sexta-feira, 7 de junho de 2013

Clara Esteves - Esta saga

7 de Junho de 2013 às 19:34


Esta saga escava-me o sossego.

Urge mudar o rumo que apunhala o sol à nascença.

Lá fora a chuva molha vales, planícies e as minhas cidades.

Escorre-me o suor da paciência

E registo, sem curiosidade, um revólver a pilhas que só eu uso

E me faz nas mãos um insuportável ruído.

O que sobra é a névoa, é o vento, é a espera a que me entrego e me dou inteira.

Sinto-me rebaixada, reservada nas palavras e

Enquanto os pássaros se cruzam levando a espera do tempo

Há uma conclusão por cumprir.

Mas uma vez mais só escrevemos na areia.




Clara RoqueEsteves  (Lisboa, 07 de junho de 2013)
***


  • Victor Nogueira Vim enquanto as palavras se não perdem na areia neste poema pessoano, mais própriamente, de Campos, o Álvaro, não no campo mas na praia ! Bjos, Clara 

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