quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cumplicidades por Ana Porfirio

a Terça-feira, 12 de Outubro de 2010 às 16:40

Muitas vezes acho que a parte maior do amor, dos vários amores aliás, do amor simples e directo pelo outro, nosso contrário e igual em simultâneo, do amor entre pais e filhos, entre outros familiares e entre amigos, porque sim, a amizade é uma forma de amor, não sobrevive sem cumplicidades…

Cumplicidades várias, aquela asneira partilhada na infância, aquele sussurro só nosso aflorado ao ouvido, aquele dia em nos ensinaram a nadar ou a dançar a valsa, aquele concerto que se viu juntos e emocionados, aquele momento mágico em que se reconhece no amigo uma parte de nós também…Por isso amiúde vem aquela frase dos “Lembras-te…” entre amigos recentes as coisas pautam-se de outra forma, reconhecem-se gostos comuns para assim encher a nossa bolsa de cumplicidades…

A frase “Eu também!” abre quase de imediato um sorriso cúmplice.È a essa faculdade fantástica de criar laços emocionais claro, intelectuais obvio, que eu chamo cumplicidade.É também dessas cumplicidades que tento, também, encher os meus dias!

E sabe tão bem!

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