Viva a Vida !

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domingo, 2 de março de 2008

Ao Sabor do Olhar (32) - Rock Português

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joaorp
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antonio variações - o corpo é que paga
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O Corpo É Que Paga

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Composição: António Variações

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Quando a cabeça….
Quando a cabeça não tem juizo
Quando te esforças mais do que é preciso
O corpo é que paga
O corpo é que paga
Deixa´ó pagar deixa´ó pagar
Se tu estás a gostar
Quando a cabeça não se liberta
Das frustaçoes inibiçoes toda essa força
Que te aperta o corpo é que sofre
As privaçoes mutilaçoes (lap tap tere ...
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Quando a cabeça está convencida
De que ela é a oitava maravilha
O corpo é que sofre
O corpro é que sofre
Deixa´ó sofrer deixa´ó sofre
Se isso te dá prazer
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Quando a cabeça está nessa confusão
Já sem saber que hás-de fazer, e já és tudo o que te vem à mão
O corpo é que fica
Fica a cair sem resistir (lap tap tere ...)
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Quando a cabeça rola pro abismo
Tu não controlas esse nervosismo
A unha é que paga
A unha é que paga
Não paras de roer
Nem que esteja a doer
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Quando a cabeça não tem juizo
E tu não sabes mais do que é preciso
O corpo é que paga
O corpo é que paga
Deixa´ó pagar deixa´ó pagar
Se tu estás a gostar
Deixa´ó sofrer deixa´ó sofrer
Se isso te dá prazer
Deixa´ó cantar deixa´ó cantar
Se tu estás a gostar
Deixa´ó beijar deixa´ó beijar
Se tu estás a gostar
Deixa´ó gritar deixa´ó gritar
Se tu estás a libertar

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Ver História do Rock português em 40 pinturas
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6 comentários:

Paulo Sempre disse...

«Com António Variações o espectáculo ganhou asas e a música vestiu novas cores». (António Variações - entre braga e nova iorque- de Manuela Gonzaga, editora Âncora, 2006)

Em alguns países, há intérpretes que se não identificam com uma música ali instituida. António Variações, segundo me disseram, foi um deles: a novidade e qualquer coisa de «sagrado», fizeram da sua música, da sua forma de estar na vida e no palco, uma «perfomance proibido» mas...querido.
As suas últimas palavras, em gritos de cortar o coração ecoaram, naquele dia de 13 de Junho de 1984,pelos corredores do Hospital da Cruz Vermelha: "Eu sou cantor! Não me podem fazer isso! Não podem! Naoooo!!!"

Até sempre, António.

PS: Eu nasci a 24/06/1982...mas o meu pai falou-me do António Variações, o barbeiro, com grande comoção...

amigona avó e a neta princesa disse...

Victor, confesso que não sei bem em qual blog hei-de comentar e fico sempre um pouco perdida!!! Deves ter lido que estive sem net e por isso com mais dificuldade de fazer a "ronda"...depois passei por alguns dos teus cantos e encontrei-os encerrados! Não percebi muito bem como se participa no Sabor do olhar! Podes explicar? Um abraço...

leonor costa disse...

Ainda hoje gosto de ouvir o António Variações. As letras das canções têm todas uma mensagem com algum interesse.

Abraços


HOJE E AMANHÃ

Paulo Sempre disse...

Ficou o "Ao Sabor do Olhar". Os outros, pelos vistos, morreram por vontade do seu criador.
Respeito a vontade livre do administrador os ex-blogues. A fundamentação onde se "estriba" a razão da "morte" dos "irmãos" de "Ao Sabor do Olhar" é exemplo de uma realidade nova que carece de reflexão para, assim, se compreender, com clareza, as razões que levam as pessoas a viver uma vida dupla (real/virtual) e que consequência podem produzir na personalidade humana os paradoxos de uma e outra.
Um grande abraço
Paulo

João Vasco disse...

Os Trabalhadores do Comercio vão dar Concerto na PRAÇA DO COMERCIO em Lisboa na Segunda Feira, dia 10 de Março às 18h30. Ver em www.trabalhadoresdocomercio.org. IMPERDÍVEL!

Rosa dos Ventos disse...

Um artista deveras original que infelizmente partiu cedo demais!

Abraço