Viva a Vida !

Este blog destina-se aos meus amigos e conhecidos assim como aos visitantes que nele queiram colaborar..... «Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Humor / Amor, Alegria e Fantasia» ! Ah ! E não esquecer alguns trocos para os gastos (Victor Nogueira) ..... «Nada do que é humano me é estranho» (Terêncio)....«Aprender, Aprender Sempre !» (Lenine)

sábado, 10 de novembro de 2007

Convívo de Outono (32)




a.filoxera disse...
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Capítulo 1
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Victor.
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Mesmo para o teu convívio de Outono não consigo enviar nada. A m/ inspiração outonal prende-se com uma folha de plátano seca que o meu filho me trouxe de um passeio e que eu colei no tablier do carro.
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Capítulo 2
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Posso digitalizar a folha...
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Capítulo 3
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RE: ok. Fico esperando. Ainda não consegui arranjar um nome para o próximo convívio que sintetize o seu temas e objectivos. VM
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Capítulo IV
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Antão, essa obra para o C de Outono qd vem? VM
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Capítulo 5
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Estou desolada!... Descolei-a do tablier e deixei-a em cima do dossier de trabalhos de casa do meu filho. A pequerrucha viu-a, pegou nela e, quando me apercebi, já não estava completa…
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Mesmo assim, envio-ta. Obrigada por lembrares.
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EPÍLOGO
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O tabalho sempre chegou a tempo de encerramento e pode ser reapreciado de novo mais acima. Ficava bem terminar com Shakespeare. Esperem um pouco. Pronto, cá está o título da peça com que se termina com chave de ouro: «Tudo está bem quando termina bem», tradução do inglês: (All's Well That Ends Well )
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VM
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Cliquem nas hiperligações para ver o que está por detrás delas, se quiserem !
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Extra Convívio, aqui ficam três sites sobre Shakespeare
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Ao Sabor do Olhar (2)


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Foto de C. Medeiros

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Convívio de Outono - Extra



No campo
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José de Castro
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A pastagem outoniça
É dum verde desbotado,
Alimento pouco azotado,
Da Primavera premissa.
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A rez mais enfermiça
Com mais esforço, o arado
Puxa no seu cadenciado
Passo, que o boieiro atiça.
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Na ceva porém, o feno
À farta na mangedoura
Tem seu alimento pleno.
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No estômago o entesoura,
Para em ruminar ameno,
Continuar a lavoura.
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Dos Cadernos de Poesia do meu bisavô
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Convívio de Outono - Extra



Outono
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J.J.Castro
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Terminado é o Verão,
Dando entrada o Outono,
De três meses é ele o dono
Desta decaída estação.
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Cessa ou pára a circulação
Do arvoredo no seu sono;
A Primavera um abono,
Volta a dar-lhes vibração.
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É esta quadra fatal
Para o velho, para o doente,
Que a transpôs bastante mal;
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Raro aquele que o poente
Da sua vida veja afinal
Afastado da sua frente.
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in Cadernos de Poesia do meu bisavô

Convívio de Outono - Extra


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Caro Vitor,
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Arrisco partilhar contigo o video de uma das mais belas músicas que conheço e que, curiosamente se chama "Autumns Leaves" - Deixo a publicação ou não destas folhas de Outono ao teu critério. O Video da música vai em anexo.
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Um beijo para ti e para todos os que têm sabor ao olhar:
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Se clicar em MENU terá acesso a outras interetações, incluindo diferentes intérpretes e versões de Autumns Leaves, com fundos diferenciados. Boa audição !

Convívio de Outono (31)





Piedade disse ...

Pediste-me uma comparticipação para o Outono e eu não me esqueci.
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Quando tenho algo que gosto o meu prazer é dividir com os amigos, e aquilo que mais gosto é dar o que posso dar.
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O outono era um espectáculo de cores, apetecia-me estender-me nos bancos e ficar ali a olhar para tanta beleza.
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Olhando muito ao longe via o mar, estava lindo, com o véu de nevoeiro, próprio daquela zona, a cobri-lo.
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Adoro os dourados desta Estação e nessa paleta de cores parece-nos poder mudar as cores da vida.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Convívio de Outono - O mistério desvendado ?

* Victor Nogueira
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Este tem sido o logotipo deste nosso Convívio, descoberto algures na internet, em busca de imagens. E foi esta que escolhi, pensando tratar-se duma referência ao Outono, por causa do «autna». De que falam estas fotos de Oriza Martins.




Uma noite destas resolvi pesquisar na Google pela palavra e passei às imagens, que são «milhentas» iguais. Passei para os textos e afinal autna é o nome duma empresa de camionagem da Galiza, como podem ver já a seguir.






Teimoso, continuei as pesquisas e lá encontrei «autna» nos EUA, com uma Uma visão diferente, de que a imagem abaixo é um exemplo. Afinal Autna é apelido duma qualquer família ...




... integrado num projecto universitário.



Persistentemente continuei a pesquisa, mas não encontrei outro significado para Autna, que supusera ser o equivalente de «outono» noutro idioma, senão como nome de uma doença. num site em inglês. Mas encontram mais referências neste campo se procurarem simultâneamente por "autna"disease". Aparecem muitas referências ligando aquele termo a doença, estomatologia e seguradoras. Não procuro mais nem mais nada quero saber.
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Se alguém perguntar porque escolhi aquele logo, «juro» que direi sempre que foi porque desde o princípio me lembra o Outono, no amarelo, na liberdade do voo das aves migratórias, mas também por causa da nossa partida em viagem nos confortáveis autocarros da Rodoviária AUTNA. Foi agradável este convívio? Então façam o favor de me não desmentirem quanto ao motivo porque escolhi aquele logo e não outro! :-)
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imagens e fotos de autores não identificados, salvo Oriza Martins

Sinfonia de Outono - Extra



* Victor Nogueira


Viajando pela internet encontrei este sítio de Oriza Martins, Sinfonia de Outono, extremamente belo, com música de fundo que me faz vir o brilhozinho aos olhos, isto é, que me comove e ao mesmo tempo agrada e melancoliza.
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Os sistemas de segurança do meu computador ao entrar nele avisaram-me logo que tinham bloqueado a instalação de spywares e programas maliciosos. avisando-me da insegurança do site. O Aviso está feito. Só entrem nele se tiverem firewall e anty-spyware instalados e actualizados.
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Foto de Oriza Martins

Convívio de Outono (30)



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Já voltei, Victor.
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O tempo tem sido meu adversário.
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Daí não ter escrito. Mesmo para o teu convívio de Outono não consigo enviar nada. A m/ inspiração outonal prende-se com uma folha de plátano seca que o meu filho me trouxe de um passeio e que eu colei no tablier do carro.

Até breve.

Ao Sabor do Olhar (1)


Foto de autor não identificado

Convívio de Outono (29)


Dona Redonda disse ...
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Se não for capaz de escrever seja o que for será que voltas a convidar-me? Porque parece que o Outono não me diz nada:
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Outono…tapetes de folhas de várias cores… Alguém me falou em Botânica e em prensar folhas em livros.
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Cheguei a fazê-lo com algumas, coitadas, lá ficaram prensadas.
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A luz vai diminuindo, anunciando o frio. E eu penso: Eu gosto é do verão!

Estive a reparar mais na luz do sol, de manhã ou no entardecer, a iluminar as árvores, e os diferentes tons das folhas e senti que era bela toda aquela explosão de cor. Um bocado contraditório no entanto que tantas se dispam quando vem o frio do inverno.
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Houve uma altura em que o Outono era o fim desejado de férias que já me cansavam (como é que era possível?!) e o entusiasmo com o recomeço das aulas, reencontro com colegas e amigos e as novidades em livros e disciplinas.
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Vou ficar por aqui porque continuo pouco inspirada e depois vou é querer ler o que outros mais inspirados de certeza terão escrito.

Convívio de Outono (28)



Belisa disse...

BRINCAR COM AS PALAVRAS

OUTONO, OUTEIRO, OUTONIÇO
OURIVES, OURO, OURIVESARIA
OUVINTE, OUVIR, OURIÇO
OUTREM, OUSADO, OUSADIA

OUTONO, OUTRORA, OUSAR
OUTRO, OUTUBRO, OUSADO
OUTORGA, OU, OUTORGAR
OURELA, OUTONAL, OUVIDO
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Fotografia de Belisa - Folhas de tília

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Convívio de Outono - Breve pausa


* Victor Nogueira

O Convívio de Outono está prestes a terminar. Enquanto outro não surge, deixo-vos uma sugestão:
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Sigam a seta para Uma visão diferente, mas seguramente que este não será o próximo tema. E vejam, lendo também, a origem das gravuras, mais abaixo.
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Ainda resta uma supresa. Entretanto, a todos quantos participaram neste convívio, aqui fica a expressão do meu agrado e reconhecimento.
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Para todos e todas aquele abraço
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Victor Manuel
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Fotos retiradas d'AQUI (Marcelo Almeida) e d'ALI

Convívio de Outono (27)


Titá: disse ...
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Olá, Victor
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Acho essa tua ideia, do convivio de Outono, de uma enorme generosidade e partilha, contribuindo para um maior e melhor contacto entre os que andam na blogoesfera.
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Não creio que o meu texto sobre o Outono esteja ao nível dos que já contribuiram para esta tua iniciativa. Já os li e são todos muito bons, cada um à sua maneira, no entanto, foi escrito com franqueza e não me sentiria capaz de te negar este convite.
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Obrigada por me convidares e recebe então o meu....Outono. Envio em anexo a fotografia...
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Mais uma vez obrigada e beijinhos...Vai aparecendo, ou neste blog ou no outro, serás sempre bem vindo!
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Titá


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O Outono chegou!
Gosto de todas as estações do ano. Todas têm a sua característica, a sua própria beleza, mas o Outono deixa-me muito tranquila, atenta ao meu redor, desperta para cheiros, cores e sons.
Sintra hoje, está particularmente bonita.
Cai uma chuva teimosa, não está frio, nem vento. Está lá,como sempre, aquela ligeira neblina que insiste em viver por cima do Castelo dos Mouros.
A vegetação está fresca, cheia de vida, salpicada de gotinhas que escorregam sem pressa e caem num saltinho, que quase se ouve sobre uma terra bem castanha, que começa a ensopar e por isso larga aquele cheiro único.
Cai, do cimo da serra uma humidade que entranha na pele.
Já se vêem algumas folhas no chão. Gosto de arrastar os pés por baixo dessas folhas, mas ainda não estão naquele amarelo típico, nem secas, para fazer aquele barulhinho de papel amachucado.
Apesar disso, num olhar geral, até já se vê o amarelo torrado, o laranja e o castanho típicos do Outono.
Parece uma manta velha, com pequenos pontos de cor bordados, que se destacam aqui e acolá.
Os azuis, roxos e púrpuras das hortênsias destinguem-se vivamente!Soltam um pequeno aroma, que misturado com a humidade e o cheiro da terra molhada fazem desta Vila, nesta altura do ano, algo único...
Desço as escadinhas inclinadas, velhas, gastas mas de branco tingidas, que atravessam descaradamente paredes idosas, de amarelos claros, côr salmão, rosas deslavados, todas já bem desgastadas e começa-se a sentir o cheiro do café forte, de chás distintos e ao longe, meio dissimulado, o cheiro dos travesseiros e das queijadas acabadas de sair do forno. HUmmmm!
Ouvem-se gargalhadas que fogem dos inúmeros cafesitos que vivem por ali e, novamente, aqueles acordes de guitarra!
Olho para o lado, para aquela janela de pedra que tão bem conheço e como sempre, como habitualmente, lá está aquele homem de cabelo claro, debruçado gentilmente sobre uma guitarra velha, deixando deslizar os dedos desenfreadamente, e com um ar sofrido,dorido, triste, só.
Fico sempre enternecida com esta visão! Há pelo menos dois anos que me deparo com este quadro. Seja Verão ou Inverno, aquela janela está aberta soltando gemidos sentidos, e aquele homem está só, triste, com uma dor no rosto, que não me conforma.Seja que estação for, naquela janela, sinto sempre o Outono.
Juro! Juro que um dia destes dou um toque no vidro e meto conversa.
Digo sempre isto! Nunca o faço!
Mas regresso a casa sempre tão mais tranquila e com aquela sensação de Outono, que me é tão agradável.Apesar do ar triste daquele homem, o som daquela guitarra aconchega, tanto como a vila, que apesar de estar a perder as cores fortes do verão e a deixar-se tingir por cores mais sóbrias e tristes, me conforta e agasalha sempre.
Já tentei muitas vezes, contar, escrever, descrever aqui, sobre aquela janela, aquele homem, aquela guitarra, mas nunca fui capaz de ser justa e descrever a verdadeira candura que aquela imagem transmite. Hoje, não fui mais uma vez capaz desse feito, nem de pintar por palavras tamanha beleza, mas é Outono e, para mim, aquela é a Janela do
Outono.


Convívio de Outono (26)


Piedade disse ...
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Consegui, depois de uma conversinha simpática com o meu merceeiro, que ele me deixasse fotografar o cesto onde tem as castanhas à venda.
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São referências ao Outono, e as castanhas estavam na minha idéia sem que se fossem embora.
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Assim mando-te as castanhas, com o cêsto e não te mando as amêndoas porque não quis abusar.


terça-feira, 6 de novembro de 2007

Convívio de Outono (25)


pin gente disse ...


Folhas de plátanos

O sol ainda a brilhar
nesta avenida de plátanos
calço as minhas galochas
mas não para enfrentar pântanos

Folhas de Outono pelo chão
montes delas para quebrar
plátano de folha doirada
das galochas vai gostar

O céu ainda é azul
o sol ainda a brilhar
tépido ainda é o vento
mas faz as folhas voar

As maiores apenas saltam
na minha dança de Outono
nas minhas volta de roda
levanto-as de seu sono

Dançam logo enamoradas
plátano de corpo forte
pele mesclada pelos anos
melancolia sem morte
.
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Luísa

Convívio de Outono (24)


Piedade disse ...
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Escrevi um pequeno texto com base na realidade, talvez fosse este dia cinzento que me fizesse lembrar. Lembrei-me de enviá-lo como contribuição para o Outono.
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Fim de Verão
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Com uma braçada enorme de rosmaninho, toda pegajosa da resina das estevas onde o cabelo colara ao colocar na cabeça aquela coroa de papoilas brancas, as cinco chegas de Cristo, lindas, como lindo era o mundo e toda aquela serra que a rodeava.

Escorregando aqui… escorregando ali … correu monte abaixo até chegar ao ribeiro onde peixes pequenos apareciam e rápidos fugiam ao ver a sua sombra na água.

A mãe com um casaquito de malha na mão ralhava com ela.
- Como tu estás!...

Riu perdidamente estendida no chão, atirando sobre si própria o rosmaninho que apanhara.
-Mãe… morri!

A mãe pegou-lhe na mão para a levantar do chão.
- Não vês que o tempo arrefeceu filha? Já não é Verão!...


Olhou para a rua, a chuva caia cada vez mais forte, não deixando ver nada para lá da janela, como uma cortina que lhe queria fechar o passado.
Realmente já não era Verão e o Outono cada vez mais frio aproximava-se a passos largos.

O Livro à mão e a página 161




a.filoxera lançou um desafio a alguns bloguistas, entre os quais me incluiu.
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Aceitá-lo, não custou. O pior foi o resto.
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O desafio tem regras:
1) Pegar num livro que tenhas à mão ... não vale procurar
2) Abri-lo na página 161,
3) Procurar a 5ª frase completa.
4) Postá-la no blog.
5) Passar o desafio a 5 bloggers
6) É proibido ir buscar o melhor livro e postar a frase que acharmos mais interessante.
7) Divulgar o nome e o autor do Livro.
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Mas comecemos pelo fim. Sim, que só o 3º livro preenchia todos os requisitos.
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«Biatómico - Diz-se dos corpos químicos cuja molécula é formada de dois átomos»
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Dicionário Prático ilustrado, edição actualizada e aumentada por José Lello e Edgar Lello
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Lello & Irmão Editores (edição de 1959) - 144 Rua das Carmelitas - Porto
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Já entraram na Livraria Lello do Porto? Ainda existe e merece uma visita. Quem não a conhecer vá até lá, entre, aprecie e maravilhe-se. Fica pertinho da Torre dos Clérigos.
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E agora vamos ao princípio da história. O livro mais à mão era o 2º volume da trilogia «Soares - Democracia», entrevista por ele dada a Maria João Avillez. Ia-me dando uma coisinha má, desculpem, mas enfim ... regras são regras. Uma coisa é estudar a «obra» de alguém, outra divulgá-la. Podem agora confirmar. Trata-se da 1ª edição, publicada pelo Público, em 1996. Lá fui em busca da página 161 e ... contém duas fotos do 4º Congresso Nacional do PS, mas a legenda só tem duas ou três frases.
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Por baixo dele estava uma edição histórica: «Poetas Angolanos - Antologia da Casa dos Estudantes do Império» editada por esta em 1962, mimeografada e com prefácio de Alfredo Margarido. Mas estava fora de questão, pois só tem .. 132 páginas. Mas agora vejo que o Prefácio não consta da numeração. Sendo assim seriam 166 páginas. Neste caso a página 130 correponderia à 161 se o prefácio tivesse sido incluído na numeração de páginas. A 5ª frase completa tanto pode ser «Nasceu em Benguela em 1930 e faleceu em Cambambe (Angola) em 1962» como a que se lhe segue «Era formada em Medicina», referindo-se a Alda Lara. Seguindo esta hiperligação encontram um poema dela.
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A Filoxera que me desculpe, mas ninguém nomeio. Aos meus visitantes deste blog deixo o desafio, se quiserem aceitá-lo.
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Para todos aquele abraço do
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Victor Manuel

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Bonita esta janela? Que estará para além dela?


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autor não identificado

Convívio de Outono (23)

Convívio de Outono (22)

* Poesia - Vieira Calado disse
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Flores do Outono

Agora vou reclinando o corpo
entre a terra e as estrelas.

O espaço é breve
para a brisa do mar
que ainda soa.

E no entanto,
adormeço
no meu sonho,
sereno de harmonias

incendiando o fino pó
da terra
com estas flores violentas,
exíguas, do outono.


Vieira Calado

domingo, 4 de novembro de 2007

Abre-se uma janela ?







Enquanto não recomeça o Convívio de Outono, e depois de lerem Que Viva S. Pedro!, que tal uma olhar para uma outra visão, abrindo esta JANELA ?
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Então, até mais logo e divirtam-se!
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Ah! Se quiserem ver fotos minhas de janelas vão por aqui adiante ENTRADA.
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Victor Nogueira
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imagens - autores não identificados, salvo a primeira
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A última encontra-se aqui, na Catedral
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A penúltima é publicidade feita pela agência Agência: D&M em Puro Fosfato - Mídia Impressa. Nesta, ampliem a imagem e verão um conselho.
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Segue-se uma outra retirada de Canela e Noz Moscada
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A Janela do Casarão está em Bonifácio e tantas histórias ... e é de autoria do seu editor, José António Altmayer. A janela e o poema encontram-se AQUI
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E por fim, mais propriamente, no início, a Senhora à Janela, de Salvador Dali, como identificou a Estrela Cadente. Ao colocá-lo, hesitei, pois parecia-me que poderia ser de Magritte, um pintor que me encanta, quanto mais não seja pelo seu absurdo, insólito e/ou humor. Mas embora isto não sirva de desculpa, já estava com tanto sono que não fui confirmar. Assim sendo, a razão é minha e não da Estrela Cadente, que me toma por quem não serei.
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E agora, pessoal, deixem as janelas e voltem para o Convívio de Outono. apreciando as obras expostas e a expor ainda, comentando-as e trocando impressões. Afinal isto não é um concurso mas um espaço que nos cabe transformar em lugar de convívio, conversa e, porque não, troca de opiniões e conhecimento mútuo.
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Victor Nogueira

Viva São Pedro!

Hoje o Outlook está em reparação, pelo que sou forçado a interromper o Convívio de Outono. Mas como tenho outro material em lista de espera e já vos tinha falado do José Torres em A Manadeira fui ao blog dum dos irmãos buscar um dos seus saborosos textos, que espero apreciem também.
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Amanhã prossegue o Convívio de Outono e vai sendo altura de se pensar noutro. Entretanto, com ou sem reparação do Outlook, o «Outono» continua porque há outras maneiras de aceder ao correio electrónico e às vossas obras, embora um pouco mais trabalhosamente.
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Então, até mais logo e fiquem com S. Pedro.
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Victor Nogueira
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VIVA SÃO PEDRO!

* José Torres

Hoje é dia de S. Pedro... e, já agora, também de S. Paulo, embora pareça que deste ninguém se lembra!

Mas o que é que isto tem de especial? Acho que nada, se pensarmos que todos os dias têm um Santo, ao qual podemos dedicar as nossas preces.
Mas, como há Santos que mais santos são do que outros, a verdade são que S. Pedro entra no rol dos que foram privilegiados pela memória popular.

Então, para mim, o S. Pedro supera todos, mesmo o S. António e o S. João, apesar dos festivais de sardinha assada e outras folias que estes últimos nos trazem, sem falar nuns feriaditos, pois claro!

Volto à carga: - para mim o Santo dos Santos é mesmo o S. Pedro e desta não abdico.

Porque me recorda tantas coisas e foi fonte de inspiração para algumas decisões, talvez controversas, mas que não houvera tomado se o santinho não me viesse à cabeça!

Miúdo de escola, do velho Vilar Formoso . o do Povo pois a Estação é outra coisa . era neste dia que todos os anos se fazia uma espécie de tourada, com .touros. especialmente vindos da planície adjacente, de terras de Castela, dos pastos de Ciudad Rodrigo ou coisa semelhante, de ali bem perto com certeza.

Então, nós os miúdos colaborávamos, com a nossa fraca força braçal, no transporte e colocação dos carros de bois que iam servir de delimitação da praça e era uma festa ir buscá-los aos currais e ver os mais graúdos dirigir as operações, de forma superiormente estratégica!

No dia da tourada e de S. Pedro, os mancebos montavam, de noite, os seus cavalos e ala que aí vão eles, transpondo a fronteira e .roubando., pela calada da noite, uns touritos distraídos nos pastos de Castela e que, mais tarde, iam devolver!

Destarte, de manhã já os animais ruminavam, no artesanal curro da praça, que raio de coisa estavam alí a fazer, pois nem lhes cheirava a existência de Manoletes por aquelas bandas!

Mas a festa fazia-se na mesma, com os amadores que às donzelas . naquele tempo havia, julgo eu . mostravam a sua viril coragem, enquanto estrelejavam foguetes e a banda tocava.

Entretanto, a miudagem metia-se debaixo dos palanques, formados por tábuas intervaladas, em ousadas tentativas de assim vislumbrar umas nesgas das pernas das raparigas.

A brincadeira às vezes saía cara, pois, no dia de escola seguinte, era sabido que nos esperavam umas palmatoadas, porque as visadas iam fazer queixinhas ao Sr. Professor, quando não também ao Sr. Abade... o que dava direito primeiro a uma lambada e depois a uma severa confissão, com ameaça de inferno e tudo!

Eu não era dos que mais prevaricava, não senhor, tanto mais que, nesse dia, sentia que tinha um encargo especial, que era o de .vigiar. as andanças do avô Jaime, .el guardita retirau. como ele bonacheirosamente gostava de se intitular.

Esse era o dia por ele escolhido para a bebedeira-mor do ano, ele, coitado, que tinha duas mulheres sempre a controlar todos os seus actos e todos os seus míseros tostões (A mulher e a filha, que Deus lhes perdoe e lhes dê eterno descanso).

Mas, nesse dia, não havia grilhetas que o impedissem de proclamar a sua liberdade e afundar as suas mágoas nos copos das tabernas, recordando-me que, ao tempo, existia uma logo abaixo do adro da Igreja.

Eu ficava apavorado, tentava demovê-lo, arrastá-lo até para casa, mas não havia força que o impedisse de assim comemorar o S. Pedro!

Daí que, com os copitos, revia-se nos tempos de garboso mancebo . e ele era garboso e são e meigo e jovial e melancólico, tudo ao mesmo tempo e especialmente de uma envolvente doçura . e ei-lo a entrar na praça, a tentar sortear o touro, enquanto eu o agarrava desesperadamente o melhor que podia!

Era uma festa, o S. Pedro e um dia de grande responsabilidade para mim, podem acreditar!

E que saudades sinto hoje desse .guardita retirau., que gostava de saber como ia o mundo e as suas guerras e que, por isso, tantos jornais enviei (mesmo muito atrasados), já nos meus tempos de jovem .lisboeta., que tanto prazer me dava quando me pedia, nas férias, um cigarro de .cu aberto.! E eu que já não consigo lembrar-me de que raio de cigarros se tratava!

Pois era assim o S. Pedro, em Vilar Formoso, com a banda a desfilar pelas ruas, com intervalos para molhar a palavra . recordo-me de o fazerem também na casa da tia Olinda, apesar de tão humilde . eu a correr atrás das canas... etc. etc. etc.

Sinto saudades, feitas de uma mistura de momentos felizes com outros que me recordam uma infância vivida um pouco ao Deus dará e por isso pouco alegre.

Muitos outros S. Pedros se seguiram, perdi o rasto aos festejos de Vilar Formoso, nem sei sequer se ainda é dia comemorado.

As touradas serão outras, provavelmente, com bimbalhadas à maneira ....

No entanto, o S. Pedro não deixou de ser motivo inspirador.

Daí que tenha estado na génese de uma .façanha., passe o termo, vivida há precisamente 37 anos em terras da Guiné (Vejam lá como já vai vetusta a minha idade)
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Z...
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in Anomalias junho 30, 2004

Publicado por morfeu às 06:51 PM

sábado, 3 de novembro de 2007

Convívio de Outono (21)

Piedade disse ....



Outono



Fonte e Flores


Olá Victor
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Andei por vários lugares para encontrar um motivo referente ao Outono que se aproxima, mas nada encontrei que valesse a pena. Há dias que não procuramos e eles aparecem na nossa frente, outros como sabes... nada. Por azar hoje era impossível sair de onde estou.
Mando-te dois motivos que encontrei que se podem aproximar mais ao princípio da nova Estação. Pensava em folhas caídas, castanhas e carrinhos de venda de castanhas, mas nada me apareceu. Ainda está tudo muito florido. só aquelas do muro é que dão um pouco mais a ideia da sede do fim do verão
Até breve

Convívio de Outono (20)




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PRAIA DE OUTONO
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sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Convívio de Outono (19)


Rosa dos Ventos disse ...
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Chuva de Outono
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Ser nuvem,
Sulcar os céus de Outono
Feita canoa,
Pássaro sem ninho,
Fiapo à toa
Ou golfinho,
Ser branca
Ou cinzenta
Sobre o azul,
Ser alaranjada
Ao pôr-do-sol,
Derramar-me em lágrimas
Sobre a terra dourada
E ouvir dizer:
Chuva abençoada!
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Rosa dos Ventos

Convívio de Outono (18)


* Leonor Branco disse ...
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Tragédias Gregas
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Sobre perspectivas audazes
Foi assim que vi,
As árvores mais não eram
E as folhas para longe voaram
Era tudo miríade de cores
Um mar de fogo em chamas.
E desta chama ardente
Com o vento uivante
O outono aqui nasceu; o jardim morreu
E por todo o jardim gritava
Que nem uma louca berrava:
Ninfa do jardim e da luz,
Pelos demais uma lembrança de vida!
Porque não ouvistes estes meus apelos,
Eu que nunca seria esquecida?
Senhora, minha amada
Será que não me ouvistes,
Qual a razão da tua ira?
O doce jardim que me roubastes,
Meus amores que envenenastes!
Em solidão e tristezas choro
Pelos verdes filhos que me deixastes morrer
E do iníco o fim,
A juventude que te apoderastes
Ai de minha beleza,
Vede, olhai para mim!
Corpo decrépito, em decomposição.
O Outuno fizestes nascer
Para mim verdes morrer!
Sois injusta e cruel minha amada,
Com teus truques e esquemas
Que de agora padecem meus dilemas
Porquê o meu amor por ti,
Lealdade tão pura?
Se por mais um dos teus filhos,
Matastes-me apenas.
Oiço passos, esses tão tenebrosos
Fostes tu malvada senhora,
Que a ele me fizestes buscar?
Rogo-te, mil perdões, rezo-te!
Não mandes vil Fauno devorar-me
Outono prevalacerá,
E com ele meu jardim murchará;
Outrora rejubiloso éden,
No silêncio se encontrará.
Amada minha, poupa-me à morte
Sê virtuosa como me ensinastes!
Em lágrimas vãs chorei por ti,
E no teu peito jamais desvanecerão.
Avicena eu sou,
Que da minha morte vi nascer
Fogoso Outono de gélidos ventos.
E com doce esperança
Enquanto vil Fausto se deleita
Não te esqueças amada,
Que por teu amor e desencanto
Eu, por ti, faleci.
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16-10-2007 - Leonor Branco

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Convívio de Outono (17)

A minha participação. Um abraço.


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O Outono




O outono cospe-me na cara

lágrimas que a chuva já não quer...



O outono canta de madrugada

uma doce e sinistra melodia...



O outono grita nas tardes cinzentas

aguda e lancinantemente a sua fúria

que se repete continuamente no meu cérebro cansado...



O outono despe com ódio mortal as árvores

uma a uma, humilhando-se,

mas já não grita o tapete de folhas mortas

que cobrem a minha alma...



efeneto

Ø G®¡†ö ðö Þöë†ä


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Convívio de Outono (16)

14
10
2007

Lalage disse... Escolhi um desenho para ilustrar o meu Outono de Luz e Sombra.

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O Victor lançou o desafio e eu lá tentei fazer algo para partilhar…

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As palavras repetem-se em cada Outono: sempre a mesma surpresa com a beleza das cores e dos sons.

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O Outono é a estação em que as sombras mais inesperadas provocadas pela luz mais surpreendente.

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Foi assim que há uns tempos eu desenhei a luz e sombra de um Outono especial: