Viva a Vida !

Este blog destina-se aos meus amigos e conhecidos assim como aos visitantes que nele queiram colaborar..... «Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Humor / Amor, Alegria e Fantasia» ! Ah ! E não esquecer alguns trocos para os gastos (Victor Nogueira) ..... «Nada do que é humano me é estranho» (Terêncio)....«Aprender, Aprender Sempre !» (Lenine)
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terça-feira, 17 de julho de 2012

João Carlos Esteves - UMA GOTA NO TEMPO




no teu âmago
aprisionas os reflexos do sol
e as imagens das horas que se esgotam
distraídas de ti
e da beleza que te veste

na tua resplandecente frescura
alimentas a sede de foz
onde anseias um dia ser mar

no teu âmago
o meu sonho adormece
numa refrescante carícia de luz


João Carlos Esteves 07/2012
  

sexta-feira, 13 de julho de 2012

João Carlos Esteves - NA AREIA DAS MEMÓRIAS



na areia tingida das memórias
gravadas na vastidão do tempo
a solidão dos espaços beija-te os silêncios ansiados

abraças os desertos
iluminados pelas ausências
onde refulgem cristais gotejantes de serena bonomia
e as melodias repousam no seu seio

revês os dias que cresceram
através de janelas abertas no conforto da esperança
onde a felicidade era um estado, um sentir, uma canção...
... não uma palavra, não um sonho perdido

viajas pelas imagens de amanhãs
que já foram alimentados na fé e na crença no Homem
construtor de futuros que se esbanjaram
e se perderam

viajas no sonho, vivido e sentido
como a frescura do mar que te afaga os pés descalços
nas areias da praia

em ti
inventas o refúgio de dias arrastados...


João Carlos Esteves, 07/2012



sexta-feira, 20 de abril de 2012

João Carlos Esteves - Engrenagem


ENGRENAGEM
(ou uma face da depressão)


Num repente, acontece.

Um tropeção na engrenagem
e inicia-se o bailado
numa profusão de passos espiralados
ao sabor da determinística queda

Partem-se os metafóricos queixos
no embate violento com as inesperadas surpresas
do outro lado do espelho

De espírito embotado
a vontade anestesiada navega nessa realidade irreal
de onde não há fuga
nem há portas para abrir

O universo é uma ombreira sem porta
sem passagem, sem miragem,
um limbo sem cor
onde escurece até tudo ficar em ânsias de luz

As sinapses já não reagem,
as memórias cristalizam-se no antes
a pairar no esquecimento

Perdeu-se o encaixe no puzzle,
o lugar na engrenagem
o indizível pedaço de pertença

Aqui, és limbo.
Aqui, não és.


JCE 04/2011
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quarta-feira, 18 de abril de 2012

João Carlos Esteves - A INDECISÃO DO POEMA





A INDECISÃO DO POEMA

Sinto-te...
replandecente sob a luz do amanhecer
abraçando o sortilégio de dias frescos e banhados pelo Sol

Sentes-me?
Acabei de beijar a tua imagem
numa carícia bafejada pelo sopro dos meus lábios

Nas enseadas do desejo
fiz de ti o caminho, o momento,
o sabor das minhas horas

Inflamo as palavras, invento significados,
mas não te consigo exprimir tudo o que em mim despertas
não por falta de sentir
mas por indecisão do poema


JCE 04/2012