domingo, 18 de março de 2012

Maria Jorgete Teixeira ~ Em lençóis de espuma


 
  • Em lençóis de espuma
    abertos pelas tuas mãos
    desnuda me deitei
    e na enseada dos teus braços
    aportei
    em doce sobressalto.

    Depois rodopiamos
    Em desalinho
    Flutuamos inventando azuis
    E das nossas mãos
    enleadas
    pássaros inquietos nasceram
    e ali morreram
    em êxtase
    na manhã!

    Mas o vento mudou
    emudeceu as estrelas
    E das águas saltaram
    peixes mortos
    enquanto gaivotas
    me rasgavam
    os seios
    Num grito aflito


    2012.03.17

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