quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Poemas do meu Bisavô (2)

* José Castro
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Adeus (imitação)
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Adeus Pátria, adeus família
Adeus serra onde nasci;
Adeus colinas e vales
Onde feliz eu frui.
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Adeus regato suavíssimo
Que te despenhas do monte,
Adeus água cristalina
De tão poética fonte.
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Adeus sol que t’escondes
No teu tálamo de verdura,
Adeus tudo que é campestre
Adeus tudo que é ventura.
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Adeus outeiros que além
Sustêm formosa ponte;
Adeus crepúsculo da tarde
Que te retratas no monte.
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Adeus noites tão belas
Noites de grato luar;
Adeus milhares d’estrelas
Alvo do meu louco olhar.
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Adeus minha guitarra
Adeus p’ra sempre folgar;
Adeus danças campestres
Adeus meu belo cantar.
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Adeus douradas madeixas
De milhares de formosas!
Adeus doces enleios
Adeus nacaradas rosas.
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Adeus minha mãe querida
Adeus oh! grata visão!
Adeus tu que dás a vida
Ao meu triste coração.
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Óbidos

3 comentários:

  1. Constato com deleite, que teu Bisavô e eu temos gostos (e interesses) em comum; cada um na sua época e na sua posição amou/ama as coiasa de que fala nos seus versos.

    Gostei mesmo!

    Maria Mamede

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  2. Já sei de onde vem a tua veia poética!
    Abraço

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  3. Olá

    estão lindos estes poemas!!!


    Beijos estrelados

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