terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Sofia Champlon de Barros - Volúpia

 

por Sofia Champlon de Barros a Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013 às 21:59 ·
 
É o convite que te lanço, muda súplica

E a voz que me responde, excitante.

É a urgência de um querer inebriante,

A intenção duma brincadeira lúbrica.



São as tuas mãos que, lentas, me percorrem,

Sou eu, exposta ao sabor do teu desejo,

É o meu sangue que pulsa quando vejo

A espada que as tuas vestes não escondem.



São os beijos nos mamilos a causar

A nascente que se forma no meu centro.

São os teus dedos moldando por dentro

A rosa que se abre para te saudar.



É a língua com que me provas, buscando

A polpa do meu fruto permitido

São as coxas que libertas do vestido

E a volúpia com que segues explorando.



É o teu sexo roçando a minha pele

O erotismo com que me brindas a boca

A pujança forte e doce que me toca

Quando na minha taça derramas o teu mel.



É o grito de guerra que deflagra

Num assalto à roupa desarmada

É o instante da minha ânsia penetrada

É a onda de prazer que se propaga.



É o fogo promissor de um orgasmo

A sede com que sorvo a tua seiva

O calor da labareda quente e meiga

O teu archote comungando o meu espasmo



  • Victor Nogueira Grato Sofia Champlon de Barros pel'a ventura do teu poema Bjs meus
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