domingo, 20 de janeiro de 2008

Convívio do Tempo ... (5) - «MEIA IDADE»


* Maria Mamede


MEIA IDADE

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Enrugam-se-me as mãos e pés de galinha

Bordejam meu olhar que perscruto ao espelho

Passa a meia idade na idade minha

Mas só o meu corpo é que fica velho.

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E chega a neve, as brancas salpicando

Na cabeleira lisa que foi clara

E as rugas de expressão, acentuando

Dão um ar mais austero à minha cara.

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Entanto o coração, a alma inteira

Continuam sentindo à maneira

Da juventude louca que passou

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Continuam amando de verdade

A fé, o amor, a paz, a liberdade

Como a juventude minha, sempre amou!...

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Nota do Autor

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(...) aqui envio o primeiro poema que tem a ver (acho) com o(s) tema(s) por ti apresentados para o próximo Convívio. Neste caso não são quadras somente, mas acho que dá pró gasto.
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Um beijo enorme e até mais logo.

M.M.

De Amor e de Terra

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17 de Dezembro de 2007 19:25

3 comentários:

  1. Maria
    Felicito-a por este soneto, que contem o exencial á vida
    Fé= esperança
    Amor=carinho ternura
    Paz= sossego bem-estar social
    Liberdade=condição exencial para tudo!
    Bem haja
    josé manangão

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  2. Faço há muito uma pergunta: O que é a meia idade?
    Antigamente a média da idade andava pelos 60, agora cos as descobertas científicas que se fizeram passou para 70 ou 80, conheço muitos com 90, o que quer dizer "meia idade"?
    O termo mantém-se mas a longevidade aumentou.
    Afinal o que é a meia idade?
    Bj
    Maria

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  3. maria
    muito, muito bonito!
    nas mãos a melancolia, salpicos de cor...

    um abraço no tempo
    luísa

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