A Minha Resposta
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Vinte e seis dias já, há quasi já um mez.
Que vim para este templo de pensamento.
E o tempo, oh! ... maldito passa lento;
Olhando p'ra mim, com super altivez.
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Mas não julgues que com isto burguesia
Meu espírito fica amedrontado.
Pois me sinto 'inda mais revoltado.
Por desvendar aqui , a tua hipocrisia..
É com a prisão burguês, que te defendes?
Do operário que quer a liberdade!?
Sim, é isso certamente, o que pretendes.
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Mas vêde bem, oh burgueza sociedade
O povo já sabe que por base só tendes
A infâmia, a fraude, a falcidade.
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1933.08.03
Lisboa (1)
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À Burguesia
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Oh vil burguesia, imérita velha traiçoeira.
Com teus vestidos, de rapariga, jovem atraente.
Consegues iludir do povo, ainda alguma gente.
Que inconsciente vai caindo na tua ratoeira.
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E como qual réptil, na sombra vais rastejando.
Sem cantar vitória, pois te dentes já moribunda.
Sim é agora o teu fim, oh sociedade imunda.
É a invencível morte, que p'ra ti vai avançando.
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E representada, a tua morte é, p'lo fascismo,
Consequência única, do fim do teu império..
E então darás lugar, eternamente, ao Leninismo.
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A esse ideal puro e justo sem vitupério;
Que edificará na terra, p'ra sempre o Socialismo;
Que a humanidade unirá, num amor eterno.
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1933.08.04 - Lisboa
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Cessem teus males, oh sociedade viciosa!
Que só da fraude vives, do engano e da maldade.
Tuas armas são: uma a taberna perigosa;
A igreja, antro d'hipocrisia e falsidade;
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E a outra é o prostíbulo, casa venenosa.
Só com isto te sustentas, maldita sociedade.
Cantando o divulgarei para toda a gente.
Se para isso me ajudar o povo consciente.
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1933.08.06 - Lisboa
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1 - Este poema e os dois seguintes foram escritos nas paredes da prisão de Belém.
São verdadeiros hinos à raiva, aos ideais, à resistência.
ResponderEliminarGostei, embora me gerassem um nó na garganta!
Maria Mamede