sexta-feira, 26 de julho de 2013

um poema de Graça Antunes

Graca Maria Antunes

Gosto de ti assim pelas manhãs
Quando o sol se prende com a noite
E a planície que te reveste os dias
flutua em ondas de calor
Nostalgia de um tempo sem espaço
Abraço tão intenso como a alma
Que paira carente entre os altares
Das catedrais há muito esquecidas
Onde o incenso se esvai entre colunas
E os pássaros se perdem em assombros
Nos vitrais que se assemelham a candeias
Ou a sois imaginados entre rezas
De monjas retidas entre grades
a cavalgar a utopia
de um amor que um dia há-de vir

GMA

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