Viva a Vida !

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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Sofia Champlon de Barros - Volúpia

 

por Sofia Champlon de Barros a Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013 às 21:59 ·
 
É o convite que te lanço, muda súplica

E a voz que me responde, excitante.

É a urgência de um querer inebriante,

A intenção duma brincadeira lúbrica.



São as tuas mãos que, lentas, me percorrem,

Sou eu, exposta ao sabor do teu desejo,

É o meu sangue que pulsa quando vejo

A espada que as tuas vestes não escondem.



São os beijos nos mamilos a causar

A nascente que se forma no meu centro.

São os teus dedos moldando por dentro

A rosa que se abre para te saudar.



É a língua com que me provas, buscando

A polpa do meu fruto permitido

São as coxas que libertas do vestido

E a volúpia com que segues explorando.



É o teu sexo roçando a minha pele

O erotismo com que me brindas a boca

A pujança forte e doce que me toca

Quando na minha taça derramas o teu mel.



É o grito de guerra que deflagra

Num assalto à roupa desarmada

É o instante da minha ânsia penetrada

É a onda de prazer que se propaga.



É o fogo promissor de um orgasmo

A sede com que sorvo a tua seiva

O calor da labareda quente e meiga

O teu archote comungando o meu espasmo



  • Victor Nogueira Grato Sofia Champlon de Barros pel'a ventura do teu poema Bjs meus
    .
  • quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

    Maria Amélia Martins e a poesia



    Eu não sei, nunca soube, escrever poesia. Mas houve uma época em que eu tinha a mania das quadras que me vinham à cabeça com facilidade. Coisas que passavam por mim e eu agarrava em palavras a rimar assim:

    Vão cheiinhas as carreiras, 
    ainda vai povo de pé,
    outros tantos vão nas beiras
    das estradas traiçoeiras
    onde arrisca a vida, o "Zé".
    É assim na hora de entrada
    E nas saídas tambem
    operários pela estrada 
    cansados da caminhada
    com muita força, porém.
    Para lá, vão sempre a "horas"
    quantas vezes "a penar"
    mas quando se vão embora 
    parece que a vida melhora 
    enfim já vão descansar...
    O que nas fábricas se passa 
    é igual em todo o lado:
    Se trabalhas, cais em graça, 
    mas se exiges, que desgraça
    já não passas dum safado....

    ...E isto ia por aí adiante até contar (como eu sabia fazê-lo em rima) a vida toda do "Zé operário" que era eu tambem...E isto completo, que enchia duas folhas do jornal local do PCP teve direito a destaque em páginas centrais. Já nem me lembro do resto, mas naquele tempo fiquei contente com a publicação. (fins dos anos 70)


    ~~~~~~~



    • Maria Amélia Martins Estes versos estão aqui imcompletos, encheu 2 páginas, mas nada especial, era o que eu era capaz e são do tempo em que tambem eu operária textil usavamos os autocarros como transporte para o trabalho nas fábricas da zona Riopele , Carides, Safil...como sabeis (os amigos Pereira, meus vizinhos) o numero de operários era então de muitos milhares e muito deles seguiam pelas bermas da estrada nacional (beiras) sujeitos a serem atropelados como sabeis que aconteceu a muitos...tambem a repressão nos trabalhos foi numa certa época muito severa...Os versos falam disso. obg. amigos bjs especialmente Lino e Valentim!



      • Victor Nogueira Já te disse, Maria Amélia Martins que gosto dos teus contos ou estórias e da maneira como escreves. Desvendaste-me agora a tua veia poética. E gostei, embora haja uma técncia para as chamadas quadras populares que podem ser apenas uma ou várias em sequência Mas como escreveu António Aleixo 



        A quadra tem pouco espaço
        Mas eu fico satisfeito
        Quando numa quadra faço
        Alguma coisa com jeito.

        há alguns segundos · Editado · Gosto



        • Maria Amélia Martins obg. Victor... poesia tambem já fiz e até tenho guardadas mas nem me atrevo a publicar porque sei que não é boa...quadras já fiz muitas e saiem com facilidade...beijinhos amigo!!!
        • Victor Nogueira Ah! E lembro-mr que qd percorria as estradas do Porto e do Minho, com o meu avô materno, de ver as longas filas de operários e operárias de bicicleta ou motorizada, nas idas e voltas para a fábrica. Não só mas tb na chamada recta do Mindelo. Como as minhas primas de Pedra Furada - Barcelos
          há 5 minutos · Editado · Gosto · 1
        • Maria Amélia Martins isso acabou..ainda existe a Riopele mas com menos trabalhadores...a Carides onde trabalhei, é agora um conjunto de pequenas empresas, poucos trabalhadores tambem..e já não se vêem muitos a pé...
          há 2 minutos · Não gosto · 1


          • Maria Amélia Martins aqueles meus versos dum tempo em que não havia crise no setor textil acabavam assim: Se mesmo sem crise, isto é assim/ trabalhar e viver mal/ abre os olhos, vai por mim/ estaremos no plural. :)))

    quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

    O enigma




    13 de Maio de 2011 




    segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

    José Manangão ~ Vamos mondar Abril

    Um poema de Maria Jorgete Teixeira



    Tu não sabes o que há
    por baixo do meu vestido
    nem o vento que se forma
    quando me cruzo contigo

    Não sabes que eu sufoco
    gemidos nos teus cabelos
    e que coso a minha boca
    pra que não possas ouvi-los.

    Não te conto os segredos
    escondidos na minha pele
    na cama em que me deitaste
    feita de azeite e de mel…

    Maria J T
    Tu não sabes o que há
por baixo do meu vestido
nem o vento que se forma
quando me cruzo contigo

Não sabes que eu sufoco
gemidos nos teus cabelos
e que coso a minha boca
pra que não possas ouvi-los.

Não te conto os segredos
escondidos na minha pele
na cama em que me deitaste
feita de azeite e de mel…

Maria J T