segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Jorgete Teixeira ~ SAUDADE




Percorro as letras do teu nome
Como se o teu corpo percorresse
E na noite é ainda a tua presença que procuro
Em silêncio, sem mostrar fraqueza
Porque a saudade é ferida ainda aberta
E vem sem se esperar
Agarrada às paredes da casa
Nas sombras que se desfazem
Nos gestos que já não são

Apago na memória as lembranças antigas
Mas é o teu hálito que ainda se entranha
nas pregas da memória.
Por que tarda o silêncio da indiferença
E a alma de tão contrária é tão difícil de entender?

1 comentário:

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