sábado, 19 de novembro de 2011

Quase de nada místico - Ana Luisa Amaral



Amílcar Sobreira Lobo
 

Quase de nada místico

Não, não deve ser nada este pulsar
de dentro: só um lento desejo
de dançar. E nem deve ter grande
significado este vapor dourado,

e invisível a olhares alheios:
só um pólen a meio, como de abelha
à espera de voar. E não é com certeza
relevante este brilhante aqui:

poeira de diamante que encontrei
pelo verso e por acaso, poema
muito breve e muito raso,
que (aproveitando) trago para ti.

- Ana Luisa Amaral - in Às vezes o Paraíso
 
 —

Álbum:Fotos de ti em NICOLETTA TOMAS CARAVIA - finestre

(...)


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