Viva a Vida !

Este blog destina-se aos meus amigos e conhecidos assim como aos visitantes que nele queiram colaborar..... «Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Humor / Amor, Alegria e Fantasia» ! Ah ! E não esquecer alguns trocos para os gastos (Victor Nogueira) ..... «Nada do que é humano me é estranho» (Terêncio)....«Aprender, Aprender Sempre !» (Lenine)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo ... Extra (20) - Cerâmica Alentejana


* Maria N. Almeida

.

Espero que não te zangues comigo, mas hoje aprendi a fazer hiperligações e não tenho parado na tentativa de aperfeiçoar a "minha arte".

.

Com tanta coisa que tenho de continuar a pôr em ordem na casota, até mesmo na minha pessoa, fiquei louca (desculpa), quando descobri o que podia fazer com as hiperligações, pensei nas tuas fotografias que gosto tanto, na descrição desta zona e de Lisboa, e exprimentei... deu resultado e agora, se não te importares vou procurar mais algumas que me interessam e prometo não abusar.

.

O que escrevi sobre Santiago do Cacém é verdade. Foi há muitos anos, meu tio era lá Chefe de Finanças, e dessa época tenho histórias muito interessantes.

.

Falei no Museu e fui buscar a um site a hiperligação. Fiquei admirada, é que o fotógrafo fez um corte na fotografia, destacando o prato. Até eu que tive aquele prato em meu poder durante tantos anos, gostava de saber de onde tinha vindo. Sei que veio do lado de meu pai, o mais certo minha avó paterna e além de ser muito bonito, muito antigo, parece que tem relação com alguns pequenos desenhos de Miróbriga, segundo me disseram. Foi oferecido ao Museu por mim e acabou por ficar como doado por anónimo pois nunca mais lá voltei para assinar a doação. Na altura queriam que eu dissesse quanto queria pelo prato mas eu não me interessava o dinheiro. Vi ali o lugar ideal para ser conservado e não quiz saber de mais nada.

.

O prato tem um pormenor interessante: está partido e por trás tem uns grandes "gatos" em ferro como eu nunca vi nenhus. Tinham no Museu um prato alentejano sim, mas moderno que partiram e mandaram colocar "gatos" modernos só para demostrar como essa arte era feita em barro. Foi aí que eu me lembrei do meu, duma época tão distante que na família ninguém conhecia.

.

Achei graça o fotografo ter destacado aquele escaparate, caramba (isto deve ser sinal da idade) comovo-me por tudo e por nada.

(...)

Maria

dom 10-02-2008

.

Gravura - Pratos Alentejanos - Redondo - Foto por Victor Nogueira

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Ao Sabor do Olhar (25) - «Coexistência Pacífica»

instantesdavida

Anti.prémio da humanidade - co-existência pacífica

Anti.prémio da humanidade - co-existência pacífica
Oferecido peloVictor Nogueira- mundo phonographo
.

Sobre a blogosfera, o «mercado» e o que mais se verá (1)

.

* António Viegas

.

Victor,

Só hoje estou a responder ao teu ‘desafio’ por circunstâncias várias da minha vida, entre elas o facto de, na arrumação caseira do vasto (???) hardware cá da casa, ter ficado, não sei por que cargas de água, sem a Net durante um certo lapso de tempo. (...)

.

Não te fazia tão freneticamente internético, sobretudo estava bem longe de te imaginar profissional bloguista. Que tinhas o Kant_O_XimPi já eu sabia há muito, tu próprio te encarregaste de mo indicar numa mensagem já quase de 'outras eras'. Agora, que alimentavas 6 (seis????),... é obra!!!! Tive oportunidade de passar uma vista de olhos sobre cada um deles e confesso que ia ficando zonzo! Pasmo, sobretudo, com a versatilidade de que dás mostras pela diversidade de matérias neles tratadas.

.

A minha atracção pela blogosfera já conheceu melhores dias, agora passo por lá a espaços e, admito, com cada vez menor convicção. Penso que já te havia referido isto em anterior mensagem. Apesar da qualidade literária de alguns textos, da oportuna abordagem de alguns temas, da estética bem conseguida de alguns formatos, do interesse relevante de algumas lutas, o certo é que a blogosfera vive e busca cada vez mais – como, aliás, tudo nesta sociedade – o efeito imediato, a conveniência corporativa do grupo ou tão-somente a promoção narcísica dos indivíduos que a povoam. Digo isto não por qualquer arreganho de bacoca superioridade ética, apenas pelo cansaço que produz a certeza da inutilidade (ou pelo menos da ineficácia) da acção centrada no casuístico, como é pretendido – e conseguido – por quem, afinal, lucra com todo o pagode, o capital (propositadamente no abstracto, o famoso ‘sistema’), construído e alicerçado, é bom frisá-lo, no mercado – mecanismo dito objectivo e neutro, que ninguém ousa pôr em causa, sob pena de vir a ser apodado de totalitário, porque se instituiu ser ele a determinar, em última instância, o carácter democrático de uma sociedade!!!. E tudo isso resulta de vivermos dominados, sem nos apercebermos (ou pelo menos sem questionarmos), por mecanismos sociais inteiramente comandados, ao mais ínfimo pormenor, por essa coisa simples que se chama mercadoria, a única que, afinal, dá sentido e transmite coerência às nossas efémeras existências. Por mais que esbracejemos veementes protestos ou nos esgotemos em inúteis explicações.

.

Pode ser que quem esteja desfocado da realidade seja eu, o futuro se encarregará de o confirmar (ou infirmar), mas quer-me parecer que corremos demasiado atrás daquilo que ‘outros’ (ou outrem, no indefinido) querem que corramos: na busca de um emprego pela sobrevivência, em nome duma carreira no emprego, da gestão eficaz nas empresas,... Na disputa política, ao invés de nos centrarmos no essencial – e o essencial é, pois, o mercado (e a mercadoria) – dispersamo-nos e desgastamo-nos por causas no mínimo de duvidosa prioridade, por exemplo a opção pelo sector público em detrimento do privado (ou vice-versa). Bem pode o Jerónimo (ou o Louçã, é igual) proclamar que o Governo se encontra vergado aos interesses do mercado, apontando como solução a preservação das empresas públicas ou até o reforço do investimento (também) público. Como se optar pelo sector público significasse, de algum modo, pôr em causa ou abdicar do mercado: em nome da sua eficácia produtivista – que ninguém ousa contrariar, eis o verdadeiro busílis da questão – o ‘público’, que se rege pelos mesmíssimos princípios mercantilistas do privado, manter-se-á enquanto servir e for do interesse do ‘normal funcionamento do mercado’, ponto final. Neste contexto, contestar o mercado é arriscar comprometer os resultados esperados por todos a nível do crescimento económico, da melhoria do emprego,... Quem é que então se arrisca a fazê-lo? No final esgrimem-se números em favor das teses defendidas por cada lado, para maior e definitivo gáudio do... capital.

.

Seguramente por muitos anos, neste como noutros domínios, vamos ainda sofrer as consequências do grande logro que constituíram as experiências ‘socialistas’ de Leste, seja da URSS ou da China. Esta última, então, manipula o mercado como nenhuma potência dita capitalista o conseguiu fazer até agora, com os resultados que se conhecem: é a eficácia capitalista levada ao seu expoente máximo!

.

Ora, começa já a perceber-se, à esquerda e à direita, ser insustentável manter o crescimento contínuo que fez a prosperidade ‘ocidental’ sem comprometer equilíbrios naturais essenciais à própria continuidade desse modo de vida (recursos, ambiente, clima,...). São os mais conscientes dos teóricos liberais que, mesmo não abdicando da fé nas virtudes do mercado, afirmam que, a manter-se a actual tendência predadora na utilização de recursos finitos, a Humanidade caminha para a sua extinção, a vida na Terra pode encontrar-se ameaçada. A ideologia do crescimento contínuo, base inquestionável da actual Globalização Competitiva, conduzirá, dizem, “ao esgotamento do Planeta, não apenas dos recursos minerais mas também dos elementos fundamentais que permitem a existência da nossa vida” (A. Neto da Silva, em O triplo conflito). Daí se contrapor a tese milagrosa de um ‘desenvolvimento sustentável’, pretendendo com isso traduzir-se a necessidade de se manter o crescimento sem lesar tais equilíbrios. Só não se percebe como é possível conseguir isso sem se pôr em causa a base em que assenta ‘este’ modelo de desenvolvimento – a lógica da mercadoria – que impõe uma sempre crescente valorização do capital (que se pretende traduzir por desenvolvimento) sem olhar aos meios utilizados, o que de modo algum se compadece com preocupações ambientais, como a razão explica e a experiência comprova. Certo é que o crescimento ilimitado do mercado, imposto pela lógica do valor, choca-se com um mundo de recursos limitados: o mercado tende inevitavelmente para a sua própria autodestruição. Não se trata de dramatizar ou pintar com cores demasiado carregadas o futuro, trata-se apenas de perceber e desenvolver racionalmente as lógicas que nos comandam e empurram, temo, para becos sem saída.

.

Ora, dirás tu, entretanto: mesmo admitindo razões para o dramatismo aqui exposto (e não é líquido que assim seja), o certo é que já não é a primeira vez que a Humanidade se vê em tais apuros e sempre se tem safado. É verdade e só espero que, mais uma vez, tal venha a ocorrer. Mas até agora todos os momentos de grande destruição registados ao longo da história do Homem resultaram de movimentos localizados, os seus eventuais efeitos devastadores encontravam-se, portanto, limitados. Só que hoje, as condições de funcionamento globalizado do mercado implicam a destruição com carácter sistemático (de espécies, de recursos,...), da devastação localizada e controlada passou-se para a devastação planetária: a afirmação de que o futuro da Humanidade se encontra em sério risco surge agora cada vez menos como dramatização e mais como tradução da realidade.
.

Por esta altura da prosa (se ainda não desististe!), já te passou pela cabeça um sem número de ideias, do género: este gajo passou-se, pirou de vez, vive obcecado e fora da realidade, nem sequer admite a moderação de uma fase gradativa, tipo ‘o socialismo antes do comunismo’,... O que legitima, pelo menos, uma conclusão segura: do irrealismo delirante à esquizofrenia vai um passo, o perigo que daí resulta recomenda, portanto, muito cuidado. Aí está a razão porque me parece não ser aconselhável, por inoportuno (por falta de condições objectivas que o permitam ou, dito de outro modo, por ser demasiado prematuro, por enquanto), tornar públicos os escritos em que me tenho gasto ultimamente. Não só por considerar os ‘ambientes’ (à direita e à esquerda) pouco propícios à mera consideração de tais teses, mas também porque os conceitos precisam ainda de ser muito trabalhados, estão longe de corresponder a um produto acabado. Por enquanto, pois, vou prosseguindo neste insano labor de estruturar este meu pensamento louco, aguardando por melhor oportunidade (que nem sei se algum dia chegará,... trata-se de textos essencialmente para ‘consumo interno’).

.

Estou consciente de que expressar esta posição de crítica sistemática ao mercado e às lógicas que o suportam, implica assumir quase uma vida dupla, já que ninguém consegue sobreviver nesta sociedade se não souber utilizar os seus mecanismos. E tão pouco o facto de não (se) vislumbrar uma alternativa viável ao caos provocado pelo mercado me torna menos crítico deste, me faz atenuar esta posição. Contudo, é importante saber manter suficiente distanciamento analítico desta realidade em nome de alguma sanidade mental, pelo menos para não nos tomarem completamente por tolos, distraídos, acomodados ou mesmo comprometidos. Saber que é essencial mudar esta realidade, mesmo estando conscientes de que ela nos submerge completamente. Sem ‘cair’ no efémero ou episódico (agitação, contestação, manifs,...), mas não abdicando dele, sem transigir com o pragmatismo em nome de um pretenso sentido de realismo. É claro que não me encontro só neste desvairado caminhar rumo a um aparente ‘nada’, mas a companhia é ultra-minoritária e sem voz para se fazer ouvir. Também não quer dizer que, aqui ou ali, não tente corresponder ao teu amável convite com um comentário mais a propósito, mas não em termos sistemáticos, como é o teu caso (que admiro, devo confessar).

.

Por hoje chega de seca, que já te basta teres de tratar das tuas 6 (seis!) ‘criaturas’. Vou-me mantendo atento, sem compromisso, ao que por lá se passar e se acaso ‘pintar’ a ocasião, pode ser que calhe. Mas, como digo, não me sinto muito motivado, nem para aí virado.

Um abraço

António Viegas

qui 18-10-2007 23:14

(1) - Título da responsabilidade do Editor
.
Quadro -
Mercado en mi pueblo por FAUTO PEREZ,PINTOR SALVADORENO

in www.freewebs.com/huanaco/pintoressalvadorenos.htm

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo ... Extra (19) - Fábula


Paulo Sempre disse ....

.

Fabula

.

«Era uma vez uma mão
Que se lembrou
De fazer uma festa a um cão
O cão não gostou
Conheceu-a
E comeu-a

Era a mão de deus...»

.

(Fonseca Gaspar, in Os Deuses Feitos À Nossa Semelhança)


Abraço
Paulo

7 de Fevereiro de 2008 0:49

Convívio do Tempo - Extra (18) - Orgia da Ampulheta


.
Não perca este Brinde. A porta de entrada é já aqui -> Orgia da Ampulheta

Convívio do Tempo ... Extra (17) - Ampulheta


A Laska - Ampulheta

Mais letras com vídeos

Assista o Vídeo dessa música


Temos tão pouco tempo e não sabemos nem pra onde ir...
A vida não poupa sofrimento...
Aprenda a viver assim...
Vai ter de ser assim...

Tente ser mais humano...
Descubra um mundo melhor...
Existem tantos caminhos...
Por que sempre escolhe o pior...

Não pense em desistir...
A vida é assim...

Encare a onda...
Não adianta chorar...
Chegou a hora de despertar...
Chegou a hora...
Não adianta chorar...
Encare a onda...
Desperta.

.
in

a-laska.letras.kboing


Convívio do Tempo .. Extra (16) - Ampulheta ...


* Theodor Kornefeld

ampulheta.jpg
in

anomalias.weblog

outubro 18, 2004

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo - Extra (15) - Espectáculo de encerramento


Terminaram as participações normais no Convívio do Tempo ...
.
Ficam o nosso reconhecimento pela vossa participação e o convite para a sessão musical de encerramento clicando nesta hiperligação:
.
.
.
Mas ainda serão publicadas algumas sessões extra, em carteira, antes de ser aberto um novo Convívio.
.
Victor Nogueira

Convívio do Tempo (30) - Fotógrafos ambulantes


Maria, Simplesmente disse...
comentário na mensagem "Conví­vio do Tempo ... (25) - " FOTOGRAFIA " Á LA MINUTA":

Belisa:
Um amigo de meu pai, como ele doido por fotografia, tinha em casa uma máquina destas que era a sua maior relíquia.

.
Lembro de, muito miuda ver nas feiras andarem com estas máquinas fotografos ambulantes.

.
Nos montes do Alentejo apareciam também fotografos e tenho uma dum primo meu tirada por essas máquinas, muito engraçada.

.
Foram conservadas pelos fotografos e penso que hoje muita gente ainda as terá.

.
Em Lisboa segundo me contou uma prima, principalmente no Parque Eduardo VII e Rossio estavam sempre muitos.

.
Esta fotografia está uma delícia até porque o enquadramentp está óptimo.

.
Parabéns por esta foto.

.
Bj
Maria

.
NOTA do Editor:
.
Se quiser ver também Câmaras digitais ameaçam os velhos fotógrafos
.
Preto e Branco - A tecnologia da imagem

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo ... (29) - paz no mundo


.
paz no mundo
.

Eu queria ser ....
mão suave que cura as feridas,
pão que mata a fome,
água que purifica o corpo,
luz que brilha na escuridão,
voz que mata a solidão,
amor que afaga todas as dores!

-

Mas, sou apenas um ser imperfeito,
incompleto e inacabado.
Sou apenas um grão em crescimento,
que cai e custa a levantar.

.

Por isso, passo para todos vós,
grãos em crecimento como eu,
e, juntos, formaremos a espiga,
e a todos daremos a mão!

Beijo amigo,

Alzira
Querubim Peregrino
dom 27-01-2008 17:40
.
Esta mail vinha acompanhado duma apresentação Power Point intitulada «Qual a Razão Porque Somos pela Paz»

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo ... (28) - Belisa disse .... «Tudo bem contigo?»


Belisa disse...
.

Olá :)
.
Tudo bem contigo?
.
Pareceu-me ouvir o meu nome a soar
vim ver o que se estava a passar
e digo que ainda estou a pensar
neste tempo que me faz desnortear
neste tempo em que me falta o ar
neste tempo que não vejo avançar
neste tempo que sinto a abrasar
neste tempo sem futuro dar
para os mais jovens poderem olhar
sem medo de enfrentar
a doce melodia no ar
o murmúrio das ondas do mar
que ouço durante horas
sem nunca me saturar
prometo que logo vou voltar
pois já são horas de deitar
amanhã é dia de trabalhar
e estou ainda a pensar
preciso de descansar
Deixo beijos estrelados no ar.
Do tempo quero ficar a saber
se eu chegar mesmo a tempo
qual o tempo que vou perder?...

Xau Bjs *** e saúde

de
Belisa

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Ao Sabor do Olhar (24) - Para ver em ....


Contra a fome - oferecido por Victor Nogueira
.
Belisa disse:
.

ANTI-PRÉMIO DA HUMANIDADE

Aceitei todos

Para ver em:

Ao Sabor do Olhar (23) - Carnaval e Entrudo

.

Marcha de quarta-feira de Cinzas - poema de Vinicíus de Morais
.
Algumas modas de Entrudo - vários
.
.
Jogos Infantis - Pieter Brueghel, o Velho
.
Provérbios do Carnaval e do Entrudo - popular
.
A Banda - poema de Chico Buarque
.
.
imagem retirada de e texto alusivo em attambur.com
.


Convívio do Tempo ... (27) - «O que é afinal o tempo?»



.

Sem inspiração para o que quer que fosse e tentando qualquer coisa que me desse a noção do tempo, embora eu própria fosse uma imagem do tempo que passa, peguei no Livro "A velhice do Padre Eterno" de Guerra Junqueiro, onde ao lado discretamente aninhado se encontravam "Os Simples" do mesmo autor.

.

Ao abrir este último, um postal muito antigo caiu ao chão. Nunca tivera conhecimento desse postal, nunca o lera, datado dum ano muito recuado, escrito numa letra que eu desconhecia pois nunca a vira, assinado com um nome que me dizia algo de muito profundo, dirigido a alguém que muito me diz.

.

O que é afinal o tempo?

Onde começa e acaba o tempo?

.

Será que o que interessa é o que ele nos faz, ou o que ele deixa gravado em cada um de nós?

.

Este postal leva-me a um passado que eu não conheci, que foi meu, que faz parte de mim e onde eu ainda não existia, ou será que existia?

.

Eu creio que já existia.

(...)

Bj

Maria

RECORDAR O PASSADO EM ...

dom 20-01-2008 17:19

Convívio do Tempo ... (26) - Laranjas


.


Posso oferecer-te estas laranjas?

É com prazer que o faço.

Maria

O QUE OS MEUS OLHOS VIRAM
qui 17-01-2008 23:39

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo ... (25) - " FOTOGRAFIA " Á LA MINUTA"








*************************************************************************************
" FOTOGRAFIA " Á LA MINUTA" - A MUDANÇA DE UMA ARTE"


.
Nos princípios do século XX, em pontos turísticos e principalmente no verão à beira-mar era o local de trabalho de muitos fotógrafos " á la minuta". Eram tempos de ouro de uma arte que hoje, penso que já não existe. Nesses tempos em que poucos tinham uma máquina fotográfica, era a vez dos fotógrafos " á la minuta". O seu local de trabalho era de sol a sol, andando pelo areal, com sua máquina fotográfica, cavalinho e balde. "Cavalinho" que fazia a delícia da pequenada e era motivo para que os pais tirassem fotos aos seus filhos.


.


Acabada a época balnear o local de trabalho destes fotógrafos era, as feiras e romarias e também tinham alguns clientes, nos passeios aos Domingos. Foi uma época dourada das fotos a preto e branco. Aos poucos foram aparecendo as máquinas fotográficas pessoais, primeiro a preto e branco e depois a cores, aparecendo então a atracção pela cor.


.
Posto isto e com pouca clientela, os fotógrafos ambulantes, tiveram de mudar de profissão…
**************************************************************************************

Foto retirada por Belisa na NET - autor não identificado

.

TEXTO da AUTORA

.

Viva !

Tudo bem? Espero que tudo esteja a correr " a contento" e desejo muita saúde, porque sem ela não poderemos ter ou fazer mais nada! Como está quase a chegar o dia 15, segue o texto que vou passar a limpo e enviar como minha participação. Está no papel desde o Natal... pois não sei se serve para o tema proposto, estava à espera doutra inspiração que tarda em chegar!. Deixo ao critério do "MESTRE" :)

.

Deixo muitos beijos estrelados

de Belisa

.

seg 14-01-2008 23:34

Convívio do Tempo - Extra (14) - 2 textos de Victor Nogueira

.
.
.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Convite - Convívio do Tempo - Extra (13) Hoje há música ....


... no Galeria & Photomaton. A entrada é por aqui -» Grupo Coral dos Mineiros de Aljustrel

Convívio do Tempo ... (24) - «memórias»


.......................... ...memórias



............................. memórias insanas, de inverno
..............................que me devolvem pesadelos
..............................sonhos mergulhados no inferno
..............................onde todas as primaveras são de gelos
.
..............................imagem turva, sempre baralhada
..............................presa num passado hoje dormente
..............................reflexos de uma hora amordaçada
..............................tumultos da dor de tanta gente
.
..............................sibilos de horror ao longe soam
..............................e impotente fui eu naquela hora
..............................promessas, são vãs as que me restam
..............................quisera eu não ires dali embora
.
..............................ocultam-me o fúlgido presente
..............................dão-me toda a dor que há neste mundo
..............................perdi para sempre o corpo quente
..............................pois tudo se passou num só segundo
.
..............................afasta-te de mim tão vil memória
..............................segue outro rumo, vive um outro instante
..............................deixa que o grandioso desta história
..............................acompanhe os meus passos doravante


pin-gente

sáb 12-01-2008 20:10

.

NOTA da AUTORA

.

Olá Victor

Aqui vai a minha contribuição para o convívio memórias....

Já publiquei no meu blog. Será que faz diferença?

Abraço e obrigada pela tua simpatia.

Luísa

NOTAs do EDITOR

A autora é moça precavida. Publicação em duplicado mas aqui só contou uma vez :-)

VM

Olá, Luísa
O Desenho tb é teu? Publiquei agora a tua participação no Ao Sabor do Olhar
Bjo
VM

.

NOVA NOTA DA AUTORA

.

Olá Victor

A fotografia é minha. Tratei-a num programa de desenho, mas com ferramentas muito simples.
Da próxima (se me convidares e o tema o proporcionar) envio com um desenho meu.
Obrigada e Beijo

Luísa

.

COMENTÁRIO do EDITOR

.

Vê lá tu que sou um nabo em tratamento de imagem. Pensei que tinhas feito ou tecido um desenho com fios de lã :-)

Os meus parabéns.

VN

Convívio do Tempo ... (23) - «É impossível ... »



"É impossivel atrasar a mudança. É impossivel controlar o tempo"


Filha do Administrador

dom 06-01-2008 14:35

NOTA da AUTORA

nem me diga nada isto tem sido um stress para aceder à net, até parece que estão a gozar comigo :)

depois de eu estar viciada é que me fazem uma coisa destas:)

mas já comecei ontem o desenho, não sei se vai gostar ... mas terá um titulo algo rebuscado tal como o desenho :)

vou digitalizá-lo este fim-de-semana

já agora um excelente 2008 só de coisas boas

eu hoje consegui ver 4 arco-iris no caminho para o trabalho o que me deixou bastante motivada :)

sex 04-01-2008 10:07

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Convívio do Tempo ... (22) - «Migrantes» e «Sidadania»


Vieira Calado deixou um novo comentário na sua mensagem "Iraque - As mentiras de Bush e do seu Governo":

Olá, amigo!
Coloquei um dos selos que me enviou, no meu blog.
Bem Haja


Publicada por Vieira Calado em Kant_O_XimPi a 02 Fevereiro, 2008

Sábado, 2 de Fevereiro de 2008













O primeiro selo, para chamar a atenção para a situação dos migrantes,
chegou-me pela mão de Victor Nogueira
e o segundo através do blog
Silêncio Culpado, para alertar para os problemas da SIDA.

Aqui fica a minha participação.

Convívio do Tempo ... (21) - «Tarde de Verão.»


* Virgílio Torres
.
.
Uma leve brisa de ar percorre a montanha levando os habitantes de uma próxima povoação a reunirem-se de emergência por debaixo do velho salgueiro, à porta do café germinado.

Finda a hora do almoço, Pedro descobre duas das suas ovelhas totalmente remoídas. Se o rebanho tivesse mil cabeças era motivo provável para nem se preocupar. Há comida para nós e para eles, iria pensar.

Por obra da natureza o ataque fora planeado para treze ovelhas, que no seu reduto proporcionavam o acrescido ganha-pão ao mestre Carpinteiro.

João, velho Ansião, negociante e contrabandista de profissão havia declarado o estado de emergência. Há que contactar aqueles que regem as leis naturais da coabitação Homem-Bicho, apelou.

Seria de esperar, após uma fervorosa troca de ideias, um ataque em massa (respeitando a ideia do autor), com batedores experientes, aos causadores da imensa tragédia, mas não.

Impôs-se o bom, ânimos acalmados.

Com o auxílio dum lápis de refugo, de umas palavras desenhadas e frases bem construídas, foi redigida a missiva à autoridade regulamentadora.

Pedro sente-se mais calmo, e claro está, qualquer tostão que venha será sempre bem-vindo. Embora escasso poderá vir a remediar a compra de um borrego, ou mesmo os dois.

A época do ano não era favorável.

O Outono aproximava-se…

O Outono veio e com ele o esquecimento.

Desfeita a reunião, emitida e enviada a carta, declarou-se o fim do trabalho selado com duas fatias do outro presunto e um tinto fresco, para manter saúde.

Já a geada cortava quando a tragédia bateu à porta.

O Inverno chegou, e com ele a morte de mais umas quantas canhonas. Seis no total, repartidas por Pedro, duas novamente, Zé da Montanha três e João com a restante.

Deveria ter chegado uma resposta mas nem por ela se ouviu.

O estado de emergência fora novamente declarado.

Com toda a população abrigada em frente ao café, sob uma potente trovoada, foram apresentados os factos. Ouviram-se opiniões chegou-se ao consenso. Tomada a decisão.


Veio a madrugada e os sinos a rebate.

Uns e outros chegavam lentamente.

Agasalhados e abrigados da chuva em deslocação ao centro.

Marcas de sangue na ponte velha pareciam setas, a indicar o caminho a percorrer.

Olhos expectantes e arregalados contrastavam com os rasgados e brilhantes de quem tinha feito a proeza.

O Salgueiro era deus, o tampo de granito o altar e em cima, a merecida recompensa de quem arriscou a vida por umas quantas ovelhas.

21 de Setembro de 1997--
Publicada por Vergilio Torres em banhosdecinza a 10/22/2007 12:40:00 AM
.
.
qui 03-01-2008 18:28.
.

NOTA DO AUTOR

Caro Vitor Nogueira, desde já um agradecimento pela publicação deste pequenino conto transmontano. Aproveito para agradecer o facto de ter baptizado o conto como Tarde de Verão. Muitas das vezes precisamos daquela visão exterior para contextualizar objectivamente o que se pretende descrever. O "título" Ao óbvio não é mais que uma pequena brincadeira, para que essa mesma visão exterior possa de facto baptizar o texto. Sinceramente o agradeço. Para finalizar, nunca tinha pensado em Tarde de Verão, o que sinceramente me apraz! Obrigado.
Sem qualquer formalidade, um abraço.
Saudações literárias

Vergílio Torres

sáb 02-02-2008 15:54

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Convite - Convívio do Tempo - Extra (12) - Festa de aniversário


1 comentários:

efeneto disse...
.

Cada pequeno Olá, cada pequeno sorriso, cada pequena ajuda é capaz de salvar um coração magoado. Há um milagre chamado Amizade. Você não sabe como ela aconteceu ou quando começou, mas você sabe a alegria que ela traz e percebe que a Amizade é um dos dons mais preciosos que Deus nos concedeu.

.
Amigos são jóias preciosas, realmente. Eles fazem-nos sorrir e encorajam-nos para o sucesso. Eles estão sempre ali para nos ouvir, para nos elogiar, e estão sempre de corações abertos para nos receber. Neste dia particular para mim, onde comemoro um ano de publicações venha-se associar á festa. Á sua festa…á nossa festa…para o ano cá estaremos mais velhos é certo mas de certeza mais ricos de amizade, de solidariedade e amor com o próximo. Aproveito para lhe desejar um óptimo fim-de-semana na companhia de quem mais desejar. Se o passar sozinho não se esqueça de olhar para o lado. Os amigos estão lá, é só procura-los.

.

efeneto.

Poesia de Maria Mamede

Convívio do Tempo - Extra (11) - 1 de Fevereiro: o Regicídio


Reis, Rainhas e Presidentes de Portugal

D. CARLOS



D. Carlos I

D. Carlos I


Penúltimo rei de Portugal, filho de Luís I e de D. Maria Pia de Sabóia.

O seu reinado, que se iniciou em 1889, decorreu todo ele num ambiente efervescente e foi marcado por uma série de acontecimentos dramáticos:

- Ultimato inglês, motivado pelo célebre mapa cor-de-rosa»;

- revolução republicana de 31 de Janeiro;

- recrudescimento das lutas políticas entre republicanos, que aumentavam continuamente, e monárquicos, numa posição cada vez mais fraca;

- ditadura de João Franco;

-revoltas por todo o ultramar, desde a Guiné a Timor, e consequente repressão a que estão ligados os nomes de Mouzinho de Albuquerque, em Moçambique, Alves Roçadas, em Angola, e infante D. Afonso, na Índia;

- nova tentativa revolucionária gorada, em 21 de Janeiro de 1908;

- e, finalmente, em Fevereiro desse mesmo ano, morte de D. Carlos e de seu filho D. Luís Filipe, no Terreiro do Paço, alvejados a tiro por revolucionários.

Ficha genealógica:

D. Carlos nasceu no Palácio da Ajuda, a 28 de Setembro de 1863, recebendo o nome de Carlos Fernando Luís Maria Vítor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão e morreu assassinado em Lisboa, a 1 de Fevereiro de 1908, sendo sepultado no Panteão Real de S. Vicente de Fora. Casou em Maio de 1886 com a princesa Maria Amélia Luísa Helena (n. em Twickenham, na Inglaterra, a 28 de Setembro de 1865; f. em Versalhes, a 25 de Outubro de 1951), filha de Luís Filipe Alberto, conde de Paris e duque de Orleães, e de sua esposa, Maria Isabel Francisca de Assis, infanta de Espanha. Do casamento nasceram:

1. D. Luís Filipe (n. no Palácio de Belém, a 21 de Março de 1887; f. assassinado em Lisboa, a 1 de Fevereiro de 1908; sepultado no Panteão Real de S. Vicente de Fora). Chamava-se Luís Filipe Maria Carlos Amélio Francisco Vítor Manuel António Lourenço Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Bento e usava os títulos reais de príncipe da Beira e duque de Bragança e da Saxónia. Foi jurado príncipe herdeiro do trono em Julho de 1901 e a partir de 13 de Abril de 1906 passou a fazer parte do Conselho de Estado.

2. D. Maria Ana (n. no Paço Ducal de Vila Viçosa, de parto prematuro, a 14 de Dezembro de 1887; morreu com poucas horas de vida; sepultada no Panteão Real de S. Vicente de Fora).

3. D. Manuel II, que sucedeu no trono.

Fontes:
Joel Serrão (dir.)
Pequeno Dicionário de História de Portugal,
Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1976

Joaquim Veríssimo Serrão
História de Portugal, Volume X
Lisboa, Verbo, 1986

Convívio do Tempo - Extra (10) - 31 de Janeiro e outras datas através dos tempos


A Batalha de Stalingrado
Em 31 de janeiro de 1943, termina a Batalha de Stalingrado, que ocorreu durante a II Guerra Mundial de 1943, depois de 6 meses de combates, com a vitória da Rússia sobre a Alemanha. Dos 300 mil combatentes de Hitler, 90 mil morrem de frio e de fome e mais de 100 mil são fuzilados.
1917
- Os cientistas alemães Otto Hahn e Lise Meitner descobrem o protactinio, elemento radioativo.
1918 - A Alemanha realiza um ataque aéreo a Paris, soltando 14 mil bombas sobre a cidade.
1950 - O presidente dos EUA, Harry S. Truman, ordena a produção, no país da bomba de hidrogênio.
1958 - Lançamento no espaço do primeiro satélite norte-americano, o Explorer-1.

in

noticias.terra.com.br

.


Imagem da semana



31 de Janeiro de 1890

31 de Janeiro.

Gravura publicada na Illustração:
revista universal impressa em Paris, 1891, vol. 8

Gravura de Louis Tynayre que representa a Guarda Municipal a atacar os revoltosos entrincheirados no edifício da Câmara Municipal, durante a Revolta republicana do Porto.

A revolta de 31 de Janeiro de 1891 foi a primeira tentativa de implantação do regime republicano em Portugal..

Convívio do Tempo ... (20) - «Cartas de Amor»


* Maria Mamede

De Amor e de Terra
Se não houvesse fronteiras

XANGRILAH

Se Não houvesse Fronteiras

.

.

.

De quantas vidas preciso?

A quantas vidas me agarro?

A quantas vidas me moldo

Como barro, mais que barro?!

De quantas vidas preciso?

Em quantas vidas te encontro?

Em quantas vidas me perco?

E nas vidas me que te ganho

De quantas mortes me cerco?!

De quantas vidas preciso

Para calar esta dor?

E em quantas perco o juízo

Por causa do teu amor?!...

.

.

.

Fixo o meu olhar

Na abóbada celeste

Onde ao cair da noite

As estrelas se acendem

E julgo ver os teus olhos...

Nas intermitências da luz

Imagino lágrimas

Salgadas pela dor

Da saudade

E abraços, intensos

No reencontro sonhado...

Entanto

Tudo é ilusório;

Verdade

Somente as estrelas

Que a noite acendeu!...

.

.

.


Que difícil, tão difícil

Esta espera, meu Amor

De todo o tempo que passa

Nessa carta por chegar

Tanta saudade se enlaça

Tanta ânsia a aumentar...

Quanta a saudade que sinto

Latejar no coração;

Quanto desejo, não minto

Porque o fogo nunca é extinto

Se em nós resiste a paixão...

E a carta sem chegar!

E o sono que não vem!

E esta espera sem fim

Que me mata e me sustém

Nesta saudade, ai de mim

Pela carta que não vem!...

.

.

.

Teus beijos sabem a viagem

A oriente, a bruma

A ânsias de azul e sol

Coisa nenhuma

Do nascente ao poente

Da estória;

Teus beijos

Sabem à memória

Perdida, nos trigais do espanto

Aos ondulantes cinzas do quebranto

Da partida, a barcos e a sul.

Teus beijos

São no rio a outra margem

Corsários e tesouro

E a pilhagem

Depois da batalha

No mar alto;

Teus beijos são

De sobressalto

Por vezes

De miragem

Oásis no deserto

E sabem a viagem

E vontade do teu longe

No meu perto!...

.

.

.

Hoje, meu Amor

Escrevo-te versos de mar e sol

Que o vento deixará em tuas mãos

Quando o Outono vier

Com seu manto de folhas

Ouro e púrpura;

E quando o inverno chegar, meu Amor

Abrindo as mãos

Poderás soltar os meus versos

Que o vento te entregou

Para com eles encurtarmos a distância

E adoçarmos a saudade!...

.

Maria Mamede

(In Cartas de Amor)



NOTA da AUTORA

.

Boa noite!

De acordo com o Aviso-Lembrança, aqui vão mais alguns poemas que creio poderem ser inseridos neste Convívio.

.

PS.:-Todos os poemas me questão vão sem título, porque pertencem a um futuro livro que se chama "Cartas de Amor"
.
Maria Mamede
qua 02-01-2008 21:51