Viva a Vida !

Este blog destina-se aos meus amigos e conhecidos assim como aos visitantes que nele queiram colaborar..... «Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Humor / Amor, Alegria e Fantasia» ! Ah ! E não esquecer alguns trocos para os gastos (Victor Nogueira) ..... «Nada do que é humano me é estranho» (Terêncio)....«Aprender, Aprender Sempre !» (Lenine)
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domingo, 30 de agosto de 2009

O Regresso de Maria Silvestre :-)

Maria Silvestre disse...
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O nosso amigo Victor voltou
ao fim de mui longa ausência,
está à espera de mais quadras,
vamos a elas, sem prudência!

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Ao seu olhar de menino
de calções e sorrisos quentes,
lá longe acenava o mundo
a descobrir num mar de gentes.

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Não tenho mesmo jeito pra isto,
assim saem toscas as quadras,
mas para o Victor até aprendo
a fazer rimas de águas com pedras.

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29 de Agosto de 2009 16:44

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Quadras de Maria Silvestre e Maria Mamede

"Maria Papoila (1)":
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2 comentários:

De Amor e de Terra disse...
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O amor, tem mil 'stações
todas passam, todas vão
mas ficam nos corações
cinzas da nossa paixão...
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e se a paixão tem papoulas
nas campinas da existência
traz no peito, como rolas
desejos em efervescência!...


Bjs.

Maria Mamede

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Maria Silvestre disse...

Papoilas semeiam na vida
desejos em efervescência,
mas esta triste casmurra
com eles perde paciência
.
Não aprendi, não sei rimar
e por isso não peço perdão,
as papoilas sempre renascem
em cima ou debaixo do chão
.
O nosso amigo Victor sumiu
deste para melhor reino,
cá esperamos até ver sair
a sua alegria do inferno

.
De lá do inferno ou do céu,
só queremos que ele volte
e nos reanime as parvoeiras,
que nós andamos num virote!

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quarta-feira, 18 de março de 2009

Paris disparu ?

Paris _ redirection

Paris disparu ?


Ouf... Pas bien loin...


http://framboise78.free.fr/Paris.htm


ET PARIS... AH PARIS !


Acima clique nas hiperligações "Paris" e delicie-se


Cela se mérite !!!


Alors un peu de patience au téléchargement !


Enviado por Maria Silvestre

qua 10-09-2008 08:51

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Papoilas semeiam na vida




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Papoilas semeiam na vida
desejos em efervescência,
mas esta triste casmurra
com eles perde paciência
.
Não aprendi, não sei rimar
e por isso não peço perdão,
as papoilas sempre renascem
em cima ou debaixo do chão
.
O nosso amigo Victor sumiu
deste para melhor reino,
cá esperamos até ver sair
a sua alegria do inferno
.
De lá do inferno ou do céu,
só queremos que ele volte
e nos reanime as parvoeiras,
que nós andamos num virote!
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(Maria Silvestre)
07-10-2008
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Foto de Victor Nogueira - Pôr do Sol em Cela, na Herdade que foi do General Humberto Delgado (Coutos de Alcobaça)
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terça-feira, 2 de setembro de 2008

Poesia de Maria Silvestre

02 Setembro 2008

[Um rio brotou das entranhas do céu]

Um rio brotou das entranhas do céu
e por vales correu,
desbravando a terra virgem
da mais terrível região do deserto.

Caminhou...
derrubando dunas,
desfazendo rochedos,
até desaguar num mar em chamas

e arrefecer as águas em volta
da ilha vulcânica de Marabi.

Nas areias plantou flores vermelhas:
e de cada flor nasceu um fruto
e de cada fruto um Deus.

Assim começou a história do povo marabino
que, não tendo pernas,
por sobre as ondas
voava e sorria.


1994

A Dionysos e Eros


Rubro escorre pelas gargantas,
invade e embriaga os corpos
que no delírio se confundem
e enlouquecem...

Os dedos brincam na pele nua,
aqui e ali afligem
ou roçam de leve...
ateando insuperáveis suplícios.

Um odor animal mergulha-nos
num jogo lúbrico...

Inquietas bocas, secretas línguas,
irrompem e gritam
...Anima descontrolata...


1993

01 Setembro 2008

É fácil


É fácil viver
seguindo a corrente
soprada pela força divina.
É fácil falar
sem dizer nada
repetindo palavras rebuscadas.
É fácil vestir
o hábito monacal
que amarra o corpo
e agrada aos outros.
É fácil ser fácil,
ter a ilusão da força
(quando a vontade de ser
é constituída pelo ter)
de quem nada tem...


1993

Lamento por Rabequel

Rabequel sabe defender-se
E argumenta em seu favor
Admira o que desconhece
E afável se mantém serena
Vê muitos efeitos sem causas
E na obediência se perde

Rabequel não entende
A sobrevivência além dos céus
Mas gostaria de rutilar
Sem os infernos de ser
Uma outra mulher


1992

30 Agosto 2008

Quanto vale um gesto?

A que espécie pertence o movimento
de um corpo? Quem nos comanda
a caminhada com relógio no pulso?
Que voz pronuncia as palavras iguais
saídas das bocas em uníssono abertas?
Que doçura nos estrangula a vida
para cumprir a ordem oculta
nas coisas tidas por vividas
com os sentidos autorizados?
Que me importa a mim
que os outros não vivam,
se eu próprio sou morto!?
Que me importa a luta despida,
se me oferecem a ilusão da vida!?
Não! nada tem importância
e a consciência também não interessa.
Basta-me a certeza de que sou
_ uníssono! _ como convém.
Para quê pensar,
se o pensamento é uniforme no mundo?
Para quê reagir,
se o mais inane movimento
arrasaria o todo?
Para quê interrogar,
se as respostas sempre seriam contra mim?
Eu estou sempre de acordo
_ ordenai que executo!
A consciência foi ultrapassada pela fusão
_ está dito, repitam-no todos!!
Posso inventar tudo para explicar isto,
mas eu sou a vossa anátema,
não a escolha máxima.
Por vezes chamam-me democrata
_ mas sê-lo-ei?
Sooouu!!!
Grito! e, se preciso for, mato
o meu próprio filho louco,
corto a minha mão que peca!
entupo os canais subversivos
da verdade pura e universal!
Eu sou um arquétipo
_ imponho-me o dever de sê-lo!
Não me envenenem com verdades,
os meus anti-corpos são óptimos
_ para o diabo a vossa sanidade!
Não adianta interrogarem-me
sequer quanto à origem dos meus actos:
_ ofusca, descaradamente,
o meu carácter inatacável.
Eu sou um justo!
Nunca ajo sem sopesar os outros
e a harmonia dos mundos. É ridículo
perguntarem-me o que é amar, pois
agindo naturalmente eu amo.
Que ninguém me peça comprovativos!
Não! Não!! Não!!!
Não me interessa!
Não quero viver!
E sentir nem pensar! _ magoam
e eu sou uma «pessoa humana».
_ Eu não sou marginal!
Não vedes que estou com todos?...
Simplesmente obedeço,
antevejo, sigo, não duvido;
sou o mais altivo entre os homens,
o ser acima de todas as bestas.
Eu sou ra-ci-o-nal
_ os animais são animais.
Eu não sou animal!
_ Então eu não sou homem!?...
Só a razão me governa a vontade
e as razões de fundo são os lemes da minha vida.
Vida?!... _ Claro, vida!
Que bom estar vivo!... só por isso eu sou feliz.
Infelizes são os mortos!
Os mortos são infelizes?!...
_ obviamente.
Eu não sou propriamente um rei, mas
por aí rasteja muita minhoca.
Quando me constipo fico radiante
_ outros sofrem até morrer _ que espectáculo!
Não... Não me confundais, eu sei tudo.
Que ninguém me desminta,
não quero ouvir-vos, calai-vos!!
Ou então falai!... falai!...
eu só ouço o que já sei
_ já nasci com tudo.
Fui criança...
e desenvolvi-me tão bem, tão bem!...
que me tornei o ser mais esplêndido.
Hoje sou um velho sábio,
já vivi muito, mas
quanto a saber, já nasci com tudo!
_ E quanto à morte?
Perguntais se me assusta?!...
Claro que não!
naturalmente serei trasladado.
Sei que não passo duma insignificante peça
no maquinismo da vida
_ mas que ninguém me chame máquina!
Não imagineis que sigo o rasto de outros
só por medo de arriscar caminho incerto:
sei que a verdade está na evidência,
arriscado é seguir o rasto de outrem.
Ainda assim, arrisco tudo
porque sou o melhor do mundo
_ o mais esperto, o mais afoito!
Quem se atreve a desafiar-me
para uma guerra corpo a corpo?!
_ Quanto valerá esse gesto?...


Janeiro de 92

sábado, 16 de agosto de 2008

Poesia de Maria Silvestre (2)


Magritte- Le blanc seing


rene-magritte-os amantes.jpg

Magritte - Os Amantes


Alinhar à esquerda

Magritte - Luce polare


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* Maria Silvestre
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14 Agosto 2008

[Nada, nada...]

Nada, nada...
que quereis que vos diga?
Ficai aí, reluzentes e estúpidos,
olhando pra mim.
Mas não vos fixeis por demais!:
pode ser que eu decida
lançar-vos fogo, vendavais,
comida, bolor, sangue de rapariga...
Ficai aí onde estais!
Porque, se vos aproximais
sulco-vos com o meu amor:
e ficais perdidos, pobres, tristes...
Pois descobrireis
que não vale a pena viver entre cordéis
à espera da mão divina
que vos abra o coração
e exponha o ventrículo da coragem
de ser pequenino.


1 Abril 87

Publicada por Maria Silvestre em 19:50

Maria Silvestre

Acerca de mim

Sou amante de inumeráveis poetas. Herdei este amor da minha mãe. O resto perceberão se tiverem paciência para me acompanharem por aqui. A fotografia do perfil é do verão de 1970, da autoria de um fotógrafo de Sintra para onde tinha viajado com quase toda a família. O meu pai descera em Lisboa para o enterro do Salazar (era uma pessoa bondosa e extraordinariamente inteligente, apesar de gostar do ditador); segui com a minha mãe (a Matriarca da família e desde sempre da oposição), a minha avó (a pessoa que mais me amou) e a minha irmã (metade de mim) para passar uma férias em casa de uma prima no Lourel. Foi nesse ano que comecei a devorar o Júlio Verne e os clássicos adaptados para crianças. Depois fui descobrindo os poetas da minha mãe, até que cheguei aos meus.

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Nota do Editor deste Blog
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Gosto deste poema. Tem uma sonoridade shakespereana, entre a sua dramaturgia trágica e o lirismo dos seus sonetos.
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Victor Nogueira
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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Poesia de Maria Silvestre (1)

Magritte - A condicão humana- 1935

* Maria Silvestre

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do Blog Silvestre

13 Agosto 2008

Libido nocturnal

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Abre-te, noite!
abre-te ao néctar do amor.
Deixa a imaginação fluir
pelo rio dos corpos afogados
na alegria deliciosa do prazer.
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Enquanto o dia dorme
a embriaguez é infinita;
a natureza brota,
cai o véu da culpa,
a verdade grita!!...
e expande-se em luzes mil.
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Os lábios procuram a alma da terra
e sorvem o céu
na água caída da tua boca.
O sonho invade e derruba o abismo
soberano do castelo da razão.
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A música emerge das carícias,
penetra no ventre da terra,
atrai o fogo à pele da vida
que se desmancha e dança
na loucura do prazer etéreo...
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A inteligência erótica
saboreia no espírito da noite
o vinho da sabedoria
do feiticeiro da libido.
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O medo é açoitado
pelas mãos da coragem,
enquanto a ousadia abraça
o infinito imprevisto.
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E quando a Lua se mostra...
os fios da noite entrelaçam-se
no ritual do delírio:
_ondulam em torno da Terra
e assistem ao parto da magia.
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1987

Publicada por Maria Silvestre em 19:00

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CAMÕES

Fogo no olho cego
e no coração queimado,
esperança nos cabelos
e no sentimento,
ânsia nos lábios
onde brota a fonte
da verde Leanor,
derrame de sangue,
inferno dos teus louros.
Mas os espíritos
elevam-se no teu corpo,
descobrem-te a alma
em batalhas secretas
e com a paz no horizonte
fixam morada na tua noite.


Junho de 1980
(retrato pintado)

Publicada por Maria Silvestre


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* Maria Silvestre

Quanto ao poema CAMÕES, hesitei muito na sua edição porque o acho minúsculo face à genialidade de quem refere.
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Mas como era apenas a descrição dum retrato pintado, lá me atrevi.
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Se gostar e quiser, pode anexar o LIBIDO NOCTURNAL ou qualquer um dos outros que, pouco a pouco, irei publicando.
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Raras pessoas sabem que eu escrevo e pouquíssimas leram alguma vez um poema meu.
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A primeira série consiste em pequenos textos escritos na contemplação de pinturas que há muitos anos inventei, daí ter começado com um texto, cuja pobreza asssumo, que resume a minha relação, já longínqua, com a prática da pintura. A maior parte das imagens não podem aqui ser apresentadas porque as ofereci a pessoas de família e amigos. As outras estão na casa onde nasci. Um dia lá irei fotografá-las e colocá-las-ei junto aos que as descrevem.
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