre,
[23:33] Engole-me nas asas
[23:33] da Tua paixão
[23:33] que para sempre desejo
[23:33] que sejam minhas,
[23:33] Amputa-me o sofrimento
[23:33] que sinto em não Te têr,
[23:33] Liberta-me,
[23:33] Liberta-me deste sofrimento
[23:33] que Me causas,
[23:34] desta grande mágoa que sinto,
[23:34] desta infinita dor
[23:34] que tenho em meu peito,
[23:34] Adoro-Te
[23:34] mais que tudo Adoro-Te,
[23:34] sobre tudo e todos
[23:34] Te desejo cada vez mais
[23:34] Abraça-me,
[23:34] Abraça-me!!

Brisa 99.11.20 Carlos Said
[02:10] Femina
[02:10] .
[02:10] Não lavei os seios
[02:10] pois tinham o calor
[02:10] da tua mão.
[02:10] .
[02:10] Não lavei as mãos
[02:10] pois tinham os sons
[02:10] do teu corpo.
[02:11] .
[02:11] Não lavei o corpo
[02:11] pois tinha os rastros
[02:11] dos teus gestos;
[02:11] tinha também, o meu corpo,
[02:11] a sagrada profanação
[02:11] do teu olhar
[02:11] que não lavei.
[02:11] .
[02:11] Nem aqueles lençois,
[02:11] nÆo os lavei,
[02:11] nem os espelhos,
[02:11] que continuam
[02:11] onde sempre estiveram:
[02:11] porque eles nos viram
[02:11] cúmplices, e a paixão,
[02:11] no paraíso,
[02:11] parece que era.
[02:11] .
[02:11] Lavei, sim,
[02:11] lavei e perfumei
[02:12] a alma, em jasmim,
[02:12] que é tua, só tua,
[02:12] para te esperar
[02:12] como se nunca tivesses ido
[02:12] a nenhum lugar:
[02:12] donde apaguei
[02:12] todas as ausências
[02:12] que apaguei
[02:12] ao teu olhar.
[02:12] Carlos Said



brisa 99.10.07 Cecília Meireles
[00:00] _1,0 MOTIVO
[00:00] _1,0 *
[00:00] _1,0 Eu canto porque o instante existe
[00:00] _1,0 e a minha vida está completa
[00:00] _1,0 Sou poeta.
[00:00] _1,0 Não sou alegre nem sou triste:
[00:00] _1,0 *
[00:00] _1,0 Irmão das coisas fugidias,
[00:00] _1,0 não sinto gozo nem tormento.
[00:00] _1,0 no vento.
[00:00] _1,0 Atravesso noites e dias
[00:00] _1,0 *
[00:00] _1,0 Se desmorono ou se edifico,
[00:00] _1,0 se permaneço ou me desfaço,
[00:00] _1,0 ou passo.
[00:00] _1,0 - não sei, não sei. Não sei se fico
[00:00] _1,0 *
[00:01] _1,0 Sei que canto. E a canção é tudo.
[00:01] _1,0 Tem sangue eterno a asa ritmada.
[00:01] _1,0 - mais nada.
[00:01] _1,0 E um dia sei que estarei mudo:
[00:01] _1,0 *
[00:01] _1,0 Cecília Meireles

Brisa 99.10.17 Cecília Meireles
[00:20] a poesia
[00:20] *
[00:20] *
[00:20] Interlúdio
[00:20] *
[00:20] *
[00:21] As palavras estão muito ditas
[00:21] e o mundo muito pensado.
[00:21] Fico ao teu lado.
[00:21] *
[00:21] Não me digas que há futuro
[00:21]
nem passado.
[00:21]
Deixa o presente - claro muro
[00:22]
sem coisas escritas.
[00:22]
*
[00:22]
Deixa o presente. Não fales,
[00:22]
Não me expliques o presente,
[00:22]
pois é tudo demasiado.
[00:22]
*
[00:22]
Em águas de eternamente,
[00:23]
o cometa dos meus males
[00:23]
afunda, desarvorado.
[00:23]
*
[00:23]
Fico ao teu lado.
[00:23]
Cecília Meireles



Brisa 99.10.17 Egito Gonçalves
[00:07]
Com palavras
[00:07]
.
[00:07]
Com palavras me ergo em cada dia!
[00:07]
Com palavraslavo, nas manhãs, o rosto
[00:07]
e saio para a rua.
[00:08]
Com palavras inaudiveis grito
[00:08]
para rasgar os risos que nos cercam.
[00:08]
.
[00:08]
Ah! de palavras estamos todos cheios.
[00:08]
Possuimos arquivos, sabemo-las de cor
[00:09]
em 4 ou 5 línguas.
[00:09]
Tomamo-las à noite em comprimidos
[00:09]
para dormir o cansaço.
[00:09]
.
[00:09]
As palavras embrulham-se na língua.
[00:10]
As mais puras transformam-se, violáceas,
[00:10]
roxas de sil~encio. De que servem
[00:10]
asfixiadas em saliva, prisioneiras?
[00:10]
.
[00:11]
Possuimos, das palavras, as mais belas;
[00:11]
as que seivam o amor, a liberdade...
[00:11]
Engulo-as perguntando-me se um dia
[00:12]
as poderei navegar;se alguma vez dilatarei o pulmão que as encerra.
[00:12]
.
[00:12]
Atravessa-nos um rio de palavras:
[00:12]
Com elas me deito, me levanto,
[00:13]
e faltam-me palavras para contar...
[00:13]
.
[00:13]
Egito Gonçalves

Brisa
99.10.16/17 Feel
[00:01]
. Etiqueta
[00:01]
.
[00:01]
...Olha a minha mão ...
[00:01]
diz aqui ... algures ...
[00:01]
Made in Portugal !
[00:01]
algures ...
[00:01]
isento de malícia!
[00:01]
Mais ainda ...
[00:01]
Isento de qualquer malícia!
[00:01]
...algures ! (...Exacto!)
[00:01]
ah... e não lavar na máquina!
[00:01]
Claro ! Diz aqui na minha mão!
[00:01]
...garantiu-me a cigana!
[00:01]
Teve de ser num sábado...
[00:01]
que em qualquer outro dia
[00:01]
estaria ali um polícia
[00:01]
indiferente à minha mão!
[00:01]
Foi a cigana estrábica!
[00:01]
E eu paguei-lhe 100$00!
[00:01]
Ela leu-me só uma linha
[00:01]
da etiqueta desta vida
[00:02]
no Jardim da Estrela ...
[00:02]
ao fim da tarde!
[00:02]
Teve de ser num sábado...
[00:02]
.
[00:02]
________________________LuMelo


brisa 99.10.16 Feel
[23:17]
. Vida (5)
[23:17]
Construímos um castelo
[23:17]
com pedaços escolhidos
[23:17]
de mar e areia
[23:17]
numa certa margem de poesia.
[23:17]
Por outras palavras:
[23:17]
um prazer platónico
[23:17]
que se lê e escreve...
[23:17]
com aquilo que se dá ...
[23:17]
sem ideia de um retorno;
[23:18]
com aquilo que se recebe
[23:18]
sem ter de se possuir!
[23:18]
Claro! ...ele há mágoas
[23:18]
porque se tenta a vida
[23:18]
em planos de sublimação!
[23:18]
Claro! O ser é imperfeito
[23:18]
e o ser... somos todos!
[23:18]
Mas...
[23:18]
ainda que eu seja ínfimo...
[23:18]
também quero poder voar!
[23:18]
Mesmo com asas curtas
[23:18]
mas que sempre me bastem
[23:18]
para furar o céu !
[23:18]
.
[23:18]
E eu sei que estás comigo
[23:18]
e vês os meus enredos
[23:18]
e o irradiar de paixão
[23:18]
na margem dos meus partos!
[23:18]
Vês uma aura sensível
[23:18]
e o sentido descoberto
[23:18]
de um certo tempo de amar
[23:18]
que põe à prova
[23:18]
qualquer certeza acumulada
[23:18]
por tantos caminhos.
[23:18]
Não será isso... crescer?
[23:18]
ou será só o desassossego
[23:18]
das encruzilhadas ...?
[23:18]
e os dados a baralham-se
[23:18]
- e dirás tu -
[23:19]
"pela condição inquieta"
[23:19]
de uma mente criativa. (?)
[23:19]
Sim!...que nada é exacto
[23:19]
bem lá no fundo da gente!
[23:19]
.
[23:19]
Sem nos darmos conta disso
[23:19]
somos tão frágeis...
[23:19]
porventura até
[23:19]
só por sermos mortais!
[23:19]
Quem sabe? Com o tempo...
[23:19]
.
[23:19]
Bem na alma da tempestade
[23:19]
a poesia incendeia
[23:19]
uma pira de verdades
[23:19]
e resiste aos ciclones
[23:19]
na força maior da paixão!
[23:19]
Fica a tal fragilidade a nu
[23:19]
exposta na bonança
[23:19]
de uma ressaca interior !
[23:19]
Por fora da nossa alma
[23:19]
até podemos chorar ...!
[23:19]
Por fora é só o visível,
[23:19]
o reflexo condicionado.
[23:19]
Por dentro...
[23:19]
morremos, sempre, em parte
[23:19]
mas renascemos!... Também!
[23:19]
Geramos monstros e deuses
[23:19]
gritamos e rangemos dentes
[23:19]
se um mar ainda for pouco
[23:20]
e não consumar uma lágrima!
[23:20]
.
[23:20]
Neste preciso momento,
[23:20]
sinto-te enredada em mim
[23:20]
a desfrutar palavras
[23:20]
a procurar-lhes verdades
[23:20]
a um tempo profundas
[23:20]
e "elaboradas" !!!
[23:20]
Por incrível que pareça
[23:20]
este nosso instante
[23:20]
tem um desígnio expresso
[23:20]
que desponta de um diálogo
[23:20]
do fluir de um riacho
[23:20]
pela veia nova de um poema.
[23:20]
E leia-se no nosso sorriso
[23:20]
a esperança bonita
[23:20]
num tempo de entendimentos;
[23:20]
E este sentir lisonjeiro
[23:20]
é a cor libertária,
[23:20]
é hálito forte da terra-mãe
[23:20]
pela magia que vive em nós!
[23:20]
.
[23:20]
Impensadamente...
[23:20]
procura-se um refúgio
[23:20]
em cada gesto de ternura
[23:20]
daí ser tão pleno o abraço
[23:20]
como renovar do instinto
[23:20]
de, meramente, nos termos e...
[23:20]
o ansiar, nos nossos termos,
[23:21]
a um espaço tão humano
[23:21]
em que se sente um lar.
[23:21]
.
[23:21]
.
[23:21]
______________________LuMelo

Brisa 99.10.16 Feel
[23:44]
. Flor
[23:44]
.
[23:44]
Sonhei
[23:44]
loucura num coração
[23:44]
o grito numa lágrima...
[23:44]
Sonhei
[23:44]
paixão e alma
[23:44]
e um chorar de raiva...
[23:44]
O sonho foi,
[23:44]
beber-te num lírio,
[23:44]
...numa névoa...
[23:44]
desflorada.
[23:44]
...foi amar-te,
[23:44]
bela flor,
[23:44]
na alvorada.
[23:44]
Do sonho ficou
[23:44]
em bruma esta dor
[23:44]
difusa ...espelhada
[23:44]
de imagem incolor...
[23:44]
...ficou o não ser
[23:44]
este corpo o eleito
[23:44]
ai!...nem este peito.
[23:44]
ai!...ficou o querer
[23:44]
a pele branca
[23:45]
que minha Florbela
[23:45]
... espanca.
[23:45]
.
[23:45]
______________LuMelo

Brisa 99.09.28 Gathering
[23:51]
Ontem... Hoje... Amanhã...
[23:51]
Levemente nasce o Sonho,
[23:51]
Balançando entre a vida
[23:52]
E a irrealidade,
[23:52]
Alterando o presente
[23:52]
Sonho com o futuro...
[23:52]
Levemente cresce o Sonho,
[23:52]
Ultrapassando o querer
[23:52]
Torna-se o real ser,
[23:52]
Sonhando no presente
[23:52]
Altero o futuro...
[23:52]
Levemente morre o Sonho
[23:52]
Numa vida de ilusões
[23:52]
Onde nada é o que parece
[23:52]
E tudo o que é parece
[23:52]
Vivendo sonhos presentes
[23:52]
Alcanço ilusões futuras...
[23:52]
Lentamente nasce a realidade
[23:52]
Fruto de um sonho desejado...
[23:52]
De uma ilusão alcançada...
[23:52]
Travando uma batalha passada
[23:52]
Construi uma vida presente...
[23:52]
Onde a vida ultrapassa o sonho
[23:52]
E a ilusão se tornou realidade...
[23:52]
Amando-te no passado,
[23:52]
Amo-te no presente
[23:52]
E para todo o futuro!!!
[23:52]
Gathering 5/8/99



brisa 99.09.28 Gathering
[00:03]
Queria escrever-te algo bonito...
[00:03]
Gostava de conseguir escrever o que sinto....
[00:03]
Mas tenho lágrimas que não me deixam...
[00:03]
Lágrimas de alegria inexplicável,
[00:03]
de uma felicidade imensa...
[00:03]
Lágrimas teimosas
[00:03]
que me rolam pela face,
[00:03]
na esperança de te encontrarem
[00:03]
no seu caminho e ao te tocarem
[00:03]
sentirem, como eu, o amor
[00:04]
que me percorre as veias...
[00:04]
Lágrimas errantes
[00:04]
que procuram a felicidade
[00:04]
de te encontrar e acabam perdidas
[00:04]
na noite, vazia pela ausência da tua presença...
[00:04]
Quem me dera que este momento nunca chega-se, quando a lua vai alta
[00:04]
e a tua partida se torna inevitável e tal como no inverno a noite
[00:04]
torna-se cinzenta...
[00:04]
Ansiando o regresso do sol que trará consigo de novo o motivo de
[00:04]
tamanha alegria e a doçura de estar contigo...
[00:04]
Deito-me e descanso estes olhos fartos de chorar, onde cada lágrima
[00:04]
espera a sua oportunidade para tentar a sorte de te encontrar, como
[00:04]
eu te encontrei e logo sentir o que eu senti para perceber que foi
[00:04]
lágrima mas foi feliz...
[00:04]
Gathering 1/5/99

brisa 99.09.29 Gathering
[00:21]
Beco sem saída
[00:21]
Pensamentos obscuros
[00:21]
Percorrem-me a mente
[00:21]
Vazia e cheia de nada.
[00:21]
Sentimentos doces
[00:21]
Envolvem-me o coração
[00:21]
Apaixonado e despedaçado.
[00:21]
Procuro algo,
[00:21]
Mas não sei o quê!
[00:21]
Quero poder ser,
[00:21]
Mas nem sei porquê!
[00:21]
Talvez ser,
[00:21]
Seja algo que sou...
[00:21]
Mas se sou,
[00:21]
Que procuro ser?
[00:21]
Talvez eu seja
[00:21]
O que sou
[00:21]
E lute
[00:21]
Pelo que quero ser.
[00:21]
Mas acho
[00:21]
Que não sei
[00:21]
Bem o que sou,
[00:21]
Ou o que quero ser...
[00:21]
Provavelmente já sou,
[00:22]
Mas ninguém
[00:22]
Me avisou que eu era...
[00:22]
Mas que interessa
[00:22]
O que sou?
[00:22]
Quando sei que existo!
[00:22]
Estou aqui...
[00:22]
Se sou ou não,
[00:22]
A isso não sei responder,
[00:22]
Mas existir,
[00:22] *** Lars has joined #Brisa
[00:22] *** ChanServ sets mode: +o Lars
[00:22]
Sei que existo,
[00:22]
E vivo encurralado
[00:22]
Neste beco sem saída
[00:22]
Que é a vida.
[00:22]
Este Beco sem saída
[00:22]
Que nos conduz
[00:22]
Para lá do ser
[00:22]
E da existência.
[00:22]
Nesta via de sentido único
[00:22]
Pela qual todos passamos
[00:22]
E só desejamos
[00:22]
Que dure mais um pouco...
[00:22]
Tantos caminhos e atalhos
[00:22]
Podemos escolher,
[00:22]
Porquê escolher o mais usado?
[00:22]
Para ser mais sensato?
[00:22]
Para quê escolher
[00:22]
Um atalho,
[00:22]
Um caminho mais fácil e menos doloroso,
[00:22]
Se esse nos tira
[00:23]
O ser e o existir?
[00:23]
Tanto trabalho para saber se sou
[00:23]
Ou se existo...
[00:23]
E depois acabar,
[00:23]
Chegar ao fim do beco
[00:23]
E descobrir
[00:23]
Que não tem saída,
[00:23]
Para além da morte,
[00:23]
Que é, e existe
[00:23]
Tal como nós.
[00:23]
Alimentando-se
[00:23]
Dos que foram
[00:23]
E consumindo os que são
[00:23]
Porque no fim desse beco
[00:23]
Todos se encontram...
[00:23]
Mais tarde ou mais cedo,
[00:23]
Acabarse-á a estrada
[00:23]
E a caminhada terminará...
[00:23]
No Fundo do Beco.
[00:23]
Gathering, Day Dream
[00:23]
28-1-98 5h45m

brisa 99.10.06 Gathering
[01:02]
Sentir amor
[01:02]
É algo que nos ultrapassa,
[01:02]
Algo que não controlamos.
[01:02]
Aparece quando menos se espera,
[01:02]
Vindo donde menos se espera.
[01:02]
Desde logo se sente
[01:02]
A chama da paixão ardente.
[01:02]
Desde logo se vê
[01:02]
Que só amor pode ser.
[01:02]
Sente-se o calor
[01:02]
Que o coração nos aquece.
[01:02]
Vê-se que éamor
[01:02]
Quando, mesmo longe, não se esquece.
[01:02]
Amor, só pode ser.
[01:02]
Só em ti consigo pensar
[01:02]
Só em ti quero viver
[01:02]
Tudo por te amar.
[01:02]
Amar é um sentimento
[01:02]
Do mais belo existente.
[01:02]
Não se sabe quando vem
[01:02]
Só se sente... Amor.
[01:02]
Gathering, Day Dream

Brisa 99.10.06 Gathering
[01:21]
UTOPIA
[01:21]
Sonhei várias vezes que estávamos juntos,
[01:21]
Mas quando acordava,
[01:21]
Via que tudo não passara de um belo sonho,
[01:21]
E ficava triste por não ser real.
[01:21]
Sonhei que o tempo voltava atrás,
[01:21]
E tudo se voltava a repetir,
[01:21]
Mas de uma maneira diferente.
[01:21]
No meu sonho tu não partias
[01:21]
Dizia-te " AMO - TE " ,
[01:21]
E tu respondias-me com o teu AMOR.
[01:21]
Mas quando acordava,
[01:21]
Via que tudo não passara de um belo sonho,
[01:21]
E ficava triste por não ser real.
[01:21]
Sonhei...
[01:21]
Sonhei contigo.
[01:21]
Sonhei , e enquanto sonhava vagueava por ai à tua procura.
[01:21]
Em vão, te procurei,
[01:21]
Pois não te encontrei,
[01:21]
E eu Amava-te onde quer que passava.
[01:21]
Sonhei,
[01:21]
Mas depois acordei
[01:21]
E vi que tudo não passara de um belo sonho,
[01:21]
E fiquei triste por não ser real.
[01:21]
Gathering, Day Dream

brisa 99.10.06 Gathering
[01:42]
Dizendo baixinho
[01:42]

[01:42]
I
[01:42]
No escuro da noite
[01:42]
vou para vale de lençóis
[01:42]
Penso em ti.
[01:42]
Ao olhar o céu
[01:42]
Escuto as estrelas,
[01:42]
Que baixinho me dizem
[01:42]
" Luta que conseguirás "
[01:42]

[01:42]
II
[01:42]
Deito-me a dormir
[01:42]
E sonho contigo.
[01:42]
No calor da noite
[01:42]
Acordo com uns sussurros,
[01:42]
Que baixinho me dizem
[01:42]
" Ama que conseguirás "
[01:42]

[01:42]

[01:42]
III
[01:42]
Saio de casa
[01:42]
E lembro-me de ti.
[01:42]
Perdido
[01:42]
Vagueio pelas ruas,
[01:42]
Que baixinho me dizem
[01:43]
"Luta pelo Amor e conseguirás"
[01:43]

[01:43]
IV
[01:43]
" Ama quem te ama,
[01:43]
Não importa quem seja.
[01:43]
Ama quem te ama,
[01:43]
Não importa onde esteja.
[01:43]
Só Lutando pelo Amor
[01:43]
Conseguirás Amar. "
[01:43]

[01:43]
Gathering, Day Dream

Brisa 99.10.06 Gathering
[01:51]
Refúgio para amar
[01:51]
Procuro refúgio no escuro da noite.
[01:51]
Algures onde me possa esconder,
[01:51]
Onde ninguém me possa ver.
[01:51]
Procuro um sítio para pensar,
[01:51]
:))
[01:51]
E a Chorar
[01:51]
Relembrar o que é amar.
[01:51]
Amar como eu amei,
[01:52]
Amar como eu amo.
[01:52]
Sofrer como eu sofri,
[01:52]
Sofrer como eu sofro.
[01:52]
Só, triste e abandonado.
[01:52]
Amar sem ser amado,
[01:52]
É este o maior pecado.
[01:52]
Amar sem ser amado,
[01:52]
Triste, só e abandonado.
[01:52]
A vida nem sempre é justa,
[01:52]
Mas se a vida não o é,
[01:52]
O que será então o Amor?
[01:52]
Belo sentimento inocente
[01:52]
Que peca de tanto doçura.
[01:52]
Destruidor de vidas e corações.
[01:52]
Alegre e por vezes triste.
[01:52]
Amar nem sempre é bom.
[01:52]
Por vezes trás sofrimento,
[01:52]
Dor e tristeza.
[01:52]
Procuro refúgio no escuro da noite.
[01:52]
Procuro o amor onde me possa
[01:52]
Refugiar e esconder, sem
[01:52]
Ninguém me ver.
[01:52]
No escuro da noite para amar.
[01:52]

[01:52]

[01:52]
Gathering, Day Dream

brisa 99.10.06 Gathering
[01:57]
Hoje cometi o mais doce dos pecados...
[01:57]
Senti a doçura do teu tocar
[01:57]
O brilho do teu olhar...
[01:57]
Hoje amei a mais doce das princesas...
[01:57]
Subi ao topo do mundo
[01:57]
E sobrevoei o paraíso...
[01:57]
Hoje descobri o mais doce dos sonhos...
[01:57]
A mais sentida das paixões
[01:57]
A mais meiga das almas...
[01:57]
Enquanto o céu tocava o mar...
[01:57]
A lua escondia o sol
[01:57]
Eu amei-te...
[01:57]
Tudo em ti é tão doce...
[01:57]
Tudo em ti é tão meigo
[01:57]
Tudo o que tu és EU AMO!!!
[01:57]
17-1-99

brisa 99.10.06 Gathering
[02:03]
Mergulhando entre as nuvens
[02:03]
Encontrei-te e segui-te...
[02:03]
Encantado com a tua graça
[02:03]
Apaixonado pelo teu sentir...
[02:04]
Procurando entre as estrelas
[02:04]
Encontrei-te e segui-te...
[02:04]
Iluminado pelo teu brilhar
[02:04]
Aquecendo-me com o teu calor...
[02:04]
Procurando-te olhei a lua
[02:04]
E encontrei o teu sorriso...
[02:04]
Procurando-te olhei o sol
[02:04]
E Encontrei o teu AMOR!!!
[02:04]
Gathering 1/4/99

Brisa 99.10.07 Gathering
[00:22]
Nascido para te amar
[00:22]
Nasci sem esperança
[00:22]
Para alcançar
[00:22]
Nem Coragem para procurar...
[00:22]
Amedrontado
[00:22]
pelo medo de viver
[00:22]
e pela dor do errar...
[00:22]
Enganado por vezes
[00:22]
Ousei "amar" errantemente,
[00:22]
Simples sentimentos inocentes...
[00:22]
Simplesmente encontraste-me
[00:22]
Perdido na minha vida...
[00:22]
Amedrontado pelos meus erros...
[00:22]
Simplesmente Senti-te...
[00:22]
E ai nasci...
[00:22]
Somente para te amar.
[00:22]
gathering 6/10/99 3:18

brisa 99.10.07 Gathering
[00:29]
Como poderei definir
[00:29]
Um sentimento indefinivel?
[00:29]
Uma sensação inexpressivel...
[00:29]
Usar palavras para
[00:29]
Transformar um sentimento
[00:29]
numa mera definicao...
[00:29]
Descrever a felicidade
[00:29]
Que me trazes,
[00:29]
A alegria com que vives...
[00:29]
Como poderei escrever...
[00:29]
Descrever...
[00:29]
Exprimir...
[00:29]
Definir... o AMOR!!!
[00:29]
Gathering 6/10/99 2:54

brisa 99.10.07 Gathering
[00:57]
Nunca na imensidao do universo
[00:57]
Me sentirei sozinho
[00:57]
Se tu estiveres a meu lado.
[00:57]
Nunca o sonho
[00:57]
Sera irreal
[00:57]
Se for sonhado contigo.
[00:57]
Nunca a noite chegara
[00:57]
Se a tua magia
[00:57]
dormiram?
[00:57]
Me iluminar.
[00:57]
Nunca a minha vida
[00:57]
Estara vazia
[00:57]
Se fizeres parte dela.
[00:57]
Gathering 26/2/99 --> 2h15m

brisa 99.10.08 Gathering
[01:17]
Não te posso dizer o que sinto por ti,
[01:17]
Pois o que sinto é indiscritível...
[01:17]
Não sou capaz de te explicar
[01:17]
Porque sinto tanto a tua ausência...
[01:17]
Nem porque adoro tanto a tua presença...
[01:17]
Gostava de te saber dizer
[01:17]
Porque me sinto perdido
[01:17]
Quando estou longe de ti...
[01:17]
Tal como me sinto vivo
[01:17]
Quando estás junto a mim...
[01:17]
Para te dizer o quanto gosto de ti...
[01:17]
Só encontrei uma palavra...
[01:17]
De entre todas as palavras do mundo...
[01:17]
É das k mais kusta dizer...
[01:17]
E das k mais kusta a sentir...
[01:17]
Mas entre todos os sentimentos
[01:18]
É o mais puro, e o que sinto por ti!!!
[01:18]
AMO-TE!!!
[01:18]
Gathering 2h11m 15-3-99

Brisa 9.09.29 Gathering
[00:42]
Sempre sonhei contigo...
[00:42]
Sempre procurei a perfeição,
[00:42]
De um amor perfeito
[00:42]
Que encontrei em ti...
[00:42]
Sempre procurei a felicidade,
[00:42]
De uma vida feliz
[00:42]
Que vivo contigo...
[00:42]
Sempre procurei o amor,
[00:42]
Uma alma gémea
[00:42]
Que se escondia em ti...
[00:42]
Sempre procurei um anjo,
[00:42]
Perfeito como tudo
[00:42]
O que vive em ti...
[00:42]
Sempre te procurei,
[00:42]
Sem saber o que procurava
[00:42]
Encontrei-te meu anjo-gémeo!!!
[00:42]
Gathering 24/9/99 1:51

Brisa 99.12.18 Jane
[00:13]
Deixa que....
[00:13]
.
[00:13]
Deixa que o vento voe entre as ramagens
[00:13]
Que eleve os sentimentos às alturas
[00:13]
Deixa que te ame sempre sem ter margens...
[00:13]
Ouça a voz do coração entre as verduras!...
[00:13]
.
[00:13]
Deixa que sinta o som da natureza
[00:13]
Que saboreie o sonho do que sinto
[00:13]
Deixa que em noite escura haja beleza
[00:13]
E que só sejam estrelas seu limite.
[00:13]
.
[00:14]
Deixa que aqueça o sol em noite fria
[00:14]
Que te sinta por perto, na distância...
[00:14]
Ainda que seja o porvir minha ignorância
[00:14]
.
[00:14]
Deixa que viva um sonho em cada dia
[00:14]
Que me envolva numa áurea de magia
[00:14]
Colocando-te bem alto, na importância!...
[00:14]
.
[00:14]
Jane

Brisa 99.12.02 JMSR38
[01:14]
_oh mar.......
[01:15]
_oh mar.......
[01:15]
_oh mar.......
[01:15]
_oh mar.......
[01:15]
_oh mar.......
[01:15]
_autor
[01:15]
_antónio peixinho
[01:15]
_aplausos não...
[01:15]
clap clap clap
[01:15]
_inspirado não?
[01:16]
mar
[01:16]
luar
[01:16]
_mais vale pouco que nada...
[01:16]
andar
[01:16]
_cavar
[01:16]
marchar
[01:16]
para amar
[01:16]
_murchar
[01:16]
my god
[01:16]
_espantar


Brisa 99.09.29 Kant_O
[00:56]
Sentir
[00:56]
o veludo
[00:56]
da voz
[00:56]
o calor
[00:56]
do sorriso
[00:56]
a fragrância
[00:56]
do olhar
[00:57]
o encanto
[00:57]
da alegria
[00:57]
.
[00:57]
Libertar
[00:57]
os gestos
[00:57]
o silêncio
[00:57]
o riso
[00:57]
as lágrimas
[00:57]
.
[00:57]
Dizer
[00:57]
amor
[00:57]
camarada
[00:57]
amiga
[00:57]
companheiro
[00:57]
FIM

brisa 99.10.06 Kant_O
[23:49]
NOTÍCIAS DO BLOQUEIO - I
[23:49]
Do Victor Manuel para alguém, saudações
[23:49]
Não as notícias do meu amigo
[23:49]
mas apenas um aceno
[23:49]
entre a espontaneidade e a reserva
[23:49]
com maior ou menor lucidez e serenidade
[23:49]
neste deserto mais ou menos florido
[23:49]
neste caminho quotidianamente (des)feito
[23:49]
por entre os farrapos das alegrias
[23:49]
dos sonhos
[23:49]
das imaginações
[23:49]
por coisa nenhuma
[23:49]
um apelo
[23:49]
um gesto
[23:49]
apenas
[23:49]
uma simples palavra
[23:49]
Olá amiga!
[23:49]
1985.AGO.11
[23:49]
Setúbal

Brisa 99.10.16 Kant_O
[23:46]
Distração
[23:46]
Procuro-te
[23:46]
levando-me-te
[23:46]
como quem nas mãos leva
[23:46]
um sopro de fragilidade
[23:46]
que tu
[23:46]
em gesto ou palavra dispersas.
[23:46]
Caindo
[23:46]
na seriedade
[23:46]
o sorriso
[23:46]
apagado.
[23:46]
Fim

brisa 99.10.16 Kant_O
[23:47]
Lassos
[23:47]
como roupa
[23:47]
no chão em rodilha
[23:47]
rugas
[23:47]
(imperceptíveis)
[23:47]
nos olhos
[23:47]
um leve sorriso:
[23:47]
olá amiga!
[23:47]
um erguer pela gola
[23:47]
um desalento
[23:47]
um sorriso brando
[23:47]
na serenidadde do entardecer
[23:47]
uma enorme interrogação
[23:47]
a luz do candeeiro
[23:47]
o pó dos caminhos
[23:47]
nos lábios
[23:47]
um leve sorriso
[23:47]
(imperceptíveis)
[23:47]
ao canto dos olhos
[23:47]
rugas
[23:47]
na alma
[23:47]
um enorme cansaço
[23:47]
1972.MAR.04
[23:47]
Évora

brisa 99.10.16 Kant_O
[23:48]
Neste jogo de palavras
[23:48]
e de gestos comedidos
[23:48]
Aqui
[23:48]
neste canto da cidade
[23:48]
preso à roda do leme
[23:48]
em sonhos
[23:48]
que sonho em ti
[23:48]
busco o passado que não fui
[23:48]
no futuro que não serei
[23:48]
suspenso do teu andar
[23:48]
Arde-me o sangue nas veias
[23:48]
neste fogo vento suão
[23:48]
murmúrio do teu sorriso
[23:48]
verde brisa na planura
[23:48]
fresca do teu olhar
[23:48]
1985.07.23
[23:48]
Setúbal

brisa 99.10.16 Kant_O
[23:50]
NOSTALGIA
[23:50]
Procuro dentro de mim
[23:50]
a memória das naus que partiram
[23:50]
nesse teu gesto de me
[23:50]
tocar o rosto
[23:50]
afagar os cabelos
[23:50]
ajeitar o kispoo
[23:50]
toque das tuas mãos
[23:50]
tocata ligeira e graciosa
[23:50]
Recordo a tua pele morena
[23:50]
a tua voz camarada e amiga
[23:50]
quente sedutora
[23:50]
o teu ar fresco e donairoso corpo
[23:50]
a tua mão na minha
[23:50]

[23:51]
kanto: espera um pouco... nem dás tempo para ler um e já vem outro?
[23:51]
e o kanto saíu do canto e disse linda poesia!... :))
[23:51]
no café no cinema ou no restaurante
[23:51]
o teu cabelo curto ou comprido
[23:51]
as tuas palavras
[23:51]
quando me dizes
[23:51]
à partida
[23:51]
rápido pela auto-estrada
[23:51]
não vás depressa
[23:51]
cuida de ti da tua saúde
[23:51]
o beijo na face ou como ave
[23:51]
pássaro lançado ao vento
[23:51]
Regresso em pensamento viajo
[23:51]
Percorro os sítios onde estivemos
[23:51]
o areal o lugar à beira-mar
[23:51]
a esplanada as ruas da cidade aberta
[23:51]
a tua casa acolhedora
[23:51]
o silêncio
[23:51]
Hoje raro me telefonas ou procuras
[23:51]
a não ser quando me sabes doente ou
[23:51]
no dia do meu aniversário
[23:51]
na passagem dos anos
[23:51]
com delicada gentileza!
[23:51]
Flor do mar retraída.

brisa 99.10.16 Kant_O
[23:53]
O que amo em ti é a vida
[23:53]
são os campos, as encostas verdejantes
[23:53]
a cidade, os carros que passam
[23:53]
os animais, as plantas e as árvores
[23:53]
as montras iluminadas e coloridas
[23:53]
a chuva na vidraça ou no rosto
[23:53]
o sol, o mar, a brisa
[23:53]
o cheiro a maresia
[23:53]
o perfume das flores
[23:53]
O que amo em ti é
[23:53]
a verdade
[23:53]
a ternuramor que entre nós é
[23:53]
a camaradagem
[23:53]
o andar que percorre o corpo
[23:53]
cem segredos nem esconderijos
[23:53]
a novidade aventura
[23:53]
o frémito, o prazer, a paz
[23:54]
Somos milhares somos milhões
[23:54]
pelas estradas e pelos atalhos
[23:54]
pelos campos e pelos pinhais
[23:54]
pelas ruas e pelos becos
[23:54]
na cidade dos homens
[23:54]
ombro a ombro
[23:54]
frente a frente
[23:54]
lado a lado
[23:54]
desencontrados

Brisa 99.11.10 Kant_O
[01:39]
VERAMENTE VERO
[01:40]
Os dias vão correndo
[01:40]
e a esperança é uma máscara
[01:40]
petrificada
[01:41]
cpom o vago sorriso
[01:41]
transformado em deserto
[01:41]
suspenso de mil passos
[01:42]
prosseguindo seu destino
[01:42]
(in)certo
[01:42]
A casa está vazia e a mesa quebrada
[01:42]
num fervilhar lento e calmo
[01:42]
Fecho a claridade que não é minha
[01:43]
e meto-me silenciosamente
[01:43]
em mim
[01:43]
envolto nas espiras da música em cres.cendo
[01:44]
É na casa ao lado que batem à porta
[01:44]
É no outro telefone que a campainha toca
[01:44]
É na outra caixa que o correio cai
[01:45]
É com outrem que se busca a companhia
[01:45]
para o café ou
[01:45]
ao fim do dia
[01:45]
Para mim ficam os livros
[01:45]
o carro
[01:45]
as fotografias
[01:45]
os filmes e as séries televisivas
[01:46]
Rio-me e o riso fica à flor da pele!
[01:46]
Procuro e o encontro não passa por aqui
[01:47]
Projecto trabalhando com bolas de sabão!
[01:47]
Nenhuma criança corre dentro de mim.
[01:47]
Minuto a minuto perde a vida o sentido
[01:47]
1989.06.06
[01:47]
FIM

Brisa 99.11.20 Kant_O
[01:50]
LIBERDADE
[01:50]
A felicidade tem o travo amargo
[01:51]
de tudo o que é finito
[01:51]
e no entanto distingo
[01:51]
por entre a multidão
[01:51]
o teu rosto alegre e o teu ar sereno!
[01:51]
Nas tuas mãos e nos meus dedos
[01:51]
nasce uma criança
[01:52]
que sorri e corre dentrode mim.
[01:52]
Em silêncio junto as palavras
[01:52]
percorro o teu corpo
[01:52]
flexivel e moreno.
[01:53]
Um rio enche a casa com o murmúrio de mil candeias
[01:53]
enquanto ouço e reconheço os teus passos.
[01:53]
Rio choro e bailo contigo
[01:53]
quando assomas à porta e
[01:54]
busco o veludo dos teus lábios e do te rosto.
[01:54]
Reparto contigo o pão sobre a mesa
[01:54]
e bebemos o vinho da esperança.
[01:55]
Tudo tem agora outra qualidade
[01:55]
a qualidade do trigoem flor
[01:55]
da brisa incandescente
[01:55]
da sombra refrescante
[01:55]
do sol sem ardor!
[01:55]
E no entanto
[01:55]
para lá deste dia
[01:56]
moram o medo, a fome e a solidão
[01:56]
quando tu não estás!
[01:56]
FIM

Brisa 99.12.02 Kant_O
[01:13]
RIEN QUE LA VERITÉ
[01:13]
EU SOU EU
[01:13]
TU ÉS TU
[01:13]
ELE É ELE
[01:13]
ELA É ELA
[01:13]
TUDO O RESTO É ILUSÃO E/OU
[01:13]
INGÉNUA BOA VONTADE
[01:13]
Victor Manuel
[01:13]
QUE É A VERDADE?
[01:13]
1971.JAN.26
[01:13]
Évora

Brisa 99.12.02 Kant_O
[01:19]
O AMOR É UMA COMPANHIA
[01:19]
É bem, uma companhia, o amor
[01:19]
Por alguém já não querer andar sózinho,
[01:19]
Buscando a claridade e o carinho
[01:19]
P'ra noite e dia terem belo valor.
[01:19]
De Olimpo a vida ganha outro sabor
[01:19]
Desde que se encontre o bom caminho
[01:19]
Do brocado e mui verdejante linho
[01:19]
Vestindo o mar e o céu de calor.
[01:20]
A fera guerra o amor já serena
[01:20]
Fazendo brotar, velha, novas mágoas
[01:20]
Na sempre distante felicidade.
[01:20]
Em doce e renovada cantilena
[01:20]
Por vales e montes partindo fráguas,
[01:20]
Com belo engenho, arte e qualidade.
[01:20]
Victor FIM

Brisa 99.12.06 Kant_O
[01:22]
MUDAM-SE OS TEMPOS, MANTENHA-SE O AMOR
[01:22]
O amor, espelho de muita leitura
[01:22]
Com mil formas e feições, encantado,
[01:22]
Por muitos, belos matizes pintado,
[01:22]
Ao feio traz bem linda fermosura.
[01:22]
Ah! ele tem sempre nova feitura
[01:22]
Do velho em novo ser transformado;
[01:22]
Em boas ou más trovas é louvado,
[01:22]
Quebrado o enlevo, já não perdura.
[01:22]
Então, noutro campo deve a vontade
[01:22]
Buscar o entendimento e carinho;
[01:22]
O mau tédio afastado, sem pena
[01:22]
Renascendo a nova felicidade,
[01:22]
De ouro e verde corando o caminho,
[01:22]
Com ternura doce e vida serena.
[01:22]
Victor - FIM

Brisa 99.12.09 Kant_O
[00:16]
CANTILENA COM MAU GOSTO
[00:16]
Quem quer ver a moça bela
[00:16]
Que na rua vai passando,
[00:16]
Florida, com sentinela,
[00:16]
0 meu sossego roubando?
[00:16]
.
[00:16]
0 meu sossego roubando
[00:16]
Sem leveza d'andorinha,
[00:16]
Em má prisão esvoaçando
[00:16]
Não te vendo, Oh! sinházinha!
[00:17]
.
[00:17]
Não te vendo, oh! sinházinha,
[00:17]
Um deserto vai nascendo;
[00:17]
Bem longe da minha vinha
[00:17]
Por ti mal, vou fenecendo,
[00:17]
.
[00:17]
Por ti mal, vou fenecendo
[00:17]
Nesta casa sem calor;
[00:17]
Não quero ficar sofrendo
[00:17]
Como trigal sem verdor,
[00:17]
.
[00:17]
Como trigal sem verdor
[00:17]
Não me deixes tu ficar;
[00:17]
É bom ter calma d'amor
[00:17]
No mar alto a navegar,
[00:18]
.
[00:18]
No mar alto a navegar
[00:18]
Remando àquele porto,
[00:18]
Com roussinol a cantar
[00:18]
Mui cantante, sem desgosto.
[00:18]
.
[00:18]
Mal cantante, com desgosto,
[00:18]
Vou deixando de cantar;
[00:18]
Ficando mal, mal disposto,
[00:18]
Pela companh'a a fugar!
[00:18]
.
[00:18]
.
[00:18]
Kant_O XimPi
[00:19]
FIM - podem descansar os olhos :-)

Brisa 99.12.18 Kant_O
[00:00]
Nós somos
[00:00]
argila barro calcário
[00:00]
argamassa que une
[00:00]
tijolo a tijolo
[00:00]
pedra a pedra
[00:00]
a ponte o muro a casa o celeiro
[00:00]
o ferro a caldeira o aço
[00:00]
a charrua o arado o tractor
[00:00]
a grua o guindaste o elevador
[00:00]
esta oficina
[00:00]
esta fábrica
[00:00]
a corda a linha
[00:00]
o tecido
[00:00]
que amassa nosso alimento
[00:00]
que protege o nosso corpo
[00:00]
~.
[00:01]
Nós somos o caminho
[00:01]
a distância e o acontecimento
[00:01]
no instante ultrapassados
[00:01]
Sem nós
[00:01]
outra seria a mudança
[00:01]
outra seria a qualidade
[00:01]
outro seria o mundo
[00:01]
outras seriam as sementes
[00:01]
.
[00:01]
Desde sempre pela liberdade e pela paz lutamos
[00:01]
Não pela liberdade dos senhores e dos senhoritos
[00:01]
Não pela paz dos cemitérios
[00:01]
deserto da Roma imperial
[00:01]
Mas pela vida
[00:01]
Enquanto houver voz e mãos
[00:01]
Enquanto houver inteligência e vontade
[00:01]
Enquanto houver
[00:01]
um homem uma mulher
[00:01]
duas crianças
[00:01]
.
[00:01]
.
[00:01]
Kant_O XimPI

Herm 00.08.02 Kant_O
[01:40]
O que amo em ti é a vida
[01:40]
são os campos, as encostas verdejantes
[01:40]
a cidade, os carros que passam
[01:40]
os animais, as plantas e as árvores
[01:40]
as montras iluminadas e coloridas
[01:40]
a chuva na vidraça ou no rosto
[01:40]
o sol, o mar, a brisa
[01:40]
o cheiro a maresia
[01:40]
o perfume das flores
[01:40]
O que amo em ti é
[01:40]
a verdade
[01:40]
a ternuramor que entre nós é
[01:40]
a camaradagem
[01:40]
o andar que percorre o corpo
[01:40]
cem segredos nem esconderijos
[01:40]
a novidade aventura
[01:40]
o frémito, o prazer, a paz
[01:40]
Somos milhares so
[01:40]
Somos milhares somos milhões
[01:40]
pelas estradas e pelos atalhos
[01:40]
pelos campos e pelos pinhais
[01:40]
pelas ruas e pelos becos
[01:40]
na cidade dos homens
[01:40]
ombro a ombro
[01:40]
frente a frente
[01:40]
lado a lado
[01:40]
desencontrados
[01:40]
FIM

Herm 0.08.02 Kant_O
[01:37]
NOTÍCIAS DO BLOQUEIO - I
[01:37]
Do Victor Manuel para alguém, saudações
[01:37]
Não as notícias do meu amigo
[01:37]
mas apenas um aceno
[01:37]
entre a espontaneidade e a reserva
[01:37]
com maior ou menor lucidez e serenidade
[01:37]
neste deserto mais ou menos florido
[01:37]
neste caminho quotidianamente (des)feito
[01:37]
por entre os farrapos das alegrias
[01:37]
dos sonhos
[01:37]
das imaginações
[01:37]
por coisa nenhuma
[01:37]
um apelo
[01:37]
um gesto
[01:37]
apenas
[01:37]
uma simples palavra
[01:37]
Olá amiga!
[01:37]
FIM

Herm 00.08.04 Kant_O
[01:50]
E por deambulações, um fim de semana destes, no final de Abril, fui até à Madeira, à terra do Alberto João (Jardim), como lá é conhecido. Tirei algumas fotografias e comprei alguns postais; visitei a ilha quase toda, que em muitos sítios me fazia lembrar terras do continente: aqui as Serras do Gerês ou de Sintra, além a linha do Estoril, acolá a Serra da Arrábida ou os socalcos dos vinhedos do Rio Douro.
[01:50]
Mas não gostaria de viver numa ilha, especialmente numa ilha tão alcantilada e sem uma única praia, qu
[01:51]
que só existem na Ilha de Porto Santo, onde não fui. Novidade novidade para mim foi ter estado no interior árido da cratera dum vulcão extinto - o Curral das Freiras - ou ver o mar lá em baixo, a 500 metros, na berma duma estreita e sinuosa estrada ou passar com relativa rapidez da beira-mar ao cimo do monte, do calor ao frio relativo, serpenteando pelas estradas sinuosas onde nalguns sítios não cabem dois carros lado a lado
[01:52]
Mas o isolamento das várias povoações tem sido ultrapassado pela construção de túneis e viadutos, que encurtam as distâncias mas normalizam os usos e costumes. Vi poucas flores, salvo em Santana e nos jardins do Funchal. De resto a ilha é duma vegetação luxuriante nalgumas zonas e duma enorme aridez noutras
[01:52]
Quanto às povoações, nada de especial têm quanto ao estilo dos edifícios, que na maioria dos casos se confundem com os de qualquer dormitório de vivendas sem qualidade nos arredores duma qualquer grande cidade do continente. Santana, a para turista ver, conserva alguns exemplares das primitivas casas, de alçado triangular como no Norte da Europa, com telhado de colmo e paredes de madeira
[01:52]
. Também no centro do Funchal as casas fazem lembrar as do Norte de Portugal, o que indicia que os primeiros povoadores (e os seguintes) teriam vindo lá de cima. À noite esta cidade também é bonita, com as luzes cintilando pela íngreme encosta acima.
[01:52]
Mas nem tudo são belezas; há miséria e gente a pedir em muitas terras do interior e no Funchal os meninos pobres que habitam o alto da encosta descem à cidade para a prostituição e o roubo; aliás aqui há tempos foi exibido nos cinemas e na televisão um filme, que não vi, sobre a vida destas crianças, salvo erro denominado Mário.
[01:53]
Por toda a Ilha os beirais das casa possuem imagens de barro vermelho, representando principalmente rostos humanos e pombas, possivelmente com uma função mágica.
[01:53]
Os terrenos íngremes das montanhas são integralmente aproveitados para agricultura, praticada em socalcos escavados penosamente pelo homem como na região duriense; por vezes, as vinhas, nalguns locais batidos pelo vento, são protegidas por muros de canas secas.
[01:53]
A cidade do Funchal situa-se numa encosta íngreme, com ruas estritas e sinuosas, por onde passam os autocarros a grande e a impressionante velocidade. Numa ilha tão pequena, existem várias companhias de autocarros, distinguindo-se pelas cores e cada uma com a concessão duma parte do território. Os passeios de táxi ficam mais baratos, se quatro viajantes se juntarem para dividirem a despesa do seu aluguer. Gostei do Jardim Botânico, com espécimes vegetais de todo o mundo. (Memórias de Viagem, 1997)
[01:53]
~FIM

Herm 00.08.04 Kant_O
[01:56]
De Setúbal falei nas linhas anteriores. Mas a cidade de hoje nada tem a ver com aquela que me encantou, ponto de passagem dum estudante universitário de Angola exilado em Évora a caminho de Lisboa ou do Porto. Setúbal era a Avenida 5 de Outubro, com acácias floridas e as miúdas em bando, era o estuário do Sado visto do Forte de S. Filipe, era o Castelo de Palmela visto de qualquer ponto da cidade tal como o estuário do Sado com a Serra da Arrábida ao fundo. Setúbal era também o enorme paredão
[01:57]
ele tb come, passeia.. :)
[01:57]
dorme..
[01:57]
pensa...
[01:57]
ribeirinho cheio de carros ao entardecer ou de pescadores de cana, com o pôr do sol sempre variado espelhado nas núvens ou cintilando nas águas do rio. Setúbal eram as praias, o desejo das praias que se vieram a revelar desagradavelmente frias e de acesso difícil.
[01:57]
As acácias floridas, rubras ou roxas, a luminosidade do ar e o céu azul faziam lembrar Luanda, tal como o Estuário do Sado, visto do Castelo de S. Filipe, se assemelhava à Baía de Luanda vista da Fortaleza de S. Miguel, com a península de Tróia confundindo-se com a Ilha do Cabo.
[01:58]
Uma cidade são as pessoas, as pedras, as casas e a paisagem circundante. Mas as pessoas de Setúbal revelaram-se uma desilusão. A cidade reúne a dimensão humana das distâncias dentro de si própria das cidades pequenas com o individualismo das grandes cidades onde cada um trata de si, sem a solidariedade dos vizinhos mas, paradoxalmente, com a coscuvilhice e maledicência destes: todos sabem de todos mas cada um trata de si. Nada da camaradagem que encontrei entre as gentes do Barreiro!
[02:00]
Setúbal, destruída pelo terramoto de 1755 e rapidamente reconstruída, do passado pouco conserva.
[02:01]
E o pouco que tinha em edifícios está em ruína e demolição aceleradas. Se é verdade que o Marquês de Pombal não veio a tempo de reconstruir a cidade ao jeito racionalista, Mata Cáceres, o Presidente sucialista desde 1986 tem sido um terramoto que permite que a memória da urbe seja arrasada: moinhos de vento, fábricas conserveiras, bairros como o Salgado ou de Santos Nicolau..
[02:01]
... Persistem, esses sim, os bairros de lata, como o Mal Talhado, da Cova do Canastro, da Monarquina... Se interesse há por estes bairros, não é porque os seus habitantes mereçam melhores condições de vida mas porque se situam encravados em áreas apetecíveis para a especulação urbana. Nos esteiros, as embarcações típicas de outrora apodrecem afundadas no lodo, sem que a Câmara recupere algumas delas, como outras na Península de Setúbal o fazem.
[02:02]
Uma cidade é também o seu traçado e a paisagem circundante. Que resta de Setúbal? O Castelo de Palmela e o Forte de S. Filipe estão encobertos por cortinas de prédios altos, iguais em qualquer cidade e sem nada que a distinga. O mesmo se pode dizer do estuário do Sado e da Serra da Arrábida. A cidade voltou as costas ao rio, que os seus habitantes não desfrutam porque entretanto o porto fluvial vai crescendo e acrescentado à barreira física que já era a linha férrea.
[02:03]
. À beira rio, o horizonte é cortado e abafado por viadutos e muros gradeados. Lisboa alinda-se e Setúbal desfeia-se com o lixo dela proveniente.
[02:03]
É verdade que uma nova camada consumidora surgiu e assim as discotecas e os pubs crescem na parte baixa, sobretudo a poente da Luísa Todi
[02:03]
Mas a vida associativa decresce, os cinemas encerram, a companhia de teatro residente fecha-se em si mesma. Em contrapartida aumentam as situações de marginalização ou exclusão sociais, florescendo as prostituições infantil e feminina, bem como o tráfico e o consumo de droga.
[02:03]
A várzea, solo agrícola fértil, é ocupada paulatinamente por prédios, acabando com as hortas e laranjais que davam origem a doçaria de nomeada. (Notas de Viagem, 1977)

Brisa 99.12.18 Lars
[00:08]
Tudo o q se passa
[00:08]
na minha cabeça
[00:08]
são imagens
[00:08]
Lembranças
[00:08]
E desejos
[00:08]
Frutos da minha imaginação
[00:08]
Q bate asas,
[00:08]
e foje do chão
[00:08]
para voar alto
[00:08]
Como as aves
[00:08]
no meu mundo imaginário
[00:09]
onde eu sou feliz
[00:09]
junto D'ela
[00:09]
Junto do meu coração.
[00:09]
Onde um Buraco eu fiz
[00:09]
Para ser ocupado
[00:09]
não por imagens
[00:09]
não por lembranças
[00:09]
não por desejos
[00:09]
Mas sim por ela.
[00:09]
Musa dos meus sonhos
[00:09]
Anjo da minha fé
[00:09]
Coração do meu corpo
[00:09]
Suor do meu trabalho
[00:09]
Enfim,...
[00:09]
A minha rasão de viver,...
[00:09]
E s
[00:09]
A minha rasão de viver,...
[00:09]
E sofrer,...
[00:09]
Nuno Basto
[00:09]
8/11/99

brisa 99.09.08 Pedro Tamen
[23:23]
VERDES ANOS
[23:23]
.
[23:23]
Era o amor
[23:23]
Que chegava e partia
[23:23]
Estarmos os dois
[23:23]
Era um calor, que arrefecia
[23:23]
Sem antes nem depois
[23:23]
.
[23:23]
Era um segredo
[23:23]
Sem ninguém para ouvir
[23:23]
Eram enganos e era um medo
[23:23]
A morte a rir
[23:23]
Dos nossos verdes anos
[23:23]
.
[23:23]
Foi o tempo que secou
[23:23]
A flor que ainda não era
[23:23]
Como o outono chegou
[23:23]
No lugar da primavera
[23:23]
.
[23:23]
No nosso sangue corria
[23:23]
Um vento de sermos sós
[23:23]
Nascia a noite e era dia
[23:23]
E o dia acabava em nós
[23:23]
.
[23:23]
de Pedro Támen

brisa 99.10.16 Poeta-38
[22:37]
Ao dizer que te amo,
[22:37]
não te darei sómente este amor,
[22:37]
nem esta simples intenção.
[22:37]
.
[22:37]
.
[22:37]
Ao dizer que te amo,meu amor,
[22:37]
estarei também a recolher
[22:37]
a mais bela flor
[22:37]
desse jardim
[22:37]
que se chama vida
[22:37]
e a coloca-la em teus cabelos
[22:37]
para voarem no vento
[22:37]
e irradiarem este perfume divino
[22:37]
de paz e liberdade,
[22:37]
espalhando-o pelo mundo.
[22:37]
.
[22:37]
Ao dizer que te amo,
[22:37]
não estou a viver apenas o presente,
[22:37]
mas sobretudo a acreditar no futuro.

Brisa 99.10.16 Poeta-38
[22:47]
Houve um tempo
[22:47]
em que o descontento
[22:47]
intrépido como uma intempérie
[22:47]
avassalou este vassalo que sou...
[22:47]
.
[22:48]
E indomável me dominei
[22:48]
revolvendo revoltas
[22:48]
nas voltas que dei
[22:48]
acordei despertei
[22:48]
e a partir daí
[22:48]
resolvi que não vi
[22:48]
indecentes cedentes mentiras
[22:48]
tiradas das larvas
[22:48]
largas atadas
[22:48]
de interesses
[22:48]
por vezes revezes de fezes
[22:48]
ficticias malicias
[22:48]
maradas de nadas...
[22:48]
.
[22:48]
Mas mesmo sem querer
[22:48]
mastiguei novamente
[22:48]
os restos amargos
[22:48]
de gente demente doente
[22:48]
de vozes de vómitos
[22:48]
descincronizados zangados
[22:48]
levados vedados
[22:48]
vetados pelo vento de meu pensamento
[22:48]
tormento tornado calado...
[22:48]
.
[22:48]
E mudo me mudo
[22:48]
pra outras paragens viagens
[22:48]
na via da vida
[22:48]
no tempo que espero
[22:48]
sem desespero
[22:48]
esperança lançada
[22:48]
de afectos de fé
[22:49]
que eu quiz e refiz
[22:49]
enfim...feliz.
[22:49]
.
[22:49]
fim


Brisa 99.12.09 sem_nome
[01:06]
tourada
[01:06]

[01:06]

[01:06]
tanto tempo que espero
[01:06]
dentro deste quarto escuro
[01:06]
estoua ouvir cantar e a divertiren se
[01:06]
au fundo do corredor
[01:06]
alguem tocou na fechadura
[01:06]
e vit entao o dia claro
[01:06]
vi as bandas de musica
[01:06]
vi as bareiras
[01:06]
e muita gente a volta .
[01:06]
-
[01:06]
nos primeiros momento eu pensei
[01:06]
que so tinha que me defender
[01:06]
mas esta arena nao tinha saida
[01:07]
começava a comprender
[01:07]
eles fecharao a porta atras de mim
[01:07]
tinhao medo que eu recuasse
[01:07]
vou acbar por apanha-la
[01:07]
aquela bailarina ridicula .
[01:07]
-
[01:07]
andalousia eu lembro me
[01:07]
os prados bordeados de cactus
[01:07]
nao vou tremer enfrante
[01:07]
deste palhaço deste trouxa
[01:07]
eu vou apanha-lo ele e o seu chapeu
[01:07]
os fazer rodear como un sol
[01:07]
esta noit a mulher do torreiro
[01:07]
pode dormir descansada .
[01:07]
-
[01:07]
corri atras de fantasmas
[01:07]
a quase que toquei as bailarinas
[01:07]
eles batera me no pescoço
[01:07]
para me porem de joelhos
[01:07]
de onde vem estes acrobatas
[01:07]
com os fatos de papel
[01:07]
nunca me insinarao a luttar
[01:07]
contra estas bonecas .
[01:07]
-
[01:07]
sentir a arreia debaixo da minha cabeça
[01:07]
commo sabe bem
[01:07]
rezei para que tudo parasse
[01:07]
anadlousia eu me recordo
[01:07]
eu oussos rire comme eu grito
[01:07]
veijo os daançar quando estou a morer
[01:08]
nunca pensei que se podia rire tanto
[01:08]
en frente d'um tumulo .
[01:08]

[01:08]
sera que este mundo e serio
[01:08]
digue-me sera que este mundo e serio
[01:08]
-
[01:08]
si, si hombre, hombre
[01:08]
baila baila
[01:08]
hay que bailar de nuevo
[01:08]
y mataremos otros
[01:08]
otras vidas otros toros
[01:08]
y mataremos otros
[01:08]
venga, venga
[01:08]
venga ,venga bailar
[01:08]
-
[01:08]
-
[01:08]
-
[01:08]
sem nome

Brisa 99.12.09 Sem_nome
[01:10]
dieu assis sur le bord du monde
[01:10]
-
[01:10]
-
[01:10]
si j'ai bien toute ma memoire
[01:10]
disait dieu dans un coin du ciel
[01:10]
j'avais comence une histoire
[01:10]
sur une planete nouvelle toute bleue
[01:10]
bleuee, pour ne pas qu'on la confonde
[01:10]
je vais aller m'assoir sur le toit du monde
[01:10]
voir ce que les hommes ont fait
[01:10]
-
[01:10]
assis sur le rebord du monde
[01:10]
j'y avais mis des gens de passage
[01:10]
j'avais melange les couleurs
[01:10]
je leur avais appris le partage
[01:10]
ils avaient repete par coeur toujours,
[01:10]
tous toujours dans la meme ronde
[01:10]
je vais aller m'assoir sur le toit du monde
[01:10]
voir ce que les hommes ont fait
[01:10]
-
[01:10]
je me souvient d'avoir dis aux hommes
[01:10]
pour chaque fille, une colline de fleurs
[01:10]
puis j'ai plante des arbres a pommes
[01:10]
ou tous le monde a mordu de bon coeur
[01:10]
et partout ,partout des rivieres profondes
[01:10]
je vais aller m'assoir sur le rebord du monde
[01:10]
voir ce que les hommes ont fait
[01:10]
-
[01:11]
soudain toute la vile s'arrete
[01:11]
il parait que les fleuves ont grossit
[01:11]
les enfants s'approchent,
[01:11]
s'inquietentet demande pourquoi « tous ses bruits?»
[01:11]
sans doute dieu et sa barbe blondedieu
[01:11]
qui c'est assit sur le rebord du monde
[01:11]
et qui pleure de le voir tel qu'il est
[01:11]
dieu qui c'est assis sur le rebord du monde
[01:11]
et qui pleure de le voir tel qu'il est....
[01:11]
-
[01:11]
-
[01:11]
-sem nome

brisa 99.11.20 Sindroma
[01:31]
VOLTA
[01:31]
.
[01:31]
.
[01:31]
Não sou nada de novo...
[01:31]
Não fiz nada de novo...
[01:31]
Nem sequer sei
[01:31]
Quem nasceu primeiro
[01:31]
Se a galinha, se o ovo!
[01:31]
.
[01:31]
O que é que eu fiz
[01:31]
Pelo meu povo?
[01:31]
Nem consigo ser feliz...
[01:31]
.
[01:31]
Sinto que aqui me renovo,
[01:31]
Revolvo e revolto...
[01:31]
E volto a ser quem quis!
[01:31]
.
[01:31]
.
[01:31]
Ressoa
[01:31]
99/11/20 - 01h22m

Brisa 99.11.20 Sindroma
[02:22]
No canal...
[02:22]
.
[02:22]
São infinitas as maneiras de dizer poesia...
[02:22]
mesmo que já não haja girassóis
[02:22]
e o sul seja apenas um ponto cardeal...
[02:22]
na massa cinzenta da nossa ilha
[02:22]
sem veleiros, nem sal, nem mágoas...
[02:22]
nem névoas embriegadas de marinheiros...
[02:22]
permaneço de frente para a cal...
[02:22]
Esqueço...
[02:22]
.
[02:22]
.
[02:22]
.
[02:22]
Ressoa
[02:22]
99/05/26

Brisa 99.11.29 Sindroma
[02:03]
ETERNITY
[02:03]
.
[02:03]
.
[02:03]
Fosse Eternity
[02:03]
Apenas um aroma
[02:03]
Que se sente
[02:03]
Uma brisa...
[02:03]
Uma fragância...
[02:03]
.
[02:03]
Eternidade
[02:03]
É todo o tempo
[02:03]
Que não houve
[02:03]
Desde o tempo sagrado
[02:03]
Da infância...
[02:03]
.
[02:03]
Fosse Eternity
[02:03]
Apenas um perfume
[02:03]
Que se usa
[02:03]
Um odor
[02:03]
Um cheiro...
[02:03]
.
[02:03]
Eternidade
[02:03]
É a saudade
[02:03]
Que sinto...
[02:03]
Se sinto
[02:03]
Que aqui não estás
[02:03]
De corpo inteiro...
[02:03]
.
[02:03]
Fosse Eternity
[02:03]
Apenas um sonho
[02:04]
Simbólico...
[02:04]
O corpo
[02:04]
Que se beija...
[02:04]
.
[02:04]
Eternidade
[02:04]
É tudo o que não se esquece
[02:04]
"Com os olhos de coração"
[02:04]
E a cabeça merece...
[02:04]
Na tranquila paixão
[02:04]
Que se deseja...
[02:04]
.
[02:04]
.
[02:04]
Ressoa
[02:04]
99/11/18
.
.